.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012

A JUSTIFICAÇÃO DE UMA FLOR

Das pétalas me irrompe uma só pressa;

Estender-me, transparente, intacta e pura,

Entre outras flores que a morte não segura

Antes que a Primavera se despeça…

 

Não sei se é pertinente, ou vos interessa,

Que fale de quem sou, nesta loucura

Em mim, tornada “eterna enquanto dura”,

Mas que, em murchando, em mim se reconheça.

 

Interesse, ou não, só nela me defino!

Sou ponte a florescer sobre um destino

Que pode, ou não, ser meu… pouco me importa!

 

Persigo-me a mim mesma em desatino

E só sei serenar se me imagino

Comemorando a flor, depois de morta…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 19.09.2012 – 21.03h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 22:04
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36 comentários:
De jabeiteslp a 19 de Setembro de 2012 às 22:32

a nossa Primavera
é eterna...

nos desejos de que tudo vá bem...

De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2012 às 23:29
Olá, Anjo!
Obrigada!
De jabeiteslp a 20 de Setembro de 2012 às 13:02

uma bela e feliz tarde
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2012 às 13:09
Muito feliz, também para ti
De poetazarolho a 19 de Setembro de 2012 às 22:44
“Não”

Um futuro sombrio
Sob o sol abrasador
Imagino, não sorrio
Não imagino tanta dor

É no Verão, faz frio
No silêncio um clamor
Alma perdida, sem fio
Dum passado sem sabor

Sombrio, sem futuro
O presente assustador
Um mestre, uma missão

Fio condutor, bom auguro
Um contacto com o amor
Uma esperança?... Não!
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2012 às 23:19
Há sempre a esperança da flor
Conforme ela a descreveu...
- Vou rimar "flor" com "amor",
depois vejo o que isto deu... -

E "há sempre alguém que diz não",
Outra voz que grita: - Basta!
Depois, uma multidão
Que cresce enquanto se afasta,

Um lampejo e a lucidez
De quem espelha, no futuro,
A resposta a tais porquês...

Ouve, Poeta; não vês
Que o momento é mesmo duro
E pede mais que o que crês?


Saiu... e eu tenho exames - antigos - amanhã muito cedo. Abraço grande!





De poetazarolho a 19 de Setembro de 2012 às 22:49
Já marcham na ponte.
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2012 às 23:21
Ainda vou vê-los, Poeta!
De poetazarolho a 20 de Setembro de 2012 às 07:42
O chá está em jogo.
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2012 às 12:29
E eu acabo de chegar, Poeta! Bom dia!
De poetazarolho a 20 de Setembro de 2012 às 21:28
“Fado da TSU”

Vive numa rua cinzenta
É prima da austeridade
Aquela taxa violenta
E cheia de ambiguidade

Os ministros justificam
O porquê desta medida
Que agora simplificam
Mas é uma causa perdida

Ai taxa tu que és social
Não nos leves o sustento
Escuta a maioria na rua

O povo está a passar mal
Pode tornar-se violento
E não é por culpa sua.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2012 às 21:56
Eu, consciente do perigo,
Auscultando "ambiguidades",
Fui espreitar um outro amigo,
Fui ver das suas vontades...

Quanto à taxa... nada digo...
Só sei falar das verdades
Quando entendê-las consigo
E esta só me fez maldades...

Tenho abundante auto-estima,
Não sou nenhuma menina,
Nem tampouco iluminada...

Tudo se aprende e se ensina
Mas, na balbúrdia assassina,
Não consigo aprender nada!


Aí vai, Poeta, o que me saiu sem nenhuma ambiguidade...

Abraço grande!



De poetazarolho a 20 de Setembro de 2012 às 21:32
A ponte foi resgatada.
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2012 às 21:35
Vou ver isso, Poeta...
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 07:44
O chá ao pormenor.
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2012 às 19:36
Com febre até à medula, vou tentar analisar o Chá...
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 19:08
“Sim”

Não há fio condutor
Qualquer mecha ou chama
Não venha o historiador
Agora ninguém o aclama

Não há feitos p’ra contar
Andamos por aqui desfeitos
Que futuro conquistar
Quando estaremos refeitos

Deste tempo sem sentido
Sem valores ou tradição
Por maldições acometido

Pelas trevas ensombrado
Cresce em nós a sensação
Dum futuro no passado.
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2012 às 22:33
Um futuro sem passado
Nem sequer é utopia...
É não ter História, nem fado,
E curvar-se à tirania

Da gula deste mercado
Que, ao morrer de autofagia,
Nos vai transformando em gado
Sem honra ou filosofia...

Querem-nos povo calado,
Sem saúde ou alegria?
Pois deverão ter cuidado

Porque, em vez disso, zangado,
Já ele entra em rebeldia,
Já seu grito é levantado!


Foi o que me ocorreu... e só agora. Não me sinto mesmo nada bem.
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 19:24
A ponte acordou.
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2012 às 19:44
Vou vê-la, Poeta... mas nem tudo é tão síncrono como isso e eu estou meia a dormir, no sentido literal do termo...
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2012 às 23:11
“Vamos a caminho”

Caro vamos a caminho
Dum país sem pão
Ao menos um bocadinho
Escuta a manifestação

O conselho d’estado
Desta desgraçada nação
Não houve o petardo
Da nossa indignação

Afunda a nação heróica
Refém deste desgoverno
Num quadro deprimente

Que se lixe a troika
Que se lixe o governo
Que se lixe o presidente.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2012 às 23:30
Que se lixe o sujo jogo
Que connosco já fizeram!
Portugal está todo em fogo
Por todos aqueles que arderam!

Pouco a pouco se constroem,
Da matéria quase informe,
Sobre esses que nos destroem,
Palavras de um grito enorme!

Mas é corrida de fundo,
Podemos ter a certeza
Que não é pura euforia!

Há que mudar este mundo,
Resgatá-lo da pobreza,
Mudar-lhe a filosofia!


Nem sei como ainda consegui... abraço grande!


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