.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

MEDIR OU NÃO MEDIR A ESTRADA - Sonetilho

 

Passa num nada este nada
Que duma vida nos cabe
Quando olhamos para a estrada
Temendo que ela se acabe…

Vamos medindo a passada
Antes que tudo desabe
Mas, duma estrada acabada,
Pouco ou nada a gente sabe

Pois, por mais que se procure
Razão para os desatinos
A que a estrada conduzia,

Nunca evitamos que jure;
- Todos vós nasceis meninos
e haveis de morrer um dia…



Maria João Brito de Sousa – 06.04.2012 -13.21h

 

 

NOTA - Peço desculpa pela inusitada apresentação do texto poético... a decisão foi do Sapo...

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 13:47
link do post | "poete" também! | favorito
|
44 comentários:
De poetazarolho a 6 de Abril de 2012 às 17:34
PARA DIZER MUITO DEVAGARINHO

Anotem que qualquer ano
Se seguiu ao anterior
Não haja nisto engano,
Disse o Senhor Professor.

Sendo assim, por conseguinte
O ano que já passou
Precedeu o ano seguinte,
Aquele em que eu estou…

E assim a raciocinar,
Cheio de falinhas mansas,
O delirante Gaspar

Que não o outro, o Mago,
É Ministro das Finanças
E nos causa tanto estrago.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 7 de Abril de 2012 às 01:07
Só agora tive "coragem" para vir abrir este sonetilho... mas fiquei a rir. Que bem que descreve a situação!

Quinze depois de catorze,
Dezasseis e dezassete
Já seria maior dose
Pr`a quem "tanto" nos promete...

Meu amigo Eduardo, tenho a impressão de estar com um qualquer "esgotamento verbal"... já o disse hoje ao seu Pedro e confesso-o agora a si...
Tentei, mas "sinto" as palavras tão empenadas quanto a minha coluna. Não sei, talvez me tenha entusiasmado mais do que a saúde me vai permitindo e tenha estado demasiado absorta no computador... sinceramente, sinto-me muito estúpida hoje. quando as rimas não fluem naturalmente, o melhor é nem tentar...
Amanhã tento novamente responder-lhe.
Abraço grande para si e esposa.
De poetaporkedeusker a 8 de Abril de 2012 às 00:32
Amigo Eduardo,

Ainda não é desta que lhe respondo condignamente. Hoje tenho estado mais "avariada" do que o costume e, ainda por cima, estou a descobrir que tenho mais páginas do que aquelas que vou conseguindo gerir.
Enorme abraço e um excelente Domingo de Páscoa!
De poetazarolho a 6 de Abril de 2012 às 17:55
“Obreiros da morte”

Esses bons não têm voz
A teia está bem urdida
Suga-se o máximo de nós
Por vezes suga-se a vida

Os que a teia urdiram
São os obreiros da morte
Outra vida nunca viram
Nem conhecem outra sorte

São pagos pelo tesouro
Migalhas desses mandantes
Aos quais não se faz frente

O teu silêncio é de ouro
Que deixa tudo como dantes
Senão calam-te para sempre.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 6 de Abril de 2012 às 22:05
Poeta... não sei o que vai sair daqui mas, mal li este sonetilho, lembrei-me dos "bufos", dos pides e outros que tais...

Ai de mim, se não soubesse
Das voltas que o mundo dá,
Ai de mim, se não pudesse
Ver coisas que aqui nem há

Ai de mim, se alguém quisesse,
De quanto eu deixo por cá,
Ler o quanto se impusesse
Vendo o quanto aqui nem está...

Ai deste povo calado,
Ai dos que dele se levantam
E dos que agora acordaram

Vendo estar do lado errado
Quando as palavras se espantam
Das mil coisas que passaram...


Não foi fácil, nem tão rápido como a maioria... acho que estou com as palavras gastas :)
Sei que há outro sonetilho mas vou deixá-lo para depois de dar o jantar ao Kico... se calhar, depois de vir com ele do xixi... acho que estou mesmo com "estafa de palavras", se é que isso existe...
Abraço grande!
De poetazarolho a 7 de Abril de 2012 às 07:45
O chá está paciente.
De poetaporkedeusker a 7 de Abril de 2012 às 13:10
Olá, Poeta! :D Vou já!
Estou toda avariada hoje... o que já estava estragado, mantém-se e, agora, também se avariou outra coisa... mas o chá só faz bem! :D
De M.Luísa Adães a 7 de Abril de 2012 às 15:37
Mas a estrada acaba
não sei onde,
mas acaba!...

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 8 de Abril de 2012 às 00:27
Eu sei que acaba, amiga.
Este post saiu neste formato estranhíssimo... deve estar muito difícil de ler, mas não consegui evitar... eu bem passei o cursor por cima e bem o tentei aumentar, mas não consegui.
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 8 de Abril de 2012 às 12:05
Saíu muito bem e todo sublinhado a chamar a atenção a cada palavra.

Um dia me aconteceu isto...e também não gostei.
O que interessa :

É que "todos nós nascemos meninos
e vamos morrer um dia..."

Bom domingo (saúde essencial)

M. Luísa
De poetaporkedeusker a 8 de Abril de 2012 às 21:54
Fiquei mais preocupada com alguns leitores que podem ter dificuldade em lê-lo assim... mas os comments também estão com uma letra tão pequenina...
Bjo!
De M.Luísa Adães a 9 de Abril de 2012 às 11:39
M.J.

Se lê muito bem!
Eu, por uns dias, vou parar com as respostas
aos que me seguem. Estou pior e não devo escrever!

Um abraço,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 9 de Abril de 2012 às 15:25
Fazes bem, amiga! Dá um tempo ao teu corpo. Eu aviso o Poeta!
Bom descanso!
De M.Luísa Adães a 9 de Abril de 2012 às 11:41
Lamento ficar ausente no responder e peço
desculpa. Obrigada.

Mª. luísa

p.s.por favor, avisa nosso amigo.
De poetaporkedeusker a 9 de Abril de 2012 às 15:14
Compreendo. Avisá-lo-ei, está descansada.
Abraço grande!
De poetazarolho a 7 de Abril de 2012 às 19:15
“Passaporte”

Minha vida é minha morte
Neste mundo tão pequeno
Que é apenas passaporte
P’ra outro mundo mais pleno

Não vão além do equívoco
Os que confessam viver
Neste mundo magnífico
É certo não estão a perceber

Aquilo que se está a passar
Não procures tudo absorver
Procura a mente esvaziar

Só assim te poderás realizar
Não tanto por enriquecer
Mas quando tudo consigas dar.
De poetaporkedeusker a 7 de Abril de 2012 às 23:05
Aquilo que eu possa dar
Não depende só de mim
Mas também do que eu passar
Até chegar o meu fim,

Do que passem os demais
E de tudo o que aconteça
Neste país a lutar,
Nesta noite que começa...

Mantenho vazia a mente
- também eu sei meditar... -
Como surge a poesia

E quando isso em mim se sente
Só quero e devo aceitar
Se um poema "me assobia"...


Poeta, venho com um poema na ponta do cursor e sei que tenho imensas mensagens na caixa de correio... acho que este sonetilho ainda está debaixo do spell dele :)) Não é um poema alegre, mas veio "assobiar-me" e eu não lhe resisti. Vai para o Montanhas que é onde pertence por direito formal.
Não tenho estado nada bem e, ainda por cima, o dente está a recomeçar a doer...
Abraço grande!




De poetaporkedeusker a 7 de Abril de 2012 às 23:06
"Vinha" com um poema no cursor... acabei de o perder quando salvei este para o caso da net falhar...
De poetazarolho a 8 de Abril de 2012 às 08:12
O chá está colorido.
De poetazarolho a 8 de Abril de 2012 às 18:22
“Para nos salvar”

Na humanidade de farsas
Em qual delas acreditar?
Décadas correm esparsas
Refinando o meu pensar

O homem em seu proveito
Muitas consegue inventar
Humanidade com defeito
Foi a que se pôde arranjar

Produto d’enorme correria
Foi este homem imperfeito
Mais não se pode esperar

A não ser talvez um dia
Um de nós por Deus eleito
Dê a vida p’ra nos salvar.
De poetaporkedeusker a 8 de Abril de 2012 às 21:01
Mas pr`a salvar-nos do quê?
Do que nós mesmos criámos,
Só nós próprios, já se vê,
Devemos tentar salvar-nos...

Essa humana imperfeição,
Na sua imaturidade,
Requer emancipação
Da santíssima trindade

Leva tempo, embora urgente,
Sair desta adolescência
Em que agora nos movemos

Criando um homem diferente
Que tenha plena consciência
Do tanto que já crescemos...


Boa noite, Poeta! Foi o que me saiu e é o que fica... fui almoçar com a família de um senhor amigo que mora aqui perto, só agora pude vir até cá... espero que o seu Domingo de Páscoa tenha sido alegre e farto!
Abraço grande!

De poetazarolho a 9 de Abril de 2012 às 07:16
O chá foi extreminado.
De poetazarolho a 9 de Abril de 2012 às 07:19
Leia-se "exterminado".
De poetaporkedeusker a 9 de Abril de 2012 às 15:16
Pobre chá! Quem poderia querer mal a uma coisa tão inocente quanto um chá? Vou ver, Poeta!
De eva a 9 de Abril de 2012 às 15:42
Com os habituais atrasos - desta vez ajudados por uma birra da net - já não dá para desejar uma Páscoa Feliz pelo que desejo um resto de ano muito feliz.
Abraço GRD
De poetaporkedeusker a 9 de Abril de 2012 às 17:25
Eu ainda consegui, por um "tris", no seu caso :)
mas quantos amigos não ficaram por visitar...
Obrigada e um ano muito feliz!
De golimix a 9 de Abril de 2012 às 19:02
Olá, deixo um que se soltou aqui há dias

Minha Pátria, pátria amada
vejo muitos olhos vítreos
perdidos na caminhadas de outrora,
caminhadas que se fizeram por esse mundo afora

Esquecidas as memórias
esquecidos os corações
de quem altivamente
descobriu tantos quinhões

Mas estes não tinham o valor
que estão nas almas de agora
perdidas neste fervor
neste jogo que se demora

O jogo da vida
o jogo da liberdade
o jogo pela defesa
do fado e da saudade

E vamos andado e aprendendo na estrada aos nossos pés prostrada, cabe-nos desviar-mo-nos dos buraquitos ;)

Bj e boa semana
De poetaporkedeusker a 9 de Abril de 2012 às 21:54
Olá, Golimix! :)
Ai que o Kico ainda faz xixi na sala... paciência! Não seria a primeira vez...
Eu vi, neste teu poema, referências aos descobrimentos e uma velada alusão à emigração que agora se inicia, tudo "temperado" com uma boa dose de nostalgia...
Nem sei, amiga, onde haveremos de pousar os pezitos... isto está mais esburacado do que um queijo Gruyére... não me lembro se é assim que se escreve, mas pronto... tu sabes qual é o queijo a que me refiro. E posso ter feito uma leitura menos correcta... admito perfeitamente que me engano com saudável frequência :))
Agora tenho mesmo de levar o Kico à rua. A seguir, visito-te.
Abraço grande!
De golimix a 9 de Abril de 2012 às 23:00
A leitura está correta sim ;)

Eu às vezes ando às voltas, mas é aliciante fazê-lo e não resisto, preciso é de estar inspirada e nem sempre isso acontece...

Uma festona grande no Kico, fiquei com saudades da minha paixão canina, era o que lhe chamava assim que chegava a casa e ele ouvia deliciado sempre que lhe repetia a frase...
De poetaporkedeusker a 10 de Abril de 2012 às 00:03
Mas é mesmo verdade! Eu sei-o bem! A inspiração não é uma constante em poeta nenhum... depende de variadíssimos factores e, por vezes, quando menos esperamos, contraria esses factores todos e toma conta de nós de uma forma que nem sequer poderíamos ter previsto. É indefinível, a inspiração, mas existe mesmo!
Um beijinho, Golimix! :)

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