.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 25 de Março de 2012

NÃO DESISTIR, ROSNANDO...

 

Aqui maldigo a dor que não se inventa,
Aquela que transforma o gesto em dor,
A que arrasa e destrói aquel` que enfrenta
Aquilo que na vida, há de pior

E "rosno" contra a dor que me atormenta
Como se assim pudesse pressupor
Que se sumisse, quando o que a sustenta
É nem sequer saber o que é temor…

Mas, apesar de tudo, ao enfrentá-la,
Ao dizer-lhe que não me irei render,
Ao renegá-la, ao resistir-lhe tanto,

Talvez seja possível controlá-la,
Mesmo que ela não pare de doer;
Rosnar-lhe-ei assim que evoque o pranto.

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 25.03.2012 - 15.31h

 

 

 

 



sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 15:31
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55 comentários:
De golimix a 25 de Março de 2012 às 16:11
Deixo-lhe um que já fiz há uns tempos,

A força do Adamastor!

Preciso de força,
Força para soprar,
Soprar para bem longe!
A dúvida que pressiona, a tristeza que ensombra, a dor que se demora...

Preciso tornar-me no Adamastor
Soprar as más marés,
As más ondas
e ficar...

Ficar assim...
Assim em silêncio.
Só a existir no abraço do teu sorriso...


E porque está tudo na preguiça, eu também vou preguiçar....
De poetaporkedeusker a 25 de Março de 2012 às 16:24
:D Obrigada, Golimix!
Gosto deste teu poema! Não importa que a minha dor seja muito mais física e nem sequer se dê ao luxo de me dar um pouco de espaço para ter tristezas ou dúvidas. Entendo, ainda que esta dor de dentes e ouvidos me tenha transformado, pontualmente, num bicharoco egoísta que só consegue tentar concentrar-se no seu próprio alívio.
Não devo conseguir responder a mais comments por hoje. A net, ontem, estava muito instável e eu, com febre e dores, fico sem paciência para estar constantemente a reiniciar a ligação... mas ainda te respondi, a ti e à Paper Life. Fui ao teu blog e deixei lá um comment que se "evaporou" numa quebra da ligação...
Beijinho!
De poetazarolho a 25 de Março de 2012 às 18:56
Um cházinho para acalmar o mal.
De jabeiteslp a 25 de Março de 2012 às 22:43

sei como são essas dores
vemos tudo sem muitas cores....

muita coragem

uma boa noite de sono...se
jocas
De ligeirinha a 25 de Março de 2012 às 22:59

Oh querida poeta! Espero que estejas melhor da maldita dores de dentes! eu tambem cá tenho um meio partido que me dá agua pelas barbas. Tenho mesmo que tirar o que resta dele.É todos os dias a incomodar....
Gostei tanto da tua minha definição....é isso mesmo tal é qual....Quando gosto dalguem abro as "portas" de par em par! Aconteceu isso contigo....És o meu refugio secreto!!!!
Beijinhos e as melhoras!
bas
De poetaporkedeusker a 25 de Março de 2012 às 23:35
Estou mesmo aflita, Ligeirinha! Até o ouvido me dói e desconfio que não é dor reflexa porque isto começou tudo com uma crise de sinusite - quisto de retenção - do lado direito. Nem tenho conseguido responder porque a dor é demasiado grande para eu conseguir dizer qualquer coisa de jeito. Estou mesmo furiosa! Isto é lá normal?! Uma atrás da outra, nem sequer tenho tempo para respirar fundo um bocadinho!
Ao menos fico contente por gostares do comment...
Beijinho!
De jabeiteslp a 26 de Março de 2012 às 10:41
as melhoras
e um bom dia pra ti

já consegui descarregar o filme... fiiuuuuu



De poetaporkedeusker a 26 de Março de 2012 às 12:55
Obrigada, Anjo da Esquina. A dor continua por cá, mas estou demasiado cansada para me enfurecer, como ontem :) Digamos que estou "danada", mas só por dentro.
Já vou ver o teu filme.
Abraço!
De jabeiteslp a 26 de Março de 2012 às 15:53



a melhor das tardes
De poetaporkedeusker a 26 de Março de 2012 às 19:17
O mesmo para ti, Anjo da Esquina! :D
De poetazarolho a 26 de Março de 2012 às 21:14
O chá hoje está em dúvida.
De poetazarolho a 26 de Março de 2012 às 21:22
“Mover montanhas”

Minha fé move montanhas
Mas nenhuma se moveu
Consultei minhas entranhas
Vi que a fé afinal morreu

Subi ao topo da montanha
Em busca de uma nova fé
Descobri uma coisa estranha
Não existia montanha ao pé

Tinha fugido para longe
Como prova desta crença
Que faz montanhas correr

Vi a estranheza num monge
Que testemunhou a presença
De uma montanha a mover.
De poetaporkedeusker a 26 de Março de 2012 às 23:10
:) Olá, Poeta! Aqui vai, mesmo com dor de dentes;

A minha move as planuras
E sabe erguê-las no ar
Sem tremores, sem amarguras,
Só à força de as sonhar...

Entre as coisas menos puras
Que esta fé sabe alcançar,
Sem ter de enfrentar tremuras,
Estará sempre "acreditar"

Talvez chegues mais depressa,
Mas eu sei bem que é assim
Que se chega onde se deve

E, pr`a que a coisa aconteça,
Só se descobre, no fim,
Que essa montanha era leve...

E já estou a sorrir, Poeta, com o que para aqui vai... mas tenho de ir ao hospital, amanhã. Não sei se posso ficar mais do que uns minutos...
Abraço grande para todos! :D

De poetazarolho a 27 de Março de 2012 às 17:33
O chá não é culpado.
De poetaporkedeusker a 28 de Março de 2012 às 00:36
Tinha-me escapado este chá, Poeta...
De poetazarolho a 27 de Março de 2012 às 17:40
“Convicções sem rosto”

Não queira que o poeta
Escreva só do interior
Pode uma ideia abstracta
Procurar algo maior

Um poeta pode superar
Tudo aquilo que conhece
Pode mesmo intentar
Contra a vida me parece

Mesmo sem poeta ser
Mas dono de imaginação
Pensar já sem escrever

Escrever já sem sentir
Alguém roubar sua mão
E usá-lo para se exprimir.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 27 de Março de 2012 às 18:39
Ah, Poeta... estou literalmente mais morta do que viva... vou tentar...

Não sei se aceito essa ideia
De "alguém" nos roubar a mão
Quando a alma, estando cheia,
Explode em força de vulcão...

Mas sei de quem acredita
E sei que os respeitarei
Mesmo quando a mão me hesita
Em passos que nunca dei...

Sei que os meus falam do mundo
Que os meus olhos podem ver
E a razão pode alcançar,

Do que sinto, do mais fundo
Do que em mim nasce ao escrever
Quando me tento expressar...


Pronto, lá saiu... :) mas continuo com a dor no ouvido, a febre e o cansaço levado ao extremo pela ida ao hospital. E, no dia 3... outra vez... nem sei se aguento.
Abraço grande!

De poetazarolho a 27 de Março de 2012 às 20:45
“Sierra Madre”

El comandante supremo
De lutas há muito perdidas
Não chegou a estar enfermo
Mas curou muitas feridas

Só não pôde ser curado
Das que lhe floram infligidas
Por feridas assassinado
Essas que nos eram devidas

Mas que com ele partiram
Sei que muitas mais partirão
Pois não há luta de verdade

Os que a luta assumiram
Foram comprados a tostão
P’ra mal da humanidade.
De poetaporkedeusker a 27 de Março de 2012 às 22:00
Nem todos serão compráveis...
Muitos sempre lutarão
Por ideais mais louváveis
Com a força da paixão

O que sempre recordamos
Assim o fez, por inteiro,
Sem temer os grandes amos,
Renegando o deus-dinheiro...

Mas tornemos a pensar
Nos jovens que estão doentes
Com graves patologias

Há que atender e tratar,
Só depois lançar sementes
De outras novas teorias...


Há quem pense em dar saltos maiores do que as pernas que tem, Poeta. Não estou a falar de si, mas de muitas pessoas bem intencionadas - não ponho em causa as intenções - que pensam conseguir fazer o que não conseguem, efectivamente. Nem tudo se cura com ervas, massagens e boas energias. Também nem tudo se consegue curar com os avanços da ciência, é verdade... mas pensemos - MESMO - nas muitas, muitíssimas pessoas que estão dependentes de tratamentos clínicos muito complexos e rigorosos. Atenção! Há por aí mais charlatães - alguns bem intencionados, repito - do que alguém pode imaginar. A ignorância é uma mãe pródiga e trepa por tudo quanto é sítio, baseada em "estudos" que pouco ou nada têm de real. Façam-se as coisas com a calma necessária para que, mais tarde, alguns de nós - eu não estarei por cá, de certeza - não se possam vir a sentir culpados da morte de milhares de cidadãos... tanto ou mais do que as medidas de austeridade das troikas.
Desculpe-me este apelo que, muito provavelmente me vai deixar mal vista perante gregos e troianos, mas prevejo - com racionalidade qb - que a ignorância corre o risco de fazer tantas vítimas quanto a sua irmã ganância...

E, agora, o abraço grande! :) Se leu aquele email que lhe enviei, pense nele maduramente.





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