.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013

GATO DE TELHADO

  (Soneto em verso eneassilábico)

 

O Sol brilha em teus olhos doirados

Se, incontido, um rosnido acontece

Na conquista de urbanos telhados

Onde, à noite, o teu corpo adormece

 

De veludo, em teu dorso eriçados,

Doseando a tensão que o estremece,

Estão milhares de pequenos soldados

Preparando o que em garras se tece…

 

Não há fome nem frio, não há sede

Que desarme essas armas brandidas

Na defesa de um espaço que é teu

 

Mas se o estranho invasor to concede

E desiste das telhas perdidas…

Reconquistas, no mundo, o teu céu!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 30.12.2012 – 18.09

 

 

Nota - Ligeiramente reformulado, a 02.01.2012 depois da publicação no meu mural do Facebook

 

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 15:09
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40 comentários:
De jabeiteslp a 2 de Janeiro de 2013 às 17:06

E que pose MJ...

cá pra mim é Sir Sigmund...

De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 17:30
Eheheheh... não, Anjo. Este gato de telhado teve de ser "roubado" às imagens do Google... nem eu tenho maquineta, nem o meu velhíssimo Sigmund conseguiria lá chegar... e, pensando melhor, nem eu conseguiria, mesmo que tivesse maquineta e ele lá trepasse... a minha porta da marquise que dá acesso ao telhado está tão empenada quanto eu... nem a consigo abrir...
Este é um gatito jovem. Tem um padrão de pelagem semelhante ao do Sigmund, mas mais acinzentado... olha, ele é o da fotografia do soneto anterior! Esse é que é o meu Sigmund!
De jabeiteslp a 2 de Janeiro de 2013 às 17:55

eu comparei as duas fotos..

e pensei logo ser o Sigmund...uma festinha pró velhote..

e uma feliz tarde pra ti



De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 18:09
... está tudo muito velhote, por aqui... eu, comparativamente, sou muito mais nova do que eles... o problema está mesmo nas dificuldades em fazer tudo o que é necessário fazer para manter uma casa "hospital" de animais tão velhinhos...

Feliz noite
De jabeiteslp a 2 de Janeiro de 2013 às 21:33

Feliz noite pra todos
De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 21:45
O Kico ainda não foi à rua depois de jantar... mas dou-lhe os teus votos de boa noite! O Sigmund espera sempre por mim para se ir enroscar na minha cama e o Garfield tem de ficar na salinha... são sempre estes os nossos hábitos nocturnos, eheheh...
De jabeiteslp a 2 de Janeiro de 2013 às 22:13

que sja uma noite muito feliz...
De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 22:25
Que seja feliz também para ti
De jabeiteslp a 3 de Janeiro de 2013 às 07:45

Só desejar um bom dia
com muita alegria e solito...

que aqui o vento faz das suas...
De poetaporkedeusker a 3 de Janeiro de 2013 às 11:55
Também faz um ventinho bem fri-i-i-o por aqui, Anjo... mas o Sol brilha, as dores não estão a massacrar-me muito e a ligação ainda só caiu uma vez... até agora, cá para a minha micro-existência, nada mau!
De jabeiteslp a 3 de Janeiro de 2013 às 14:33

é um feliz dia
De poetaporkedeusker a 3 de Janeiro de 2013 às 23:52
Ah... e só agora te vejo aqui, Anjo! Ai, a minha caixa do correio... e esta ligação que parece sei lá o quê!

Feliz noite, Anjo!
De jabeiteslp a 4 de Janeiro de 2013 às 07:45
pra ti uma bela manhã MJ
De poetaporkedeusker a 4 de Janeiro de 2013 às 12:24
Uma bela manhã também para ti, Anjo

Está um frio "de rachar", por aqui... nem imagino como possa estar por aí...
De jabeiteslp a 4 de Janeiro de 2013 às 14:05

aprazível e com um solinho todo fofo...

continuação de boa disposição e e abaixo o frio
De poetaporkedeusker a 4 de Janeiro de 2013 às 14:19
... abaixo o frio, Anjo! ehehehe... não me parece que ele desista, mas...
De poetazarolho a 2 de Janeiro de 2013 às 19:48
“Na mente”

Vivi coisas sem sentido
Ou correspondência real
Estaria eu doido varrido
Numa dimensão lateral?

Estava doido certamente
Noutro lado da realidade
Sem uma fronteira aparente
Há um muro de ansiedade!

São as viagens na mente
Processadas a todo o gás
Por vezes numa direcção

Mas noutras seguramente
Pode-se fazer marcha atrás
A mente dá-te essa opção.
De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 21:21
Ela, a mim, dá-me poemas
E eu cá já fico contente
Pois essas parecem cenas
De um passeio incoerente...

Essa coisa da ansiedade
Pode ser compreendida,
Com muito boa vontade,
Dentro da quadra vivida

Não falo desta, das festas,
Mas da quadra da desgraça
Para a qual nos empurraram

Estas gentes desonestas
Da política "reaça"
Que, afinal, nunca enganaram...


Abraço, Poeta!
Esta ligação está de mal a pior...
De poetazarolho a 2 de Janeiro de 2013 às 19:53
Fortuna na ponte.
De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 21:27
Vou lá ver... pode ser fortuna de sorte ou fortuna daquela que, para existir, precisa de fazer muitos pobres... sempre quero ver
De poetazarolho a 2 de Janeiro de 2013 às 19:54
Eneassilábico ???
De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 21:24
Sim, Poeta. Diz-se do verso - cada uma das linhas que constitui um poema - composto por nove sílabas métricas. Um polígono de nove lados, para lhe dar outro exemplo, é um eneágono.

Abraço grande!
De poetazarolho a 2 de Janeiro de 2013 às 23:29
Desculpe a ignorância geométrica!
De poetaporkedeusker a 2 de Janeiro de 2013 às 23:39
Então?!?! está pior do que eu que ando sempre a pedir desculpa por tudo e por nada... Não é nada, nada, nada comum, esta palavra... nem são nada comuns os sonetos em verso eneassilábico... eu é que lhes descobri um ritmo muito combativo e... apaixonei-me por eles, claro Mas continuo a gostar muitíssimo dos decassilábicos. Deixo que as coisas fluam naturalmente... eles acabam por se ir construindo conforme o meu exacto estado de espírito do momento... já cheguei à conclusão que é a única maneira de me nascerem bons sonetos... deixá-los ir crescendo em palavras sem uma única mentira ou omissão em relação àquilo que estou a querer dizer, porque o sinto...
De poetazarolho a 3 de Janeiro de 2013 às 05:37
A Maria João teria dado uma grande qualquer outra coisa, mas ter-se-ia perdido uma grande poetisa e por isso Deus não permitiu.
De poetaporkedeusker a 3 de Janeiro de 2013 às 11:38
Poeta, tenho muita dificuldade em aceitar Deus como uma figura humana que põe e dispõe das vidas de todos, mas estaria aqui a vida inteira a tentar explicar-lhe como sinto o divino e não chegaríamos a conclusão nenhuma... por isso, acho que tem razão... basicamente, deve ser isso
Eu não tenho grandes modéstias - nem falsas nem verdadeiras... - e sei que sou uma boa poeta. Acho que sou péssima em muitas outras coisas, mas a poesia acontece em mim tal e qual como me pulsa o coração... e também me parece que seria muito "contra natura" eu tê-la calado até ao fim da minha vida... seria mesmo um verdadeiro suicídio enquanto ser humano.

Obrigada e um abraço grande
De poetazarolho a 3 de Janeiro de 2013 às 06:34
Chá 13.
De poetaporkedeusker a 3 de Janeiro de 2013 às 11:40
Vou já, já!
De golimix a 3 de Janeiro de 2013 às 19:02
Os gatos são como as palavras, livres e independentes!

Ah! Tem um convite no meu Blogue
http://golimix.blogs.sapo.pt/60645.html

Bjinhos
De poetaporkedeusker a 4 de Janeiro de 2013 às 12:02
Já lá estive, Golimix! Fiquei tão contente por ti!!!
Sei que te fiz um sonetilho mas a minha ligação continua indescritível... nem sei como ainda não perdi a paciência e não deixei o computador desligado... é que é mesmo uma coisa que não tem explicação... e as minhas caixas de correio estão que metem medo ao próprio susto...

Amiga, não poderei estar presente... no estado em que estou, desconjuntava-me toda antes de chegar a meio do caminho, mas estarei a pensar em ti, na tua "Estrelinha" e no muito sucesso que te desejo!

Abraço grande, grande!
De golimix a 4 de Janeiro de 2013 às 16:29
Obrigada! Eu sei que estará comigo

Bjinhos
De poetaporkedeusker a 4 de Janeiro de 2013 às 19:03
Podes crer que sim!

Esta é a minha estrelinha da alegria e do afecto partilhado!
De poetazarolho a 3 de Janeiro de 2013 às 23:48
“Estatística da nação”

País de parcas reformas
Trezentos euros mensais
Mas deixam suas marcas
Pois é dinheiro demais

Não dá p’ró medicamento
Nem chega p’rá habitação
Mas chega para o sustento
Dos chulos desta nação

Acima da possibilidade
Por cá se vai vivendo
E esvaziando o país

Por causa da equidade
Alguns têm de ir morrendo
A estatística assim o diz.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 3 de Janeiro de 2013 às 23:58
Poeta... sabe aqueles lutadores de... sei lá... pronto, uns que passem o dia inteirinho a lutar Kung-fu ou qualquer coisa parecida? Pois eu estou assim... todo o dia tem sido uma luta pegada com este computador que mal me deixa escrever duas palavras e logo fica desligado... nem sei quantos milhares de vezes eu hoje reiniciei esta ligação! Estou a cair de pura exaustão e já nem consigo "desentupir" a caixa de correio que está que mete medo...
Tenho mesmo de me ir deitar, desculpe. Abraço grande
De poetaporkedeusker a 4 de Janeiro de 2013 às 11:48
Malvada ligação!!!! Está a dar-me conta da paciência... e eu sei que tenho muita! Desculpe, Poeta, mas este desabafo tinha que sair...


Se, em vez de ir matando os pobres,
Pegassem nos abastados,
Lhes penhorassem os "cobres"
E os deixassem "depenados"!

Se investissem, mesmo a sério,
Nas pessoas desta terra
E se em cada Ministério
Não se projectasse a guerra

Contra aqueles que trabalharam,
Contra os os que vão produzindo
Quanta riqueza esbanjaram

Na bolsa em que especularam
E que a nós vão exigindo
Só porque alguns neles votaram...


Vai muito desinspirado, Poeta... a ligação não me permite concentração nenhuma e hoje estou num daqueles dias de dores por todo o lado...
Abraço grande!





De poetazarolho a 3 de Janeiro de 2013 às 23:54
“Linuxa”

Linuxa com estrelinha
Resolveu não acreditar
Mas a malta da casinha
Achou que era d’editar

Vai daí envia o material
P’rá editora avaliar
Nem a crise estrutural
Foi motivo p’ra recusar

O que atesta a qualidade
Das histórinhas tecidas
Neste livro d’encantar

Durante a contrariedade
P’ra felicidade d’outras vidas
Que assim se podem deliciar.

http://golimix.blogs.sapo.pt/60645.html?view=707045#t707045
De poetazarolho a 3 de Janeiro de 2013 às 23:57
É uma benção da ponte.
De poetaporkedeusker a 4 de Janeiro de 2013 às 12:05
Só agora lá posso ir... se a ligação me permitir o "luxo" de abrir um vídeo... ai
De poetazarolho a 4 de Janeiro de 2013 às 07:28
Corte no chá.
De poetaporkedeusker a 4 de Janeiro de 2013 às 12:18
Ora pois!!! Já cá faltava o corte no pobre do Chá! E a ligação deve ter sido vítima do mesmo... vou lá

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