.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

SONETO MUSICAL ou Ousar a Melodia

Sobre tudo o que nasça e que se exprima
Em forma do que nunca vos direi,
Desse enigma me basta, eterna, a rima
Pr`a falar-vos do muito que eu não sei

E, mesmo que não haja quem redima
Quantas lacunas já por cá deixei,
Que importa se de música se anima
O quanto quis dizer, mas não logrei?

Jamais duvidarei de alguém que entenda
Que ousar a melodia é dar-lhe a voz
Que expressa o seu sentido universal,

Ou que, ao ouvi-la, exulte e compreenda
O quanto dela vibra em todos nós
Se o ritmo que alcançou foi musical…

 

 

Maria João Brito de Sousa -02.04.2012 - 15.15h

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 02.04.2012 – 14.53h


sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 15:15
link do post | "poete" também! | favorito
|
38 comentários:
De jabeiteslp a 2 de Abril de 2012 às 16:43
e os deditos pequenitos
às vezes aflitos
sempre dedicados
às faseadas harmonias mais complicadas...
um tiriri daqui ou ali
lá lá lá de lá em ressonâncias delicadas...

viva a musica....
De poetaporkedeusker a 2 de Abril de 2012 às 17:17
:)) Olá, Anjo da Esquina!
Esta fotografia já tem mais de quatro anos e os pequeninos já devem estar bem grandinhos... mas o que eu queria mesmo era chamar a atenção para a musicalidade da poesia rimada... a outra, pode ou não tê-la, mas a poesia rimada deve ter musicalidade.
Tudo bem por aí? Eu já vou espreitar!
Abraço!
De jabeiteslp a 2 de Abril de 2012 às 18:45

uma grande tarde
que eu
andava a tentar filmar um grilo
mas com chuva
nem senti-lo....hé hé hé só umas flores...

joca
De poetaporkedeusker a 2 de Abril de 2012 às 19:40
:))) Mas deu verso rimado!

Numa tarde em que chovia
Fui tentar filmar um grilo...
Nessa tarde, eu bem o queria
Mas, c`a chuva... nem senti-lo!

Roubei a ideia e as palavras! Ficou uma quadrazita em redondilha maior. Vou levar-lha aí!
De jabeiteslp a 3 de Abril de 2012 às 14:19
beijinhos

De poetaporkedeusker a 3 de Abril de 2012 às 16:50
:)) Retribuo!
De jabeiteslp a 3 de Abril de 2012 às 20:35
"Que ousar a melodia é dar-lhe a voz"

bela noite
De poetaporkedeusker a 3 de Abril de 2012 às 22:17
Eu acho que é... :)
De jabeiteslp a 4 de Abril de 2012 às 14:06

uma bonita tarde
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 14:36
:D Bonita e ventosa tarde, Anjo da Esquina!

Tenho, neste soneto, um pequeno erro de musicalidade... ironia das ironias! É como uma nota desafinada numa sinfonia e eu só dei por isso hoje de manhã...
Onde se lé "Pr`a vos falar" deveria estar "Pr`a falar-vos". Vou emendar agora, enquanto me lembro...
Abraço, Anjo!
De jabeiteslp a 4 de Abril de 2012 às 18:10

aqui tudo calmo
tempo enfronhado
de pouca simpatia
envergonhado...

chover
poderá acontecer
sol
uns pungentes
raiozitos de ofuscados e desditos...

e sobre o falar
assim ou como era
será primavera....pra mim...

pois da liberdade
será...o à vontade...
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 20:12
Por cá esteve ensolarado
Mas com nuvens à mistura
E fez um vento danado
Que não sei se amanhã dura...

Viesse chuva, viesse,
Que até não gostando dela,
Lhe ergueria, como prece,
A poesia mais bela...

Faz-nos falta essa chuvinha
Que se resolveu esconder
Durante o Inverno inteiro...

Depois vai faltar farinha,
Vai faltar grão pr`a moer
No moinho do moleiro...


Já está! :D Vou levar-lho!
De Demasiado tímido a 16 de Abril de 2012 às 18:03
Nao vi erro...vi beleza! Soou bem. Beijinho!
De poetaporkedeusker a 16 de Abril de 2012 às 23:58
Obrigada, amigo/a! :)
Esqueci-me completamente de tirar o "demasiado tímido" com que apelidei os comentadores anónimos... já nem me lembrava de o ter escrito...
Abraço!

De poetazarolho a 2 de Abril de 2012 às 23:17

“Novas de Abril”

As notícias são iguais
De ontem às d’amanhã
As de hoje são demais
Assinada uma cidadã

Na escola um tiroteio
No bairro houve facadas
E entretanto de premeio
Umas miúdas atacadas

Um político corrupto
Administrador ladrão
Sem abrigo assassinado

Logo a seguir abrupto
Veio o tempo da monção
Temos um Abril molhado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 2 de Abril de 2012 às 23:49
Mas que trágicas notícias
Que o Poeta me vem dar!
Antes fossem as "delícias"
Pelas quais eu vou passar...

Mas, respondendo a correr
Porque estou muito apressada,
Não sabendo o que dizer,
Já nem lhe digo mais nada...

Venha Abril, seco ou molhado,
Pois será sempre bem-vindo
Se trouxer consigo o povo

Março está (todo) acabado
E Setembro muito findo...
Venha então Abril de novo!


Poeta, vou ter de me ir deitar... arranjei boleia para o hospital, mas terei de me levantar de madrugada para deixar os animais tratados.
Já viu a sua cx de correio? :)

Abraço gde!
De poetazarolho a 3 de Abril de 2012 às 11:06
O chá construiu uma ponte.
De poetaporkedeusker a 3 de Abril de 2012 às 11:18
:) Vou até lá!
De ligeirinha a 3 de Abril de 2012 às 18:57
Como estás?
De ligeirinha a 3 de Abril de 2012 às 18:58
De poetaporkedeusker a 3 de Abril de 2012 às 22:21
Bem, pelo menos... alegre, estás!
Ainda não fui ao correio... está avariado
nem te disse ... mas tu já sabes!

Beijinho!
De poetazarolho a 3 de Abril de 2012 às 23:53
POEMA COM POETA (Recordando o José Mestre)

O meu poeta existia
um verdadeiro poeta
creio que era profeta
p´lo que via e antevia

nem um verso escrevia
que a poesia discreta
que dizia todo o dia
não conhecia a caneta.

muito aprendeu com o vento
na escola dos montados
estendido ao relento

e não queria o pensamento
de muitos que são letrados
e a quem falta o merecimento

Eduardo
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 00:10
Não duvido e bem conheço a maravilha que é a poesia do Aleixo, amigo Eduardo! A poesia nasce mesmo connosco...
Peço-lhe desculpa por não responder de forma mais "musical", mas estou mesmo a cair de sono... levantei-me muito cedo e já mal vejo as letras.
Muito obrigada e um abraço grande para si e esposa!
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 14:56
Poetas, tal como o vento,
Nunca sabem quando vem,
Do poema, o estranho alento
Que sabem cantar tão bem

Donde lhe surge o sustento
- quando menos lhes convém... -,
Nem as razões desse intento
Que nas rimas se sustém

Mas sabem que é seu dever,
Mais do que a sua paixão,
Nunca deixá-lo morrer

Pois, haja lá o que houver,
Nem que seja maldição,
Ele não deixa de nascer...


Promessa é promessa e eu sempre me esforço por cumprir uma promessa que tenha feito... :)
Sei que, às vezes, me esqueço, noutras, torna-se-me mesmo impossível... mas eu vou tentando.
Um grande abraço, amigo Eduardo!

De poetazarolho a 3 de Abril de 2012 às 23:55
“Velho rico”

Descobri que faço parte
Da lista dos mais ricos
Não tenho lote em Marte
Tão pouco bens magníficos

Mas também não preciso
Para figurar nesta lista
Basta que seja conciso
Mesmo sem ser artista

Ou aprendiz de mágico
Deves sentir capacidade
E ser mais que aprendiz

Fugir ao destino trágico
Sentir tua a felicidade
Por fazer o outro feliz.
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 00:12
Poeta, já nem vejo o que escrevo... respondo amanhã, quando vier do laboratório.
Abraço grande!
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 15:15
:)

Há sempre imensa alegria
N` alegria de o fazer...
Não é vã filosofia
O que acaba de dizer!

Nestes sonetos que escrevo
- são tudo o que posso dar... -,
Vou pagando quanto devo
E talvez possa sobrar...

Deste lado do ecrã
Deste meu computador
- que também é todo vosso... -

Esforço-me, de forma sã,
Como um bom trabalhador;
Só paro se mais não posso!


Abraço grande, grande! :)

De poetazarolho a 4 de Abril de 2012 às 07:33
O chá não se lamenta.
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 10:50
Não protesta nem nada? Mau sinal, nos tempos que correm...
Mas estou aqui de fugida. Hoje tenho mesmo de ir ao laboratório.
De PaperLife a 4 de Abril de 2012 às 12:24
Falando por mim, há duas coisas que me são essenciais: a música e a poesia :)
Juntar as duas numa, é obra :D

Como tens estado Maria? :)
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 14:21
Olá, Paper! :D

Ainda não consegui "digerir" a ideia de estar tão limitada do ponto de vista físico, da mobilidade... mas o que é facto é que estou mesmo. É a diferença entre a degeneração natural do tecido conjuntivo, que todos temos, porque vai acontecendo progressiva e lentamente quando entramos na velhice, e a "doença degenerativa do tecido conjuntivo" que é a aceleração precoce e menos regular desse mesmo envelhecimento. Da dor de dentes, estou melhor, de momento... mas não tardará que volte... os dentes cariaram, apesar de terem sido tratados não há muito tempo...
Como vão as coisas contigo? Eu já dou um pulinho até aí!
De PaperLife a 4 de Abril de 2012 às 17:30
Isso não anda nada bem então :/
Desejo-te as mais sinceras melhoras :)
Eu estou bem Maria, obrigada :)

Caso não volte aqui tão cedo, desejo-te uma boa Páscoa ^^
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 19:56
Uma boa Páscoa também para ti, Paper! Vais de férias? Se fores, que tenhas um excelente descanso... isto é muito, muito mais cansativo do que possa pensar quem não esteja por cá com a regularidade e o empenho com que nós, bloggers, estamos...
Beijinho grande!
De PaperLife a 5 de Abril de 2012 às 10:11
Não Maria, não vou de férias :)
Até porque, para a semana tenho frequências :P Vou passar a Páscoa como todos os anos, com a família :)

É verdade, pode parecer que não, mas é cansativo para nós... e se andarmos aqui sempre, parece que depois perdemos o gosto, não sei :/

Não comas muitas amêndoas :P
De poetaporkedeusker a 5 de Abril de 2012 às 15:15
É mesmo muito cansativo, sobretudo para quem está a caminhar para a velhice e "toda avariada"... :))
Boa Páscoa e boa frequência! Bj!
De golimix a 4 de Abril de 2012 às 18:45
A música está aqui,
a música está acolá
a música esta nos corações
a música não quer atenções
só quer simplesmente encantar,
viver, ansiar e trotar!


Beijinhos
De poetaporkedeusker a 4 de Abril de 2012 às 20:39
Ai, que raiva! Eu já te tinha respondido e a net "apagou-se" e levou-me o comment...
Mas sei que falei das perguntas de que me lembro sempre que te "vejo", para, logo a seguir, me esquecer de novo :(

Música, essa omnipresente,
Que está sempre onde houver vida,
Que se adivinha e se sente
Mesmo numa flor colhida!

E, matematicamente,
Surgirá, mesmo escondida,
De cada humilde semente,
De cada gesta parida...

Musical, cada amizade,
Cada poema surgindo
De um esboço de liberdade

E até mesmo da saudade
Surge a música, sorrindo,
Pr`a tão estranha humanidade...


Pronto! Falava-te muito de matemática no meu comment anterior... :)
Beijinho!
De golimix a 5 de Abril de 2012 às 11:45
;)

A minha net também anda no desvario. Volta e meia dá-lhe destes achaques...

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