.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012

UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha

Eu, que tanto o pratico, sei tão mal
As razões de voar do próprio engenho…
Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho
E chego a acreditá-lo original…

Por vezes, volitando, é um pardal
Que por mim passa a ver quando o detenho,
Sabendo que eu, sem asas, não desdenho
Um timorato adejo ocasional…

E logo as mãos me adejam no teclado
Por causa de um pardal me ter tentado,
Por obra de tão parca tentação

Que é caso pr`a dizer que ter voado
Tem sempre uma razão, sempre um “culpado”
E as "culpas" nunca são da própria mão…



Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h

Imagem de pardoca, retirada da net, via Google

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 20:23
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|
111 comentários:
De poetazarolho a 5 de Setembro de 2012 às 20:30
Uma voz sem par na ponte, dedicada a todas as ligeirinhas.
De poetaporkedeusker a 5 de Setembro de 2012 às 21:01
Bem, já vi que, hoje, a noite inteira é dedicada à Ligeirinha! Vou já!
De poetazarolho a 5 de Setembro de 2012 às 20:31
“O massacre”

Não esqueças o cartão
O crédito é fundamental
P’ra cumprires a missão
Do foro governamental

E o carro com motorista
Que te leva a todo o lado
A um jantar intimista
De negócios povoado

Por mais que se insista
O povo fica arredado
Deste banquete final

Dou-te apenas uma pista
Com o povo massacrado
Isto pode acabar mal.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 5 de Setembro de 2012 às 20:57
Não tenho cartão nenhum
E, se há missão pr`a cumprir,
Cumpro-a fazendo o jejum
Que já fiz... ou está pr`a vir...

Venho de uns versos ligeiros,
Muito alegres, saltitantes
E encontro estes, guerreiros,
Com massacres intrigantes...

Que grande, imenso contraste,
Quando o versejo me leva
Da alegria ao seu inverso...

E a resposta é um desastre
Porque espera que eu me atreva
A pôr tal surpresa em verso...


Olá, Poeta! Venho mesmo de uns versos levezinhos... uma espécie de conversa de mulheres que querem divagar um pouco, esquecer os dias maus... não me foi muito fácil responder a este seu sonetilho, mas tudo o que me ocorreu está aí...
Abraço grande!




De ligeirinha a 5 de Setembro de 2012 às 22:51
É lindo! fiquei comovida....

Pardal fugaz!!!!, por vezes sem nexo no seu voo ausente...
Precioso na sua escolha...tão certeira...
Voa por mim , enquanto duro....
Voa por ti que me acolhes...
Adorei!

Beijinhos cheio de amizade!
De poetaporkedeusker a 5 de Setembro de 2012 às 22:57
Que bom! Gostaste mesmo!

Enorme abraço, Ligeirinha!
De Isabel Maia Jácome a 5 de Setembro de 2012 às 22:50
Já tinha saudades de a ler!!! É realmente incrível o que faz com as palavras, minha querida poeta!!!
Muitas saudades
Isabel
De poetaporkedeusker a 5 de Setembro de 2012 às 22:59
Obrigada, Isabel!
O seu último texto "transpirava" poesia! Gostei muitíssimo de a ler!

Abraço grande!
De Isabel Maia Jácome a 5 de Setembro de 2012 às 23:02
obrigada eu pelo seu apoio e presença... e fico sempre fascinada com os seus sonetos. Obrigada!!!
beijinho
Isabel
De poetaporkedeusker a 5 de Setembro de 2012 às 23:06
Beijinho, Isabel!
De poetazarolho a 6 de Setembro de 2012 às 08:24
O chá não tem sede.
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2012 às 14:44
Pois... está bem hidratadinho! Vou lá!
De jabeiteslp a 6 de Setembro de 2012 às 08:41
Bonito pardalito
que as palavras mais soube inspirar...

olá , um belo e bonito dia pra ti
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2012 às 14:42
Olá, Anjo!
Gosto muito, muito de pardais! Admiro profundamente a resiliência destas pequenas aves que se conseguiram adaptar e sobreviver ao modo de vida - destrutivo, em termos ambientais - do ser humano das cidades. E olha que são uns bichinhos corajosos, apesar da sua pequenez e aparente fragilidade...

Um feliz e luminoso dia para ti
De jabeiteslp a 6 de Setembro de 2012 às 18:40
um grande fim de semana
e tudo bom também...
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2012 às 18:46
Ainda é quinta feira... mas esta semana passou mesmo a correr...
Vou aí, Anjo
De jabeiteslp a 6 de Setembro de 2012 às 20:09
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2012 às 21:01
Feliz noite, Anjo!
De poetazarolho a 6 de Setembro de 2012 às 18:55
“Depenados”

Do massacre silencioso
Não se fala, parece mal
Voz do povo era pernicioso
Se acaso chegasse ao jornal

Podem até chamar-lhe festa
Que com a fome latente
Povo nem sequer protesta
Todos à festa minha gente

Sem saúde e sem dinheiro
Tenham por vós mil cuidados
Encham a barriga primeiro

Não se sintam massacrados
Cheguem nutridos a Janeiro
Para serem depenados.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2012 às 19:47
Já estou "depenada" há tanto,
Tanto tempo que nem sei...
Se as penas formassem pranto,
Meu não era... eu já sequei!

Mas há massacres, não nego!
Alguns são muito evidentes,
Outros, como o desemprego,
Perniciosos, latentes,

Todos eles, porém, partilham
Dessa mesma iniquidade
E duma mesma fractura

Que a tantos de nós perfilham
Dizendo que a liberdade
Paga esta imensa factura...


Abraço grande, Poeta!

O sinal está fraquíssimo... já perdi este sonetilho que agora vai "reconstruído"...


De poetazarolho a 6 de Setembro de 2012 às 18:59
Mentira na ponte.
De poetaporkedeusker a 6 de Setembro de 2012 às 19:06
Eheheheh... veio para "rimar" com o meu último poema... vou lá, Poeta!
De poetazarolho a 7 de Setembro de 2012 às 09:23
O chá está quase.
De poetaporkedeusker a 7 de Setembro de 2012 às 12:41
Quase? Também eu estou quase sem sinal de ligação... vou tentar lá ir...
De poetazarolho a 7 de Setembro de 2012 às 17:17
“Jogadas”

Portugal hoje vai jogar
No campo da austeridade
Assim é quem quer ganhar
Acima da sua possibilidade

Muitos golos quer marcar
Com um jogador milionário
Mas acaba por defraudar
Todo e qualquer erário

E o público a aplaudir
Nem sabe da penalização
Por cada golo falhado

Mas vai ter que contribuir
Com a saúde e a habitação
E grita, o árbitro foi comprado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 7 de Setembro de 2012 às 23:09
Ah, mas que enorme verdade!
Jogam-se vidas inteiras
Nesta absurda austeridade
Que afoga de mil maneiras

Proletários e burgueses...
Dos poetas... nem se fala,
Mas são eles, as mais das vezes,
A voz que nunca se cala,

A que sempre denuncia,
A que não tem qualquer medo
De dizer toda a verdade...

[este jogo, em teoria,
parece nem ter segredo;
reproduz realidade...]


Vi agora que fiquei offline... a ligação foi-se completamente. Vou tentar fazer copy/paste

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