.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

A EQUAÇÃO DA VIDA - Sonetilho

São tantas as variáveis
Desta equação de viver
Que os resultados prováveis
Jamais se hão-de resolver

Mas, entre as mais condenáveis
Das mil coisas por fazer,
Estará sermos vulneráveis
Aos disfarces do Poder...

Que, ao pouco que aqui fizermos,
Se acrescente o nosso amor
Pois, nas mil voltas que dermos,

Andaremos ao sabor
Da Vontade que opusermos
À avidez do  predador…

 



Maria João Brito de Sousa – 04.04.2012 – 19.26h


sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 19:38
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|
16 comentários:
De jabeiteslp a 4 de Abril de 2012 às 22:01

que de sintonias
os mais de direito saber
cá pra mim
serão os de nada
reforçados devaneios de complicadas sem fim
ai de mim
matemáticas de 0+0 totalizem
os sinónimos de um vai de retro satana

engana...

tenho pena é de não enganar
esses da espécie woollidiana de mosquiteiro
o porreiro...
mas que de desengano por quotidiano...


se o meu lugar é aqui
não será porque desisti...

beijinho

De poetaporkedeusker a 5 de Abril de 2012 às 01:21
Anjo, a net está maluquinha de todo, o antivírus deixou de funcionar - e não consigo actualizá-lo - e vi-me grega para conseguir - só agora! - publicar no http://asmontanhasqueosratosvaoparindo.blogs.sapo.pt/... não sei o que se passa, mas estou mesmo a cair de sono e esta minha resposta não é aquilo que eu queria...
Abraço! Ainda tenho de explicar ao Poeta Zarolho o que se tem estado a passar com o meu pc...
De jabeiteslp a 5 de Abril de 2012 às 16:00
Spybot - Seach & Destroy

o melhor mata mata da Internet, e é grátis...

feliz tarde
De poetaporkedeusker a 5 de Abril de 2012 às 16:10
Obrigada, Anjo da Esquina! Entretanto, durante a noite, não faço ideia de como, o antivírus lá se reactivou sozinho... estas engenhocas! Só lhes falta começarem, também, a fazer sonetos e sonetilhos! :))
Abraço grande!
De poetazarolho a 4 de Abril de 2012 às 22:20
“Podium”

Nação entre as primeiras
Mas pelas piores razões
Não fazem mais cimeiras
Acabaram-se as ilusões

Vem aí um novo pacote
E os cortes permanentes
Para alguns é um fartote
Os outros ficam dormentes

Os dados são de encantar
Constam do último relatório
Em Bruxelas revelados

E esta nação a definhar
Demos tudo p’ró peditório
Agora somos espezinhados.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 5 de Abril de 2012 às 01:24
Poeta, estou meia a dormir, a net só funciona quando quer, não quando eu preciso, fiquei sem antivirus (????????) , vi-me numa tremenda luta com o computador para conseguir publicar no Montanhas e já não lhe consigo responder hoje... estou mesmo de rastos.
Abraço grande e desculpe-me!
De poetazarolho a 5 de Abril de 2012 às 07:06
Obrigado.
De poetaporkedeusker a 5 de Abril de 2012 às 15:31
E eu pr`aqui uns bons segundos às voltas sem saber por que me estava a agradecer... não me diga que foi por tê-lo avisado? Era o mínimo que eu podia fazer... e hoje estou mais "môxa" do que ontem, embora me tenha saído um poemazito muito simples, quase infantil, no Montanhas... o antivirus recompôs-se sozinho durante a noite, mas eu tenho de ir ao Gmail responder qualquer coisa ao WAF... se a minha impressora não se compatibilizar depressa com o sistema, só na segunda feira poderei enviar o contrato assinado. O CJ está encerrado...
Também ainda nem consegui enviar um único soneto para a página que criei no WAF... estou tão lenta que mal dá para acreditar...
beijinhos!
De poetaporkedeusker a 5 de Abril de 2012 às 16:20
Ahá, encontrei! Estava a ver que não dava com ele, mas ainda me lembrava de, quase, quase a dormir, lhe ter dito que responderia hoje! Vamos lá ver o que me sai :)

Deste governo não há
Disparate que não saia!
Devo avisá-lo que já
Espero, há tempos, que isto caia...

Também o devo avisar
Que estou um pouquinho "a leste"
Pois nem para me informar
Me deu neste tempo agreste

Em que estou tão "empenada",
Tão incapaz de mover-me
E tão "cheia de não presta"

Que já nem sirvo pr`a nada
E até começo a esquecer-me
Da memória que me resta...


Escrevi isto a sentir cada palavra, mas sorrindo, embora seja verdade. O meu sentido de humor está a tentar compensar as outras falhas todas... é o que me vale!
Beijinho, Poeta!
De poetazarolho a 5 de Abril de 2012 às 07:13
O chá está a brilhar.
De poetazarolho a 6 de Abril de 2012 às 00:18
“Don’t give up”

Com orgulho terra nossa
Crescemos fortes então
Não tentem fazer mossa
Do sonho não abrimos mão

Foi sonho que sonhámos
Muito além de simples visão
Quando nada conquistámos
Firmes estamos na missão

Não há forma de desistir
Mesmo na terra em chamas
Mesmo de orgulho ferido

Estamos aqui p’ra resistir
No seio de tantos dramas
De tanto ataque desferido.
De poetaporkedeusker a 6 de Abril de 2012 às 01:25
Se for como eu acredito,
Alguns de nós não desistem...
Mas reconheço e admito
Que muito poucos resistem...

Temos defeitos, bem sei,
Mas merecemos viver
E não acredito em lei
Que outra coisa ouse dizer...

Com políticas diferentes
E outras formas de cá estar,
Acredito que é possível,

Nestes tempos emergentes,
Muitas das vidas poupar
De forma muito exequível...

Demorou um pouco porque a net caiu por duas vezes e eu estou mesmo quase a dormir, Poeta.
Abraço grande! :)



De poetazarolho a 6 de Abril de 2012 às 00:19
A NOSSA IMAGEM

Se, às vezes, leio jornais
ou vejo televisão,
órgãos ditos sociais
para a comunicação,

descubro sempre sinais
de uma interrogação
que me salta à razão
por razões sentimentais...

de um deus, feitos à imagem,
talhados com simetria,
desse deus somos miragem,

que afinal ao fim e ao cabo
nós somos só fancaria
feita à imagem do diabo.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 6 de Abril de 2012 às 01:03
Não sei se o somos ou não...
Talvez o possamos ser,
Mas faz-me muita impressão
Ser, tão só, como eu disser...

Talvez noutra situação
Lhe pudesse descrever
O quanto assiste à razão
Do que acaba de dizer...

Mas não penso em fancaria
Quando penso em qualquer vida
Seja ela humana, ou não seja

Nem tão pouco a fantasia
Me leva a estar dividida
Ou a criar deus que eu veja...

Boa noite, amigo Eduardo!
Muito grata pelo seu sonetilho a que demorei um pouco a responder porque estou a debater-me com o sono para conseguir ver um filme, "Le jour de la jupe", que está a ser exibido na RTP 2.
Acredita que estive três dias sem ligar a televisão?
Agora pareço uma palerminha... e estou mesmo a gostar deste filme. A gostar muito.
Um abraço e os meus votos de uma doce Páscoa para si e esposa.








De poetazarolho a 6 de Abril de 2012 às 08:14
O chá está em harmonia.
De poetaporkedeusker a 6 de Abril de 2012 às 13:59
Poeta, vou ter de beber esse chá a correr... não sei o que se passa, mas a net está num daqueles dias em que falha a cada dois minutos e o sapo... olhe, não sei se é da Primavera, mas veja como ele me apresentou o texto do sonetilho de hoje! Ficou tudo com ligação directa ao Sapo Fotos e numa letrinha que mal se consegue ler...
Mas eu vou já!
Abraço grande!

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