.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012

UM SONETO "POR ACASO"

Abreviada a voz, repenso o gesto

E ressurge a palavra indesmentida

Exactamente aonde a mão estendida

Recolhe o claro fruto e aparta o resto.

 

Sorrio enquanto estendo o velho cesto

Na direcção da coisa pressentida

E vislumbro, entre folhas, bem escondida,

A forma de um soneto franco, honesto.

 

Assim contemplo, colho e guardo acasos,

Esperando cada um de olhos já rasos,

Cumpridos sem temor, sem loucas pressas

 

E, garanto, esse acaso então parece

Estar pronto a responder-me à estranha prece

Sem ter feito, sequer, quaisquer promessas…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.10.2012 – 16.06h

sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 16:26
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96 comentários:
De jabeiteslp a 4 de Outubro de 2012 às 18:05
Hááááá´Poeta
Isto sim é chamado
Versejar no mais bonito de inspirar...

uau...

um belo e feliz fim de semana
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2012 às 21:46
Olá, Anjo! Obrigada!
Não estou muito bem mas vou aí!
De jabeiteslp a 5 de Outubro de 2012 às 01:29

boas melhoras e um bom soninho
repousador...
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2012 às 15:10
Obrigada, Anjo Mas continuo a sentir-me menos bem... nem consegui dormir porque as cãibras eram tão fortes que só preguei olho nos intervalozinhos entre uma e outra. O Kico também esteve muito atrapalhado... enfim... mal consigo alinhar duas palavras com sentido...

Feliz dia da Implantação da República!
De jabeiteslp a 6 de Outubro de 2012 às 15:02

que tudo vá bem
e um sincero desejo de Bom Fim de Semana...

àaaaa e à bicharada também...
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 15:29
Isto já vai parecendo um "museu de antiguidades", Anjo... eles estão mais velhos do que Matusalém e eu que ainda não estou tão velha quanto eles, quase não me posso mexer... só vale porque todos nós vamos conseguindo ser felizes no meio disto tudo... nem sei como, mas parece-me que sim. O Kico anda mais morto do que vivo, há imenso tempo, mas eu sei bem que é um cãozito feliz... lá tem os seus ataques cardíacos e, nesses momentos, não fica lá muito contente mas, assim que melhora, é como se não fosse nada com ele!
Somos uma "malta" muito curiosa, eu e eles...

Tarde de sol, embora a manhã tenha estado bem cinzenta, por aqui...
De jabeiteslp a 6 de Outubro de 2012 às 15:37
aqui tá enevoado e mais pra chover...

De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 15:52
... e eu acho que devia ter ficado caladinha... o cinzento está a voltar...
De jabeiteslp a 6 de Outubro de 2012 às 17:49

a mim dava-me jeito
pois sempre poupava uns euritos para lavar
o carrucho...

feliz noite
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 18:22
Eheheheh... não tenho carrucho - só um daqueles de duas rodinhas, de ir ao supermercado... - mas compreendo-te muito bem Olha que, por aqui, está o céu coberto de plúmbeas nuvens, mas não chove... bem, ainda há umas frestazinhas por onde vêm espreitar os derradeiros raios de sol do dia de hoje, mas não se pode dizer que seja uma tarde meiguinha... é mais uma daquelas tardes que prometem uma noite menos suave, pelos vistos... tenho de ir apanhar os edredãos que deixei pendurados da janela da marquise. Tenho de o fazer constantemente por causa dos pêlos do Sigmund e do Garfield...

De jabeiteslp a 6 de Outubro de 2012 às 20:28
o meu tá velhinho como eu ( é de 95)
mas ainda dá 180... e ao preço da gasolina...fiuuu
enfim
uma festinha a essa malta toda
e pra ti

feliz noite

De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 20:46
Vê lá como eu estou lenta em termos de associação de ideias... convenci-me, assim de repente, que estavas a falar de um cão... tive de ler várias vezes para perceber que era do teu carro, rsrsrsrs
E estou a cair de sono, a esta hora, imagina... sem chá porque desta vez não há mesmo hipótese de ser de algum chá dos que fazem dormir...

De jabeiteslp a 7 de Outubro de 2012 às 08:47
Um bom dia MJ
tá radioso o solinho...
De poetaporkedeusker a 7 de Outubro de 2012 às 13:34
Bom dia, Anjo! Radiosíssimo!
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2012 às 21:06
“Economia da bolha”

A economia nacional
E a nacional economia
Diferem no essencial
No global já se previa

Empobrecimento geral
P’ra que reste uma fatia
Que alimente o capital
E tu de barriga vazia

És a estrela cadente
Desta crise mundial
Que da bolha resultou

Diagnóstico contundente
É uma bolha colossal
E a economia arrasou.

Prof Eta
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2012 às 21:11
O mio babbino na ponte.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2012 às 21:33
Poeta, estou com outro episódio de hiper-hiper-hipertensão. Vou ver o Mio Bambino mas penso que não vou conseguir poetar nada...
De poetazarolho a 5 de Outubro de 2012 às 21:01
“Estrela maior”

Agora és a estrela maior
Deste nosso firmamento
Antes nada o faria supor
Foi grande o sofrimento

Agora descansas em paz
Não s’escolhe o momento
Também não se volta atrás
Nessa hora do julgamento

Nunca desistimos de ti
Continuarás no coração
Destes amigos de verdade

Que por ora ficam aqui
Mas um dia seguirão
Teu trilho na eternidade.
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2012 às 23:21
Que enigmático, Poeta!
Ainda por cá vou estando
E enquanto a vida o prometa,
Continuarei poetando...

Sei que não estou muito bem
Mas farei por não partir
Porque a vida me convém
Enquanto eu souber sorrir...

Posso estar muito enganada
E morrer já de seguida,
Mas, isso, não quero nada!

Sei que tenho que fazer
E gosto demais da vida
Pr`a deixar de a querer viver...

Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 5 de Outubro de 2012 às 21:09
A ponte reza pela amiga que partiu.
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2012 às 21:30
Vou ver, Poeta!
De poetazarolho a 6 de Outubro de 2012 às 07:29
O chá está porreiro.
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 11:51
Vou vê-lo, Poeta!
De poetazarolho a 6 de Outubro de 2012 às 22:20
“Cheiro a bosta”

O melhor povo do mundo
Tem bandeira ao contrário
Levou um golpe profundo
No seu já parco salário

Alimenta monstro imundo
O nosso público erário
Emana cheiro nauseabundo
Mas este povo temerário

Impedido de participar
Nesta última comemoração
Será eficaz na resposta

Aos que o estão a governar
Por esta inaudita exclusão
Eliminará este cheiro a bosta.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 23:13
Esse "primus inter pares"
Está tão farto de calar
Que, se muito bem notares,
Está prestes a rebentar!

O monstro do capital
Com tentáculos macios
Consegue um feito irreal,
Põe-nos de bolsos vazios

Mas, virados do avesso,
Vamos-lhe mostrando o dente,
Já rosnamos, pois então!

Ele que pague o estranho preço
De ser sujo e prepotente!
Nós dir-lhe-emos que NÃO!!!


Abraço grande, Poeta! Estou praticamente sem rede...



De poetazarolho a 6 de Outubro de 2012 às 22:24
Vivaldi na ponte.
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 22:35
Vou já ouvir!
De poetazarolho a 6 de Outubro de 2012 às 23:32
FADO DA NOSSA RÉ-PUBLICA

É um fado em dó maior
Fado sem a nota sol,
É um fado sem pudor
Em descendente bemol

É um fado sem farol
Um fado sem cantador
Fado lento, caracol
É um fado desamor

Era fado da Ré-publica,
Venderam-lhe a coisa pública
Ficou um fado só ré

Com a bandeira ao contrário
Este fado é um fadário
Inventado p´la ralé.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 6 de Outubro de 2012 às 23:35
Poeta, já não lhe consigo responder hoje... estou a cair de sono desde as sete ou oito horas e o sinal da net está praticamente invisível... um abraço grande!
De poetaporkedeusker a 7 de Outubro de 2012 às 14:00
RES PUBLICA

O fado está, como nós,
Todo virado ao contrário...
Só tem nascente, que a foz
Morre à míngua de salário...

Sobram-lhe a alma e a voz
De um povo homogéneo e vário,
Que vem dos nossos avós
E é nosso maior erário

Se há que fazer marcha à ré,
Ponhamos a nossa fé
Na luz que vem do farol

Pois, se não, é tiro e queda!
E entre nós há quem não ceda
E queira um fado com sol!


Um grande abraço para si e Maria dos Anjos, amigo Eduardo! Obrigada por mais este sonetilho!



De poetazarolho a 7 de Outubro de 2012 às 07:47
O chá em Portugal.
De poetaporkedeusker a 7 de Outubro de 2012 às 13:38
Vou já, Poeta!

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