.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

UMA LENDA MUITO ANTIGA

Um dia, a mão na rédea, o pé no estribo,
Lançou-se um cavaleiro em cavalgada
Na esp`rança de encontrar a dama amada
Que - narrava uma lenda - estava em p`rigo,

Porém, fez dessa lenda o seu castigo,
Pois não soube, sequer, achar a estrada
Que conduzisse os passos da montada
A alguém que, em vez de amor, quisesse abrigo...

Diz-se que corre ainda atrás da lenda,
Que há-de fazê-lo enquanto não pretenda
Senão o desenlace em que ousou crer,

O princípe-encantado-sem-emenda
Que aspira, estrada afora, à estranha of`renda
De perder-se a salvar quem o não quer…

 




Maria João Brito de Sousa – 11.04.2012 – 18.59h



Imagem retirada da net, via Google

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 19:08
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74 comentários:
De poetazarolho a 11 de Abril de 2012 às 23:24
A NOSSA TRIKA

Na língua original
em que tchekhov falava
a troika significava
uma carroça...afinal.

O trio que a puxava
era um trio animal,
de cavalos se tratava
e a carroça, por sinal,

um trenó podia ser
deslizando, em sussurros,
na estepe ao amanhecer.

já por cá, anossa troika,
sempre a puxam três burros
e a zurrar, ela é estóica.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 11 de Abril de 2012 às 23:40
Olá, amigo Eduardo! :)

Eu, já perdida a paciência
Pr`aturar quem, no poleiro,
Desbarata, com frequência,
O nosso pouco dinheiro

Acho que é uma emergência
Lavarmos esse atoleiro
E que se afogue a prudência
Porque a vida está primeiro!

Se vieram de carroça,
De carroça irão também
Que esta terra é muito nossa!

Se lhes faltar o transporte,
Vão a pé que só faz bem,
Rumo ao Sul, ou rumo ao Norte!


Aqui vai! Desta vez, meu amigo, não o deixo sem resposta :)
Um abraço para si e esposa!

M. João
De Demasiado tímido a 23 de Novembro de 2015 às 19:20
Nao presta
De poetaporkedeusker a 24 de Novembro de 2015 às 18:50
Parabéns, Demasiado Tímido, se se encontra entre as muito poucas dezenas de pessoas do mundo inteiro capazes de fazer esse tipo de crítica, de forma pertinente e consciente, em relação a um soneto (falo de um soneto "de verdade", claro...)

Eu também penso que este não é grande coisa porque o contraste entre tónicas e átonas não é dos mais felizes, nem dos mais bem conseguidos da minha poesia... mas a mensagem, ah, a mensagem é uma delícia!

Bonito nick!
De poetazarolho a 11 de Abril de 2012 às 23:49
“Caruncho”

Estamos todos a perecer
Às mãos dos representantes
Os que soubemos eleger
Nada ficará como dantes

Dez mil já não vão nascer
Vinte mil serão militantes
Trinta mil esses vão morrer
Quarenta mil novos votantes

E perpetuamos este poder
Que vive num luxo da arábia
Estimula nosso triste faduncho

Mais não podemos merecer
Vítimas confessas desta lábia
E do nosso próprio caruncho.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2012 às 00:05
Ah, o caruncho é comigo
Que estou toda carunchosa :))
Isto, meu querido amigo,
O melhor é escrever prosa

Que o poema põe-me em p`rigo
Esta saúde manhosa...
Por agora, não desdigo,
Mas estou mesmo muito ansiosa...

Quanto ao famoso poder,
Nunca fui de ser servil
Mas sou humilde, isso sim!

Venha lá o que vier
Não desdigo o meu perfil...
Matem-me primeiro a mim!

Um olá, daqui da velhota dos sonetos! :)
Abraço grande!

De poetazarolho a 12 de Abril de 2012 às 07:17
O chá hoje tem mosca.
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2012 às 11:42
:))) Sabe o que instantaneamente me veio à cabeça? Antes mosca do que mosquito! :))) É que foi mesmo instantâneo, nem deu tempo para a menor reflexão... vou já, mas de fugida que, se estou mais um dia sem comer, ainda caio para o lado...
De jabeiteslp a 12 de Abril de 2012 às 12:18

as quimeras
que às vezes nos fazem correr
e sem querer
corremos atrás do que verdadeiramente
deixa de o ser

amor...

grandes tiradas por aqui...hé hé hé

feliz dia
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2012 às 14:15
:) Olá, Anjo da Esquina!
Foi uma "tirada" um pouco fora do meu habitual, mas... foi o que me ocorreu e eu não nego um soneto que me comece a nascer, mesmo que não esteja muito consciente das razões do seu nascimento :)
Abraço grande!
De jabeiteslp a 12 de Abril de 2012 às 17:30
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2012 às 18:05
Obrigada pela flor, Anjo da Esquina!
De poetazarolho a 12 de Abril de 2012 às 23:23
“Tempo sem tempo”

O tempo que nos parece
Correr com celeridade
É tempo que não envelhece
Fica velha a humanidade

Todo o tempo permanece
Inesgotável no universo
E ao homem ele oferece
Este tempo para o verso

Um dia triste e abandonado
Ficará o tempo sem poesia
Terá do homem memória vaga

Em seu arquivo nosso legado
Será consultado um dia
Que a memória não se apaga.
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2012 às 23:53
Eu não sei o que dizer-lhe,
Nem sei s`inda sei falar...
Mais valia responder-lhe
Que o tempo custa a passar

Quando, nesta situação
Em que me vejo metida,
Sinto ter toda a razão
Para estar meia perdida...

Amanhã logo verei
Como isto se há-de arranjar
Porque, assim, é inviável

E eu nem sei se ficarei
A noite inteira a guardar
Aquilo que é... "inguardável"...


Desculpe-me a palermice, mas há pequenas/grandes coisas que nos podem roubar (quase) toda a atenção. Raramente sucedem mas, quando sucedem e estamos sem outros meios de contacto, quase não conseguimos pensar noutra coisa...
Bj!
De linhaseletras a 12 de Abril de 2012 às 23:30
Olá minha amiga, como tem andado. No que diz respeito á escrita vejo que está muito bem. E a sua saúde como vai? Eu cá estou á espera do meu livro mas está difícil, mas eu tenho paciência. Um grande abraço.
Não estou esquecida da "bica"Quando sair o livro aí irei.
De poetaporkedeusker a 12 de Abril de 2012 às 23:40
Olá, Idalina :D Estou contente por vê-la por aqui!
As coisas não me estão a correr nada bem hoje... depois lhe escrevo para o seu endereço de email.
Enorme abraço :)
De poetazarolho a 13 de Abril de 2012 às 07:08
O chá está com sorte.
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2012 às 11:50
Vou bebê-lo pois bem preciso dela... com estas aflições todas, ainda fiquei mais avariada. Estive toda a noite com a chave encravada do lado de fora da porta e, se bem que não tenha um tostão que me roubem, sempre tenho os quadros... estou que nem me tenho nas pernas.
Bjo!
De poetazarolho a 13 de Abril de 2012 às 19:32
“Nadar a crise”

Pela troika apaixonado
Está o nosso timoneiro
E foi o povo apanhado
No turbilhão financeiro

Dizem vamos muito além
E como bons navegadores
Longe chegaríamos, porém
Com os ventos arrasadores

Na nau muita água entrou
Não sei se iremos encalhar
Mas pior palpite eu dou

Acho que vamos afundar
Quem ainda não zarpou
Então que aprenda a nadar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2012 às 20:00
A troika, mulher fatal
Que nada tem pr`a fazer
Mas tanto pode, afinal,
Lá o conseguiu prender...

Mais valia que partisse
E afundasse em parte incerta
Porque só nos deu chatice
Ao deixar a porta aberta

Aos desmandos desta gente
Que aqui nos faz afundar
Sem pudor, nem remissão

E, a quem não está contente,
Recomendam emigrar
Como a "grande solução"...

Boa tarde, Poeta! Até já :)
De poetazarolho a 13 de Abril de 2012 às 20:46
Servi um cházinho extra para limpar o azar e aliviar esse estado de alma.
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2012 às 21:01
Eu também sou demasiado exigente comigo mesma, Poeta. Todos nós temos o direito a um dia menos bem disposto do ponto de vista emocional... até eu :))
Vou beber o seu chazinho agora mesmo!
De Simbologia do aMoR a 13 de Abril de 2012 às 20:47
Como vai Maria, como sempre poetando e eta imagem lhe inspira tanto.
Eu... nem com imagens tenho escrito absolutamente nada. A medicação tirou de mim o que eu gostava. Mas ainda espero de poder continuar, pois gosto muito de poesias.

Bjs
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2012 às 20:58
Olá, Vera :)
Estive numa fase muito produtiva, há uns dias... agora estou outra vez mais lenta. Mas tu também vais voltar a poetar um destes dias, vais ver! Por agora, o essencial é que te sintas melhor... depois a energia volta, com o tempo, e os poemas voltam com ela :)
Um abraço grande para ti, amiga!

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