.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

UM SONETO MANUSCRITO

 

Debulho-me em palavras… nunca choro

Senão estes sinais de tinta preta

Que traço quase sempre em linha recta,

Cuja meta me escapa e nem decoro.

 

Se pelas gargalhadas me demoro,

De novo outros sinais, traçando a meta,

Se impõem mal o riso me intercepta

E, atrás, surgirão mais, fazendo coro…

 

Se sinto – e tudo sinto intensamente! –,

São aos milhares, pulando, à minha frente,

Esses infindos signos do sentir

 

Que imprimem no papel, profusamente,

As mesmas emoções que tanta gente,

Sem tempo pr`ás provar, deixou fugir…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 17.10.2012 – 19.41h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 20:30
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93 comentários:
De jabeiteslp a 17 de Outubro de 2012 às 21:26

e só como quem o saber
de dizer
sabe exprimir seja que sentir...

uma grande e feliz noite
que depois da Latada muito molhada
daqui a pouco vou prás Tunas...


De poetaporkedeusker a 17 de Outubro de 2012 às 23:30
Já deves estar nas Tunas, Anjo... cuidado com os destilantes! Tenho estado um tanto ou quanto inconstante nas minhas vindas à net... os meus amiguinhos continuam mal...

Obrigada e que tenhas uma noite muito feliz
De jabeiteslp a 18 de Outubro de 2012 às 14:03

uma feliz tarde par eles
pra ti também

que eu tou mais pró ó ó...

não bebi muito
mas a molha que apanhei de tarde
e depois a noitada

até o almoço me soube a serradura...velhice
De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2012 às 14:21
Ahahahah! Essa do "saber a serradura" é brilhante, Anjo!

Eu estou que não sei como me hei-de "virar" com as minhas caixas do correio... há dois dias que ando a ver se consigo enviar uns mails e não arranjo tempo para o fazer... a do gmail já entupiu toda. Ontem tive de desfazer-me de algumas dezenas de mails que nunca cheguei a conseguir abrir... funciono a 0,01 à hora e as caixas estão sempre a abarrotar...


Faz ó-ó que logo acordas como novo!
De jabeiteslp a 18 de Outubro de 2012 às 20:12
De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2012 às 20:22
De poetazarolho a 17 de Outubro de 2012 às 21:34
“D. Gaspar”

Afinal era Gaspar
E não D. Sebastião
Andou anos a estudar
Para salvar a nação

Voltou pr’a aplicar
Com grande convicção
Uma receita de pasmar
A toda a população

Que andou a esbanjar
Sem poupar um tostão
Nem o futuro acautelar

Casa, carro e televisão
Vão ter que entregar
Ou males maiores virão.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 17 de Outubro de 2012 às 23:43
Pobre da população
Que, se esbanjou, foi pouquinho
E não encontra perdão,
Nem casa, nem pão, nem vinho...

Que injusta contradição
Nos impõem, de caminho;
Tiram tudo - até o chão! -
Ao pobre do Zé Povinho!

Mais milhão, menos milhão,
Levam-lhe o velho carrinho
E ele que ande a pé, pois então!

Se o povo, nesta aflição,
Já nem produz dinheirinho,
Como enriquece o patrão?!?!?


Aqui vai, Poeta! Abraço grande!
De poetazarolho a 17 de Outubro de 2012 às 21:40
ORÇAMENTO CONDENSADO

O Orçamento de Estado
não é nenhum calhamaço,
numa pen condensado,
quase não ocupa espaço


Quem o fez, faz como eu faço
se acaso estou cansado,
avanço apenas um passo
e fica o passeio dado.


Mas a esse orçamento
a regra que lhe aplico,
é que ele é um ornamento


onde cedo se descobre
que quer o rico mais rico
e o pobre ainda mais pobre.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 17 de Outubro de 2012 às 23:16
Mas será muito eficaz,
Caso levem por diante
O plano, que os satisfaz,
De ter um povo ignorante!

Mesmo eu me julgo capaz
De ousar um plano brilhante
Que faça, como este faz,
Dum país, inferno hiante...

Nada, nada nele funciona
Se aplicado ao que é real,
Mal a vida se lhe soma!

Mas pr`alguns há-de sobrar
Porque o senhor capital
Não vive apenas do ar...


Obrigada por mais este excelente sonetilho, amigo Eduardo!
Abraço para si e Maria dos Anjos!


De poetazarolho a 17 de Outubro de 2012 às 21:56
A mudança joga-se na ponte.
De poetaporkedeusker a 17 de Outubro de 2012 às 23:19
Vou ver, Poeta. Ando um pouco irregular, ao nível da presença online, por causa dos meus dois amiguinhos estarem tão mal... e porque eu mesma não estou lá muito bem. .. olhe, muito bem não está ninguém, ou quase ninguém, neste país...
De poetazarolho a 18 de Outubro de 2012 às 07:36
O chá não mente.
De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2012 às 15:36
Eu também não, Poeta... bem... à excepção de uma "argolada" que "meti" no Facebook e que me fez dizer uma mentira sem dar por isso... ainda estou com ela "atravessada", eheheh...
De poetazarolho a 18 de Outubro de 2012 às 21:03
“Nova república”

É república renovada
Em nome do amor
A par duma intifada
Que iremos propor

Contra regime atroz
Quando nada faria supor
Volta o dente contra nós
Com enorme despudor

E nós sem pudor nenhum
Numa próxima madrugada
Levantaremos o véu

Que acabará com o jejum
Quando já não sobrar nada
Resta-nos pôr tudo ao léu.
De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2012 às 21:42
Já me lembra harakiri
Quando diz "pôr tudo ao léu",
Mas a verdade é que aqui
Já nem se vislumbra o céu...

Outra vez sem ligação,
Escrevo sem fazer reparo
Mantendo a minha intenção
De saber bem quando paro...

A loucura desta gente,
Que nos empurra pr`ó fosso,
Não tem qualquer paralelo!

Sorrirmos seguindo em frente?
Um não o faz, eu não posso
E, outro, nem sequer quer vê-lo!


Obrigada, Poeta! O meu abraço grande, grande!

De poetazarolho a 18 de Outubro de 2012 às 21:09
Charles Walls on the bridge.
De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2012 às 21:15
On my way to the bridge, Poeta!
De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2012 às 21:21
Ahahahah!!! Agora é que eu vi! Gosto imenso do Charles Walls, mas a ligação está outra vez maluquinha... ainda nem consegui abrir o vídeo...
De poetazarolho a 19 de Outubro de 2012 às 07:16
O chá está ôco.
De poetaporkedeusker a 19 de Outubro de 2012 às 14:50
Pobre Chá... vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 19 de Outubro de 2012 às 21:30
“País marado”

Governo não está a cair
Diz o Coelho apressado
O Portas não se vê sorrir
Sabe que foi enganado

Mas vai ter que engolir
Este remédio estragado
Pois não tem como fugir
Sem que fique arruinado

Estamos reféns da ruína
No país mal governado
Vou snifar a cocaína

Hard rock é meu fado
Faço uma trip de heroína
Como o país fico marado.
De poetazarolho a 19 de Outubro de 2012 às 21:39
Este é no Prof Eta.
De poetaporkedeusker a 19 de Outubro de 2012 às 22:26
Diga ele o que disser,
Isto vai ter de cair
E, haja lá o que houver,
Não estaremos a dormir!

Estamos fartos de o saber,
Mais que fartos de intuir
Que andam os dois a correr
Pr`ajudar-nos a cair...

Nesta instável ligação
Que nunca sei se ligada
Tudo parece questão

De deixar que a intuição
Me faça chegar à estrada
Sem andar na contra-mão...


Abraço grande, Poeta.
De poetazarolho a 19 de Outubro de 2012 às 21:33
Martinho atravessou a ponte.
De poetaporkedeusker a 19 de Outubro de 2012 às 21:57
Está outra vez péssima, a ligação...

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