.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

SONETO MAIS OU MENOS DISTORCIDO

 

Como escrevo um soneto distorcido,
Sem eixo com que possa defini-lo,
Nem forma com que possa distingui-lo
De uma prosa jocosa, ou sem sentido?

Discorro sem que tenha prevenido
Formato, nem razão… e, de senti-lo,
Me nascem de enxurrada, ousando um estilo,
Os versos que lhe servem de vestido...

Mas quando o corpo implora algum descanso,
E a mente me vagueia no remanso
Que o cansaço geral me vai trazendo,

Nem versos, nem canções, nem mesmo ideias;
Só quanto mar me corra pelas veias
Responde às tais questões que nunca entendo…

 



Maria João Brito de Sousa – 11.06.2012 – 17.11h


Fotografia de Carlos Ricardo

 

Reformulado a 22.11.2015

sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 17:32
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76 comentários:
De poetazarolho a 11 de Junho de 2012 às 22:53
Está uma alma na ponte.
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2012 às 00:00
Tenho de ir ver isso, Poeta!
De poetazarolho a 11 de Junho de 2012 às 23:11
“Consciência social”

Já sabes, podes pedir
Que haja em teu redor
Aquilo que em ti existir
Não peças se assim não fôr

Algo contigo está mal
Se queres o estado providência
Quando o teu sentir social
Não emana da consciência

Mas se sentes deves exigir
Para os que mais necessitam
Toda a protecção devida

Por isso tu tens que agir
Dar voz aos que não gritam
Por lhes ser pesada a vida.
De poetaporkedeusker a 11 de Junho de 2012 às 23:54
Se esta net o permitir
Dir-lhe-ei que é mesmo assim
Que procedo ao existir,
Que o farei até ao fim,

Que tenho plena consciência
Do que um Estado deva ser...
Só não digo "providência"
Porque o não quero fazer

E prefiro um Estado justo
Ao estado "santificado"
Mas passível de erros mil

Que vão impondo algum custo
A quem não tiver cuidado
Ao traçar o seu perfil...


Poeta, não sei se a net me vai permitir publicar seja o que for... vai a tentativa e um abraço grande!




De poetaporkedeusker a 11 de Junho de 2012 às 23:58
Caramba! Saiu-me um erro sintáctico! E eu que, nisso, me identifico completamente com o Pessoa! É um erro de concordância... vá lá... mas é erro de distracção e eu devia estar mais atenta...
De poetazarolho a 12 de Junho de 2012 às 07:11
O chá não morre.
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2012 às 11:25
Bem aventurado chá! Isto digo eu que me ando a sentir mais morta do que viva... mas a verdade é que ele - o chá, enquanto bebida - se tem aguentado no seu posto ao longo dos séculos...
Bom dia, Poeta!
De poetazarolho a 12 de Junho de 2012 às 22:04
“Vistas curtas”

A Espanha foi ajudada
Mas com milhões apenas
A ajuda é desenquadrada
Diz Dublin, Lisboa e Atenas

Precisamos todos de ajuda
Mas não ajuda financeira
Para ver se algo muda
Do abismo estamos à beira

Ajudem-nos a encontrar
Os verdadeiros estadistas
Que cuidem das gerações

Que os políticos a governar
São muito curtos de vistas
Só alcançam até às eleições.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2012 às 23:07
Essa das "vistas curtas" está muito boa, Poeta! Curtíssimas!

Há dias em que acredito
- hoje é um deles, por acaso... -
Que o mundo era mais bonito
Com mais flor e menos vaso...

Devo dizer-lhe, contudo,
Que, hoje, a minha perspectiva
Está mais pobre e, não me iludo,
Talvez esteja menos viva...

Hoje calhou-me pensar
Qu`inda tenho esta bicheza
E, embora "desinspirada"

Terei de continuar
A trazer-lhes pão pr`á mesa
Sem que eles possam pagar nada...

Poeta, este sonetilho saiu-me muito pessoal, desculpe. Nada ou quase nada tem a ver com o seu... acontece que eu me estava a lembrar da estranha longevidade dos meus amiguinhos - aqui presentes - e de como isso pode vir a ser problemático para eles, no futuro. Coisas que me passam pela cabeça e que, hoje, acabaram por se me impor no momento de escrever... mas vai mesmo assim porque eu não gosto de apagar nada do que me vem subitamente à cabeça. Está escrito, está escrito!

Abraço grande!

De poetazarolho a 12 de Junho de 2012 às 22:12
Coimbra na ponte.
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2012 às 22:40
Vou até Coimbra
De poetazarolho a 12 de Junho de 2012 às 23:10
VERDADE DE GALILEU

Galileu com uma luneta
Estudo e sabedoria
Contraria a velha treta
De que só a maioria

Tem a razão completa
E seguindo outra via
A verdade é incorrecta
E a certeza é fantasia…

E na terra em translação
Viu ele o que ninguém via
Que afinal a razão

Que regula a sociedade
Estava com a minoria
E ela detinha a verdade.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 13 de Junho de 2012 às 00:35
Já me tinha lembrado da sua poesia hoje, amigo Eduardo! Até pensei em perguntar ao Pedro, via email, se estava tudo bem consigo... mas não ligue porque eu hoje tenho estado muito contemplativa.


Por causa de uma Verdade,
Viu-se o pobre em maus lençóis,
Mas manteve a dignidade
De nunca a negar depois...

Viu-se preso, interrogado,
Até forçado a mentir,
A dizer ter-se enganado
Apesar de o não sentir

Mas, no final, entredentes,
Não resistiu a dizer
Que o planeta se movia...

Foi um dos mais resistentes
Ao medo - até de morrer... -
Por falar do que sabia...

Tenho a noção de estar num dia ainda pior do que estes últimos têm sido. A História - esta merece um H bem grande - foi-me transmitida assim. Não estou muito segura de que não tenha sido um pouco fantasiada, mas quase posso ouvir a voz do meu pai a narrar aquele; "... e, no entanto, ela move-se!" que Galileu teria dito, entredentes, no final do julgamento.

Muito obrigada por mais este sonetilho e um enorme abraço para si e Maria dos Anjos!


De poetazarolho a 12 de Junho de 2012 às 23:30
O Sebastião está no Made in Lisbon,

http://maria-made-in.blogs.sapo.pt/
De poetaporkedeusker a 12 de Junho de 2012 às 23:57
Ahhh, vou lá ver! Obrigada, Poeta!
De poetaporkedeusker a 13 de Junho de 2012 às 00:44
Tenho estado uma verdadeira piegas, hoje, Poeta.... e não costumo ser tão nostálgica.. enfim, deve ser porque estou cheia de sono, embora já tenha adormecido muitas vezes ao computador sem me sentir assim...
Abraço e até amanhã!
De poetazarolho a 13 de Junho de 2012 às 07:02
Lembre as palavras de Passos Coelho, "Não sejam piegas".
De poetaporkedeusker a 13 de Junho de 2012 às 10:59
Lembro, lembro! Por causa delas é que "mudei" o nome na minha página do Facebook... ora espreite http://facebook.com/poetaporkedeusker

Não estou muito segura de lhe estar a dar o endereço correcto... entro sempre pelo histórico do computador, directamente para a página, sem recorrer ao endereço... mas acho que é esse.
De poetazarolho a 13 de Junho de 2012 às 07:08
O chá não vai ruir.
De poetaporkedeusker a 13 de Junho de 2012 às 10:40
O meu talvez vá. O seu está bem firme
De poetazarolho a 13 de Junho de 2012 às 22:49
“Emigração”

Neste nosso Portugal
Evoluiu a emigração
Antes ias com o bornal
E às costas o garrafão

Agora com ar doutoral
E uma pastinha na mão
Deixas tua terra natal
Com canudos e a ilusão

Antes de comboio partias
Agora embarcas no avião
A Paris antes chegavas

E no bidonville vivias
Sempre em busca da condição
Que na pátria não encontravas.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Junho de 2012 às 00:20
Não sei se vou conseguir
Mas, decerto, vou tentar
Responder sem permitir
Que o sono me vá parar

Tudo volta ao qu´era dantes,
Nas rotas d`emigração...
Até pensei, por instantes,
Que escapava à situação...

E lá vamos outra vez,
De comboio ou de avião,
Um pouco mais confortáveis...

A diferença está, talvez,
Nessa maleta de mão
Que nos torna mais notáveis...


Por hoje já nem tento responder-lhe mais, Poeta. Este sonetilho teve de ser todo feito "martelo". Estava a ver que não conseguia rima até ao final...
Abraço grande!


De poetazarolho a 13 de Junho de 2012 às 23:01
A Florbela e o Luís estão na ponte.
De poetaporkedeusker a 14 de Junho de 2012 às 00:21
Mas ainda vou à ponte

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