.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 15 de Dezembro de 2012

AINDA O MAR...

    (Em decassílabo heróico)

 

Depois do mar, nasceu um mar ainda,

Que, a par desse primeiro, o transcendeu…

E a gaivota a sondar se havia céu

Que soubesse albergar maré tão linda…

 

Com ela, uma canção, muito bem-vinda,

Num cravo ocasional que alguém lhe deu,

A brotar de um fuzil que floresceu

Pr`a sugerir marés, se o mar se finda…

 

E… venham lá gaivotas, venham cravos,

Venham punhos erguidos, venham bravos,

Gritar-nos que a maré não foi esquecida!

 

Em ficando a maré comprometida,

Logo outra irromperá, jamais traída;

Somos filhos de Abril, sem reis nem escravos!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 14.12.2012 – 21.17h

 

 

NOTA – Sendo certo que, no soneto clássico, a disposição dos versos rimados das duas estrofes finais é bem mais flexível do que nas restantes duas estrofes, permiti-me, no entanto, uma certa e talvez excessiva liberdade na rima final deste soneto em particular[CCD-DDC].

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 20:10
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25 comentários:
De jabeiteslp a 15 de Dezembro de 2012 às 23:25

quem me dera escrever assim...

sem palavras

um xoxo de aqui dos calhaus
De poetaporkedeusker a 16 de Dezembro de 2012 às 14:04
Um xoxo aqui das palmeiras

Obrigada e uma feliz tarde, Anjo
De jabeiteslp a 16 de Dezembro de 2012 às 21:15

feliz noite
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 00:28
Feliz e sossegada noite, Anjo!
De jabeiteslp a 17 de Dezembro de 2012 às 21:12

e uma meiguice da minha parete
aos Quadrúpedes
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 21:56
Eu faço uma meiguice extra, Anjo!
De jabeiteslp a 16 de Dezembro de 2012 às 21:31

e prós Quadrúpedes também...
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 00:35
... os quadrúpedes já estavam prontinhos para dormir... eu é que ainda vim até aqui um bocadinho antes de me ir deitar...

Feliz noite
De jabeiteslp a 17 de Dezembro de 2012 às 21:13

bela noite de sossego
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 21:48
Noite feliz e serena, Anjo!
De poetazarolho a 16 de Dezembro de 2012 às 22:23
“Duodécimos”

Portugal é uma migalha
No novo mundo global
Mas alimenta gentalha
Com uma pose doutoral

Que só aqui tem lugar
Com infinita sapiência
Se tiverem que emigrar
Acaba-se toda a ciência

Mas temos que os aturar
Com enorme paciência
Pactuar com decréscimos

Por nos andarem a pilhar
E com enorme eficiência
Ir vivendo em duodécimos.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 01:03
Poeta, estou sem um único duodécimo de inspiração... e muito sono... respondo-lhe amanhã, está bem?

Abraço grande!
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 15:34
Duodécimos serão
Mas, sem electricidade,
Fiquei numa frustração,
Perdi toda a liberdade...

Mesmo em alheia avaria
Terei de pagar o preço
Do fusível e a franquia
Da vinda ao meu endereço...

Usaram mau material
Que em pouco tempo queimou
E deixou tudo... apagado

Fizeram tudo tão mal
E fui eu quem se "lixou"...
Isto, assim, está mesmo errado!


Um abraço, Poeta!
Foi o fusível externo - da escada - que se queimou... e eu terei de pagar por ele e pela deslocação, embora o problema tenha a ver com a má qualidade de um fusível que a EDP colocou não há muito tempo...

De poetazarolho a 16 de Dezembro de 2012 às 22:24
NATAL QUE SE REPETE

Nas vésperas deste Natal
Que é sempre natividade
A estátua hirta, fatal
De costas para a cidade

Assiste ao golpe brutal
Que põe a nu a verdade
Que já vai sendo banal
No mundo da insanidade.

Em sofrimento profundo
Choram os olhos dos pais
Lágrimas de desespero,

Pensando, assim o espero,
Nos que em outros natais,
Mataram, os donos do mundo.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 00:58
Elites, "donos do mundo",
São todos uma só escória,
São peças dum jogo imundo
Que - espero! - não faça História

Nem um único segundo!
São germes de má memória,
Dum egoísmo profundo
Que destrói pois só quer glória!

Venha lá o que vier,
Sei que nunca passarão
Por quem os saiba enfrentar,

Mas há muito por fazer
E, esses, só desistirão
Quando os soubermos calar...


Obrigada e um grande abraço para si e Maria dos Anjos, amigo Eduardo!
De poetazarolho a 17 de Dezembro de 2012 às 07:13
Chá sem caos.
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 13:39
Estou sem electricidade... houve uma avaria qualquer e o piquete deve estar a caminho... a bateria também está no fim, Poeta
De PaperLife a 17 de Dezembro de 2012 às 15:25
Olá Maria! :D
Como estás?

Já à muito tempo que falho em não te vir aqui visitar, mas, como sempre, continuas a escrever de maneira fantástica! Adorei o poema! Vou tentar, assim que arranjar outro tempinho, actualizar-me aqui no teu blog :)

Espero que estejas bem amiga :)
Beijinho*
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 15:49
Olá, Paper!

Também não tenho tido tempo para te visitar, Paper... nem a ti, nem a ninguém... limito-me a responder ao nosso famoso Poeta Zarolho e a ir colocar-lhe os sonetilhos-resposta nos seus blogs e no da Maria Luísa...
Às vezes sinto que esta velocidade me compromete um pouco o tempo de criação dos poemas, sejam eles sonetos, redondilhas ou em verso branco...mas, mesmo assim, tenho publicado bastante...

Beijinho!
De poetazarolho a 17 de Dezembro de 2012 às 21:15
“Profecia”

Os profetas da desgraça
Cumprem a sua missão
E os ídolos da praça
Não são consolação

Já a morte anunciada
Crónica da nossa vida
Vai vivendo agastada
Por viela, rua, avenida

E a sombra do passado
Milenar, nosso estandarte
Ergue-se no alto do monte

Será futuro, rock ou fado
Pintura, poema, tudo arte
Perto, ao longe o horizonte.
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 21:50
Chamaram assim, chamaram,
A quem previu este quadro
Quando as coisas descambaram,
Ia a procissão no adro...

Pondo a nossa confiança
Nesta luta que travamos,
Permanece acesa a esperança
Contra a vontade dos amos...

Já ouvi dizer que a língua
Tem seu peso nos mercados...
Mal -e bem! - vai-se escrevendo!

Antes de morrer à míngua
Deixemos pr`aí espalhados
Quantos bens vamos perdendo...


Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 17 de Dezembro de 2012 às 21:20
Afastou-se na ponte.
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2012 às 21:25
... e eu vou-me aproximar dela...
De poetazarolho a 18 de Dezembro de 2012 às 07:27
Um cházinho sem indiferença.
De poetaporkedeusker a 18 de Dezembro de 2012 às 12:15
Aí vou, Poeta!

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