.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO
Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 583 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE - e autora do Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores.
...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.

Onde o poema me ferve, o verso é brando;
Suavemente desliza em rota certa
Tal qual fora encontrada a porta aberta
Da prisão que ao tolhê-lo o foi calando
Ninguém lhe tente impor voz de comando
Pois só a ele lhe coube estar alerta
Se partiu, decidido, à descoberta
D`uma hora em que ninguém diz como ou quando…
Suavemente partiu… mas foi ficando
E só sei que o criei porque é criando
Que sinto que viver valeu a pena
E que acredito, não acreditando,
Poder ir muito além do que, sonhando,
Se alcança na voragem de um poema…
Maria João Brito de Sousa – 09.07.2012 – 18.48h
IMAGEM - MATERNIDADE - Tela de Wifredo Lam - 1902/82
versar assim
é como ser o 1º melhor 1º ministro
atento e dedicado momento de tempo a um versejar
a um povo contente...

Credo, Anjo!... Estou a brincar
mas, assim de repente, pareceu-me que me estavas a comparar ao PPC... este saiu-me sem eu esperar... estou para aqui aflita com o meu Kico que está com uma tremenda dor de barriga que não passa com nada... julgava que não conseguiria escrever nada de nada que jeito tivesse e, de repente, num intervalozinho em que ele descansou um pouco... tive de escrever este soneto...
Mas eu vou aí!
viva a inspiração...
boas melhoras pró Kico
e uma grande e feliz manhã
Viva a inspiração!

feliz noite
Feliz noite também para ti, Anjo!

“Ai o estado”
Ai o estado da nação
Em debate na assembleia
Cruzes canhoto que aflição
Diz esta malta plebeia
Por os subsídios perder
Já não vêem mais além
Temos por isso o dever
De debater como convém
E explicar que o prejuízo
Tem a ver com os mercados
Que andam a passar mal
E não com a falta de juízo
Do círculo de deputados
Ou dos governos de Portugal.
Prof Eta
Se são escravos dos mercados
Logo serão responsáveis,
Fundadamente os culpados
Das situações condenáveis...
Mais coerentes seriam,
Menos culpáveis portanto,
Se, sabendo que mentiam,
Mudassem seu belo canto...
Não cuidemos, portugueses,
De ver isto aligeirado
Por mil sorrisos confiantes!
Passam semanas e meses
Sem que o "pobre do mercado"
Volte a ser o que foi dantes!
Abraço, Poeta!
A ponte e os tempos.
Vou ver, Poeta!
O chá não se acovardou.
Valente e coerente Chá!!!
“Escuridão”
P’ra balanço vai fechar
Também p’ra desinfecção
Façam favor de emigrar
Com as calças na mão
Quem resolver cá ficar
Assume a sua decisão
Mas estamos a aconselhar
Abandonem esta nação
Ficar será empobrecer
É o futuro inevitável
Quer se goste ou não
Só isto há p’ra oferecer
Vai que aqui és descartável
É isto ou a escuridão.
Venha, pois, a escuridão
Que a tornaremos em luz
Pela nossa própria mão
E, ao país, faremos jus!
Eu jamais embarcaria
Deixando ficar por cá
Quanta indizível magia
Esta terra, a mim, me dá!
Tão portuguesa vou sendo
Que assim, Territorial,
Não me compro nem me vendo...
Se sou menos que o que rendo,
Desculpa-me Portugal,
É sempre a ti que eu me prendo...
Abraço grande, Poeta!
Placido na ponte.
Obrigada, Poeta! Vou já, já!
O chá é amigo.
Ainda bem que o Chá é amigo. Eu, hoje, estou capaz de engolir alguém... 
“O canudo”
Eu pretendo ser doutor
Alguém arranje o canudo
Tenho equivalência maior
Fui rei momo no entrudo
Sou de rara inteligência
Não por que a quisesse ter
E da mais fina aparência
Só doutor poderia ser
Com uma rara capacidade
Posso ajudar este país
A transpôr a recessão
Ser doutor é necessidade
E não foi porque eu quis
Foi um apelo da nação.
Prof Eta
Estava eu a ficar farta
De ouvir falar no canudo,
Quando recebo uma carta
Que me faz desabar tudo!
Canudo não se descarta
Se houver uns anos de estudo
Porque não estamos em Esparta
E já vai longe, o Entrudo...
Bem bastava a D. Isa
Sempre a chamar-me doutora
- apesar de eu nem ter Visa! -
E, vivendo pr`a escrever,
O que me faltava agora
Era ensinarem-me... a ler!!!
Bem me parecia que me iriam fugir os versos para o meu "tema do dia"...
Um abraço grande, Poeta! Não ligue àquela careta... sai um sorriso... só para os amigos!
A ponte lançou um ultimato.
... e eu estou capaz de lançar outro...
Volver a la ponte.
Ahí voy, comandante!
Poete também!