.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013

SONETO EM BREVE MONÓLOGO INTERIOR

(Em decassílabo heróico)


Renasce-me a questão, tal qual a sentes;
- Como arrancar o ceptro a um poder
Que assim vai fomentando, sem tremer,
Tais formas de injustiça entre inocentes?

Nas marcas da passagem de serpentes
Às quais se impõe matar pr`a não morrer
Se explica ou se desvenda este “não ser”
Pior do que o pior que em ti consentes…

Se, pouco ou nada tendo, ainda escrevo,
É por não ter esquecido o quanto devo
E nisso me encontrar enquanto o pago

Pois, porque pressionada, até me atrevo
À poética da flor - talvez de um trevo... -
Que, em quase-voo, emula um meigo afago…


 

Maria João Brito de Sousa – 14.01.2012- 21.29h
sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 02:58
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43 comentários:
De poetazarolho a 15 de Janeiro de 2013 às 06:04
O chá ker.
De poetaporkedeusker a 15 de Janeiro de 2013 às 18:13
... e eu nem tempo tive para vir tomar o Chá... vou lá agora, Poeta!
De jabeiteslp a 15 de Janeiro de 2013 às 12:30

Heróicos sempre
E que as palavras não morram...

um belo dia MJ
De poetaporkedeusker a 15 de Janeiro de 2013 às 18:28
Eu tenho, como Camões tinha e o Torga chegou a falar no assunto, a mania de gostar mais do verso heróico em "martelo galopado"... isto não é fácil de assumir assim, mas eu prefiro dizê-lo e mantê-lo. Alguns poderão não concordar em absoluto com esta designação mas estou certa de que haverá quem a entenda, embora pessoalmente não conheça ninguém que afirme que os meus versos são mesmo heróicos, Anjo... Mas insisto nesta forma... mais tarde haverá quem se debruce sobre o assunto, se entender que vale a pena.
Desculpa-me este "paleio" todo mas... andava para dizer isto há não sei quanto tempo e não me surgia como fazê-lo... veio-me agora, ao correr das teclas, depois de ler o teu comentário...

Feliz ... ia dizer tarde, mas já anoiteceu... feliz noite, Anjo!
De jabeiteslp a 15 de Janeiro de 2013 às 20:46

inspiradas palavras tuas..


e com martelos ou sem...seremos mais que ninguém...

feliz noite
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 01:21
Ai, Anjo... hoje andei a "vadiar" - a ouvir belíssima poesia... - no Rádio Horizontes da Poesia e já não te consegui responder... nem ao Poeta... e sei que prometi ao pai do Poeta um sonetilho, já lá vão mais de 48 horas... mas só lá volto amanhã, se conseguir...


Feliz sono, Anjo

De jabeiteslp a 16 de Janeiro de 2013 às 07:54

primeiro o que nos dá
um pessoal prazer...

um belo dia pra ti que por aqui
chuva, frio e vento

De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 14:14
O mesmo, por aqui, Anjo... e não me parece que vá "levantar" tão cedo

Feliz dia... mesmo cinzentinho!
De jabeiteslp a 16 de Janeiro de 2013 às 14:18
frliz dia e ânimo
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 14:19
Também para ti, Anjo!
De jabeiteslp a 15 de Janeiro de 2013 às 15:53
bela e feliz tarde
e viva a cultura nossa de assim ser...
De poetaporkedeusker a 15 de Janeiro de 2013 às 18:30
Viva a Cultura, Anjo! Que seja nossa e verdadeiramente valorizada! Sempre!
De jabeiteslp a 15 de Janeiro de 2013 às 20:51

com tantas contas
às vezes parece aquele jogo das Romarias de antigamente
escondia-se algo nas caricas

e com rapidez trocavam-se os olhos ao freguès...hé hé hé


Suas Exas não largam o tacho...

feliz noite MJ
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 01:24
Ahahahahah!!! Ainda me lembro disso... sempre me espantou como eles conseguiam ser tão rápidos... penso que falamos do mesmo...

Dorme bem que eu acho que ainda vou tentar responder ao Poeta...
De jabeiteslp a 16 de Janeiro de 2013 às 07:55

um belo dia por aí e pra ti
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 14:16
A essa hora devia eu estar a conseguir pegar no sono, Anjo, por causa dos malvados dentes... dormi muito pouco, hoje...
De jabeiteslp a 16 de Janeiro de 2013 às 14:22
boas melhoras e uma conseguida tarde
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 16:30
Obrigada, Anjo! Bela e conseguida tarde, também para ti!
De jabeiteslp a 17 de Janeiro de 2013 às 20:53

uma bela e sossegada noite pra ti


zás catrapás, pim pam pum, perlimpimpim
zukundunga e vudu é essencial de ser assim...


bela noite Poeta de Mil Cores
De poetaporkedeusker a 18 de Janeiro de 2013 às 17:02
Ahahahah! Gostei tanto dessa tua saudação, Anjo! Só agora a vejo... caramba! Está tudo num atraso... é só eu conversar um bocadinho com uma amiga e já nem sei como abrir as mensagens na caixa do correio

Sinto-me uma lesma manca, Anjo! Feliz tarde!
De jabeiteslp a 18 de Janeiro de 2013 às 20:42
coragem
e uma bela noite pra ti
De poetazarolho a 15 de Janeiro de 2013 às 22:05
“Meada”

Não sou meio nem ponta
Do fio dessa meada
Da história que me conta
Não quero saber de nada

Na ignorância vivendo
Não dou ponto nem nó
Assim me vou mantendo
De mim não tenham dó

Meto pernas ao caminho
Pr’alimentar os rebentos
À noitinha se regresso

A canseira é o carinho
São os melhores momentos
Desta meada que teço.
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 02:20
... eu disse ao Anjo que iria tentar responder-lhe, Poeta... ainda bem que eu não prometi conseguir! Sabe que este seu sonetilho está uma pequena maravilha? Fico quase sem palavras, mesmo as da prosazinha comum... está tão bem conseguido que quase visualizo alguém a dizer-me isto, condensando toda a sua vida nestas quatro estrofes...

MEADAS...


Serás sempre meada, inteira ou não,
Dum fio de vida em breve desfiar
E quer possas, quer não, terás de ousar
O fio da vida em tal contradição...

Hoje, amanhã, depois... continuar!
Que o tempo, sem a tua permissão,
Sem tu lhe dares licença pr`a passar,
Passou-te à frente e nem pediu perdão...

Mas, venha lá quem venha, a vida é tua!
Se a alma não protesta, o corpo sua...
E suará demais se não te ergueres,

Se não brandires ao vento, em cada rua,
De braço levantado, o que em ti estua
No punho das palavras que trouxeres!


Olhe, Poeta... saiu-me em soneto "mal acabado". Precisa de muito trabalhinho para ficar menos "desafinado", mas foi o que saiu desta funda soneira em que estou... abraço grande!
De poetazarolho a 15 de Janeiro de 2013 às 22:11
Vento na ponte.
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 13:57
Ahhhhh... eu sabia que me tinha faltado uma coisa, ontem à noite! Não cheguei a ir à Ponte...
De poetazarolho a 16 de Janeiro de 2013 às 07:31
Chá rico.
De poetaporkedeusker a 16 de Janeiro de 2013 às 13:42
Sei que tenho imensos comentários atrasados... mas vou já ver esse Chá rico A minha avó materna chamava "chá rico" ao que fazia acompanhar de torradas, bolinhos e bolachas
De poetazarolho a 16 de Janeiro de 2013 às 19:47
“Previsões”

As previsões d’outono
É que me puseram assim
Cortaram-me no abono
Já não chega para mim

As previsões de verão
Com temperatura elevada
Prometem muita recessão
Desata tudo à chapada

Lá mais para o inverno
Deste mar de previsões
Vejo a coisa muito bera

Para sair deste inferno
Prevejo na rua os canhões
E uma nova primavera.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 17 de Janeiro de 2013 às 13:00
Antes de mais, Poeta, peço-lhe desculpa por não ter respondido ontem. A ligação estava execrável e eu dei comigo a ligá-la e religá-la, numa conversa com a Leonor, uma amiga do Facebook, que me fez rir até às lágrimas... acabei por me ir deitar, cheia de sono e a rir á gargalhada... parece paradoxal, mas olhe que foi mesmo assim...

Talvez surjam os canhões,
Talvez não, talvez... talvez...
Não sei fazer previsões
Como as que o Poeta fez...

Só sei ver que isto é demais,
Que terá de ser mudado,
Que há falhas descomunais
Sobre um povo espoliado...

Vejo este povo a afundar-se
E este governo a gabar-se
De ver luz do outro lado...

Eu, de modo bem diferente,
Vejo tudo escuro à frente
Deste povo endividado...


Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 16 de Janeiro de 2013 às 20:14
Oásis na ponte.
De poetaporkedeusker a 17 de Janeiro de 2013 às 13:14
Vou agora, Poeta...
De poetazarolho a 17 de Janeiro de 2013 às 07:18
Chá com amor.
De poetaporkedeusker a 17 de Janeiro de 2013 às 13:28
Vou até lá, Poeta...
De poetazarolho a 17 de Janeiro de 2013 às 21:34
“Último acto”

Submetido a julgamento
Neste tribunal celeste
Não rejeitei por momento
A pena que Tu me deste

São as falhas dum humano
Que caminhou no amor
Pequenas nódoas no pano
Em alguns momentos de dor

Quem o caminho percorre
Por mais santo que seja
Leva sempre o prejuízo

Dá-se conta quando morre
Que a vida já não sobeja
Numa esquina do paraíso.
De poetaporkedeusker a 18 de Janeiro de 2013 às 16:32
Muito bom sonetilho, Poeta!

Não sei se sou santa, ou não...
Só sei que faço o que posso
E não tenho outra ambição,
Mesmo vivendo num poço...

Todo o ser vivo se mede
Nas circunstâncias da vida
Que nunca dão quanto ele pede,
Nem são feitas "à medida"...

Entre acasos e vontades
Se constrói uma existência
Nesse contexto social

Crescem, assim, sociedades
E humaniza-se a consciência
Que é seu eixo principal...


Vai muito coxinho porque foi feito um tanto ou quanto à pressa... hoje estou hiper atrasada, Poeta... abraço grande!

Poete também!

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