.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 3 de Fevereiro de 2013

O PULO

 

De pulo em pulo, exalto o meu protesto!

(minto porque este “pulo” foi roubado

a um tempo qualquer do meu passado

e ao eco das memórias que lhe empresto…)

 

Mas se sobra a vontade e falha o resto

De que me serve, então, ter protestado,

Ter tido a agilidade e ter pulado

Numa acepção literal do mesmo gesto?

 

O pulo é o das rimas que a verdade

Nunca deixou morrer na mão rendida

Pois, da nova impotência que me invade,

 

Renasce-me o poema e, da saudade,

A voz que, não se dando por vencida,

Pulou de estrofe em estrofe, em liberdade!

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 30.01.2013 – 17.21h

 

,

 

 

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 17:12
link do post | "poete" também! | favorito
|
31 comentários:
De poetazarolho a 3 de Fevereiro de 2013 às 18:09
“Escravidão brutal”

Na sociedade do brutal
O homem é o animal
Sem consciência afinal
Do seu destino fatal

Não passa dum numeral
Ou um facto percentual
Para estragar o arraial
Montado pelo capital

O homem é empecilho
Se acaso se põe a pensar
Não passa dum sarilho

Duma enorme proporção
Vamos ter que o domar
Sujeitá-lo à escravidão.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 4 de Fevereiro de 2013 às 14:06
Um sonetilho que me tinha "escapado"...

LIBERTAÇÃO E VIDA!

Estamos abaixo de feras!
Vamos sendo, nestes dias,
Escravos das "altas esferas"
Da pior das tiranias...

Somos "coisas" dispensáveis
Das leis de oferta e procura
Com sonhos pouco prováveis
De impor-nos à ditadura

Mas, entre nós, "desistência"
É termo vão, sem sentido
Nem lugar para crescer...

Viva, então, a Resistência
Que sempre tem conseguido
Ter a força de vencer!


Aqui vai, Poeta, com o meu abraço!




De poetazarolho a 3 de Fevereiro de 2013 às 18:13
Valsa na ponte.
De poetaporkedeusker a 3 de Fevereiro de 2013 às 22:59
Vou ouvi-la, Poeta!
De jabeiteslp a 3 de Fevereiro de 2013 às 23:41

E viva essa Liberdade de assim ser...

o video já tá no ar
perdoa alguma alusão

é que foi uma noitada...destilada...

bela noite
De poetaporkedeusker a 4 de Fevereiro de 2013 às 00:15
Ahahahah... eu já calculava, Anjo! Mas vou já ver!
De jabeiteslp a 4 de Fevereiro de 2013 às 12:20

a coisa tá um pouco tremida
os destilantes põem a gravidade dessestabilizada...

um belo dia
De poetaporkedeusker a 4 de Fevereiro de 2013 às 13:45
Ainda, Anjo? Espero que recuperes rapidamente
De jabeiteslp a 4 de Fevereiro de 2013 às 14:01

já tou bom para outra...


feliz tarde
De poetaporkedeusker a 4 de Fevereiro de 2013 às 14:37
Eheheheheh... feliz tarde!
De jabeiteslp a 4 de Fevereiro de 2013 às 21:07
De jabeiteslp a 4 de Fevereiro de 2013 às 21:41

não sei qual o teu mail actual...
De poetaporkedeusker a 5 de Fevereiro de 2013 às 14:40
Está no meu perfil, Anjo... mantenho os mesmos mails desde que iniciei as publicações, há mais de cinco anos...

Feliz tarde de sol
De jabeiteslp a 5 de Fevereiro de 2013 às 22:22
De jabeiteslp a 5 de Fevereiro de 2013 às 13:56
um belo e feliz dia Maria João
De poetaporkedeusker a 5 de Fevereiro de 2013 às 14:40
Feliz, também para ti
De poetazarolho a 4 de Fevereiro de 2013 às 07:35
O chá empobrece.
De poetaporkedeusker a 4 de Fevereiro de 2013 às 13:30
... como quase todos nós, Poeta... vou vê-lo!
De poetazarolho a 4 de Fevereiro de 2013 às 22:55
“UNIKO”

Noutro tempo e lugar
Em diferente dimensão
Sem ser sítio d’encantar
Todos deram sua mão

Com violinos a tocar
A violência do acordeão
Todos consegue acordar
Numa enorme profusão

Melodia e ritmos a saltitar
Numa aparente confusão
Deves ouvir e apreciar

Sem entrar em negação
Assim conseguirás chegar
Onde outros nunca chegarão.
De poetaporkedeusker a 5 de Fevereiro de 2013 às 14:47
Poeta, peço desculpa mas não me sinto nada bem. Não é falta de vontade, é mesmo um episódio de hipertensão que me deixa sem forças nem para estar sentada a teclar. Se me sentir melhor, ainda volto a tentar mas, por agora, preciso mesmo de ficar quietinha e não esforçar nem sequer a pobre da massa encefálica, eheheheh...

Abraço grande e até mais logo ou até amanhã
De poetazarolho a 4 de Fevereiro de 2013 às 22:57
UNIKO na ponte.
De poetazarolho a 4 de Fevereiro de 2013 às 22:58
Para a Maria Vitória Eduardo Afonso, aquando da publicação do seu livro de recordações do Alentejo «COZENDO O PÃO, COSTURANDO A VIDA»

SINOPSE

Comendo o pão, alinhavando a vida,
Que outros coziam e que costuravam
Na planura imensa que tanto amavam,
Os anos mais tenros viveu esquecida.

Os tempos passaram, fruta amadurecida,
Partiu na diáspora dos que se ausentavam
Do chão nivelado que os avós regavam
Com o suor dos corpos, na insana lida.

Avó, ela, agora, revela a história
Dos tempos passados, sonhos e desejo
Que guardou, ciosa, em sua memória

Semente enterrada para germinar
No torrão amado do vasto Alentejo
Onde sempre volta em terno vadiar

Eduardo
De poetazarolho a 5 de Fevereiro de 2013 às 07:40
Chá sobrevive.
De Vera Lucia a 5 de Fevereiro de 2013 às 18:55
Gosto de ver vc poetar. è muito bom ter inspiração assim a minha inspiração se esgotou. E não tenho estado mais na blogosfera, mas hj tive um tempinho de vir no teu blog. Um abraço.

Vera
De poetaporkedeusker a 6 de Fevereiro de 2013 às 11:50
Olá, Vera!

Amiga, agora sou eu que vou ter de fazer uma "pausazinha forçada" porque a minha tensão arterial está alta - altíssima mesmo! - e não tem estado a ceder à forte medicação que tomo há anos.
Calma, tenho para dar, vender e emprestar, mas isto tem a ver com o síndroma que eu tenho e, se não descansar até que o meu organismo consiga equilibrar-se e voltar a parâmetros mais razoáveis, será muito pouco provável que me aguente...
tentarei responder a alguns comentários e, se tudo correr bem, retomar as publicações dentro de dias.

Beijinho!
De poetazarolho a 5 de Fevereiro de 2013 às 22:36
“TV Rural”

Deputados a apregoar
Vai voltar o TV Rural
Eu já estou a imaginar
Agricultura em Portugal

Crescem espigas de milho
Girassóis em Sto.Ovídio
Arma-se um grande sarilho
Com a caça ao subsídio

Portugal vira uma seara
Trigo, cevada e centeio
Governo dá todo o apoio

O crescimento não pára
Confirma-se o meu receio
Em vez de trigo era joio.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 7 de Fevereiro de 2013 às 15:15
Poeta, como eu gostaria de conseguir responder-lhe... mas não dá mesmo... mas pode crer que me parece que se andam a criar excelentes condições para nos vermos, muito rapidamente, todos a nadar em joio...

se até à noite conseguir estabilizar esta treta da hipertensão, ainda vejo se há lugar e força para umas rimazinhas. No estado em que estou agora, nem devia fazer nada senão estar deitadinha a olhar para o tecto e a esperar que a maquineta aguente o esforço...

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