.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

AOS QUE NUNCA SE CALARÃO - Soneto de nove sílabas métricas

Sobre as terras lançaram, salgando

 

A semente, a promessa, o legado,

 

Do que tantos lá foram plantando

 

No retorno do esforço gerado…

 

 

 

Sobre os mares foi lançado um feitiço,

 

Um conluio orquestrado e sem cura,

 

Que tornou impotente e submisso

 

Quem dele tira alimento e ventura…

 

 

 

Foram expulsos das velhas cidades

 

Despojadas dos seus habitantes

 

Os que irão espalhar sonho e saudades

 

 

 

Na procura de abrigo e salários

 

Noutras terras diferentes, distantes,

 

Tantos mil produtores, bons operários…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 19.11.2012 -16.04h

 

 

 

Imagem retirada da internet, referente à emigração da década de sessenta do século passado

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 16:58
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44 comentários:
De poetazarolho a 19 de Novembro de 2012 às 19:33
“Aguenta povo”

Deus Neptuno avaliou
O capitão descansou
A nau não afundou
Às dezoito comunicou

Este é o rumo actual
Do país que é Portugal
O povo vai passar mal
Aguentará o temporal?

Depois teremos bonança
Num tempo que sei virá
Tão longe que o não vejo

Não morre a esperança
E este povo resistirá?
Não sei! Fica o desejo.
De poetaporkedeusker a 19 de Novembro de 2012 às 21:44
Morto, mas bem comportado
E a pagar o dividendo
Que, por ricos desbastado,
Ficaram pobres devendo...

Se sobrevive? Sei lá!
Mas só posso acreditar
Que o povo reagirá
E que se há-de organizar!

Se um dia a bonança chega,
Se este povo, assim esmagado,
Pode ainda construí-la

Depois de imposta esta cega
Rigidez de um topo errado...
Então, gente... é só fruí-la!


Abraço grande, Poeta!



De poetazarolho a 19 de Novembro de 2012 às 19:51
Grace chegou à ponte.
De poetaporkedeusker a 19 de Novembro de 2012 às 21:20
Vou ver, Poeta!
De poeta_extase a 19 de Novembro de 2012 às 22:43
Soneto de cunho socialista que reflete a sensibilidade da grande poetisa.
Os temas sociais sempre marcam os versos dos grandes poetas.

Parabéns,

Adílio Belmonte
Belém-Pará-BRASIL
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 01:24
Muito grata pelas suas palavras amigas e solidárias, envio-lhe o maior dos meus abraço, amigo e companheiro de estrofes, Adílio Belmonte!
De jabeiteslp a 19 de Novembro de 2012 às 23:41
Presente
um que andou também por fora
há tanto tempo
que ficou sem alento

em emigrar de novo

só agora pude aparecer pois
sem Net toda a tarde
e 5 horas para descarregar
o mais longo filme que fiz ...

feliz noite MJ
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 01:19
Feliz noite e muito obrigada por me teres dado a oportunidade de ver essa festa de alegrias e talentos!
De jabeiteslp a 20 de Novembro de 2012 às 08:00

são pequenos momentos
mas com mestria organizados...

feliz manhã pra ti
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 10:53
Tem talento, esta "cachopada"! Era uma alegria que saltava do ecrã e nos contagiava!

Feliz restinho de manhã!
De jabeiteslp a 20 de Novembro de 2012 às 14:14
muito aplicadas e organizadas...fiiiiuuuu

quando começam a fazer birrinha
caldo entornado...

feliz tarde
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 21:09
Eheheheh... feliz noite, Anjo!
De jabeiteslp a 20 de Novembro de 2012 às 21:15
De jabeiteslp a 20 de Novembro de 2012 às 21:25
muito feliz noite
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 21:57
Feliz noite, Anjo!
De jabeiteslp a 20 de Novembro de 2012 às 22:13

feliz noite à bicharada também
a ti

e à neve que espero
e não vem

De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 22:30
Pode ser que neve durante a madrugada, quando o friozinho é mais intenso... não desesperes... digo eu
De jabeiteslp a 20 de Novembro de 2012 às 22:43

chove bem e frias gotas
mas as marotas

nada de cristalizantes....


De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 23:03
Ahahahahah!!! Adorei os cristalizantes! Pode ser que ainda venham por aí...
De jabeiteslp a 21 de Novembro de 2012 às 07:21
e não
não vieram...

um belo dia de solinho...
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2012 às 13:36
Não chegaram, os cristalizantes... mas hão-de chegar em breve, Anjo!

Feliz dia para ti
De jabeiteslp a 21 de Novembro de 2012 às 14:16
e uma tarde feliz pra ti também...

frio daquele que faz por aqui....brrrrrrrrrrrrrrrrrr

De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2012 às 14:45
Boas, Anjo! Ainda não estou congelada de todo... ainda, eheheheh...

Nuvens negrinhas, com pequenas abertas... caramba! Pareço uma meteorologista!
De jabeiteslp a 21 de Novembro de 2012 às 16:21
pois é
este friozinho
e é que está mesmo frio

põe-me em estado de arrepio.......hé hé hé

Feliz tarde
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2012 às 16:39
Este frio, assim friozinho,
Deixa-nos todos gelados,
A tiritar, que o caminho
Só está bom pr`ós mais ousados...

Quem me dera uma lareira,
Mesmo no meio da sala
E um edredão, à maneira,
Que vou já buscar à mala!

O termómetro a descer
E a Grande Crise a aumentar!
Diz-me lá, ó Anjo meu,

Se isto, a ti, não te faz crer
Que se deve protestar
Desde a Terra até ao Céu???


De jabeiteslp a 21 de Novembro de 2012 às 16:52

Em todos os quadrantes sim
E ensinar-lhes o caminho do Inferno
Pejado de cardos e urtigas sem fim...

Que merecem
pois comem tudo e nem adoecem...os bandalhos...




De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2012 às 16:56
Pois... tens toda a razão! Nunca adoecem! E estou eu pr`áqui toda empenada e sem conseguir andar mais do que uns metros sem ter feito a milionésima parte do mal que eles fazem... ora esta!!!
De jabeiteslp a 21 de Novembro de 2012 às 17:02

e vai ser pior para o ano

e há um a ganhar de reforma por mês
imagina.....350 000 Euros por mês...

feliz tarde

De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2012 às 23:04
Eu sei que vai ser pior para o ano... mesmo que não fosse denunciado por muitos, nós vamo-nos apercebendo... nós, as vítimas... e eu que nunca gostei nada de me sentir assim ou mesmo de me assumir vitimizada...
De jabeiteslp a 21 de Novembro de 2012 às 23:31
é que somos todos

e suas Exas...parecem uns Salazaritos a arrastar-se...


De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2012 às 11:38
Foi mais ou menos aqui que fiquei sem ligação, ontem... ou hoje, de madrugada... não me lembro se já era meia noite... escrevi um soneto e, quando ia publicá-lo, plim... nem sinal de net havia. Foi-se tudo abaixo! Parece que foi uma avaria generalizada e durou umas duas horas... mas eu é que sou tão teimosa que, mesmo a cair de sono, fui tentando sempre... e ainda consegui publicá-lo no Face, lá pelas três da manhã... mas já nem via bem o que estava a fazer, tal era a soneira...

Feliz dia para ti, Anjo!
De jabeiteslp a 22 de Novembro de 2012 às 13:08
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2012 às 13:51
De poetazarolho a 20 de Novembro de 2012 às 06:41
O chá evoluirá.
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 11:08
Já lá fui! Acho que é a primeira vez que faço este percurso "ao contrário", eheheheh... primeiro fui ao Chá e só agora respondo ao convite, eheheh...

Ai, que eu acho que estou outra vez sem ligação! Que coisa!!!
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 11:20
Já não percebo nada disto, Poeta... a ligação "crashou" mesmo... tive de reiniciar tudo e, quando vim responder-lhe, vi que a resposta já cá estava, apesar do "crash"... olhe, "tant mieux!"
Mas, por vezes, acontece "crashar" quando eu estou convencida de que ficou, sem ter ficado nada...

Abraço grande para todos vós!
De poetazarolho a 20 de Novembro de 2012 às 21:56
“Pensão e mansão”

Criminosa uma pensão
Neste nosso Portugal
Se auferes um milhão
Um milhão passa mal

Mas a ti não importa
Esse milhão mal amado
Que a pobreza suporta
Se tu és privilegiado

À porta uma limusina
Dessa grande mansão
Com mordomo fardado

Na barraca pequenina
Mora um outro irmão
Por este país enganado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 22:16
Pois seja! É, sim, criminoso
Que exista um rico, sequer,
Pois pr`a manter um guloso
Muito pobre há-de nascer!

Faz-se crer que a solução
Passa pela caridade
Mas bem se nota que não,
Que isso não é bem verdade...

Precisa-se, urgentemente,
De consciências melhoradas
E de braços disponíveis!

Apela-se a toda a gente,
Desde as gentes mais caladas,
Aos mais duros insensíveis!


Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 20 de Novembro de 2012 às 21:59
Elisa na ponte.
De poetaporkedeusker a 20 de Novembro de 2012 às 22:20
Vou ver, Poeta!
De poetazarolho a 21 de Novembro de 2012 às 07:24
O chá será.
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2012 às 13:13
Será, pois!!!
De Isabel Maia Jácome a 21 de Novembro de 2012 às 16:51
É verdade, Maria João...está tão grave a situação... e precisamos mais do que nunca que os poetas digam o que é necessário ser dito...
Fiquei preocupada com o seu tempo assoberbado pelas tarefas que tanto lhe custam fazer... mas espero que a saúde permaneça, mesmo sabendo-a precária, mas que a deixe manter este seu feito espantoso de fazer poesia e de a partilhar connosco.
Be haja
Um abraço amigo cheio de força para si,
Sempre,
Isabel
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2012 às 16:57
Obrigada, Isabel!
GRANDE abraço, amiga!

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