.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

ESSE LOUCO GALOPE DO CORCEL DAS PALAVRAS...

 

 

Prenúncio da vontade em gesto vago,

Vai-me descendo a mão sobre o papel

E sinto que me invade o tal corcel

Da singular magia desse afago!

 

Dele me nasce a palavra; o resto, trago

Dentro de mim, gravado com cinzel,

Por baixo desta minha humana pele

Onde o tempo, ao passar, fez algum estrago…

 

Mas que me importa a mim que o tempo passe

Se dele surge a palavra, irrompe a frase

Que justifica o esforço da corrida?

 

Não fosse esse o corcel que eu cavalgasse

E – quem sabe? -  o poema me ignorasse

E eu perdesse o sentido à própria vida…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 23.02.2012 – 18.47h

 

 

Imagem retirada da net, via Google

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 19:08
link do post | "poete" também! | favorito
|
97 comentários:
De poetazarolho a 23 de Fevereiro de 2012 às 23:33
“Dona banca”

Das tristezas alegrias
E das tripas coração
Assim vão nossos dias
Embora digam que não

Os milhões são p’rá banca
Para nós são os centavos
Que saudades da D.Branca
Não ficava p’los alinhavos

Era a banqueira do povo
Com uns juros à maneira
Nunca se viu noutro lado

Agora no tempo novo
Vai-t’embora ó banqueira
Povo quer-se amedrontado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2012 às 01:04
O truque dela era o mesmo
E eu vi muito boa gente
Empatar dinheiro a esmo
E ficar muito contente...

Mas, deste sono que tenho,
Não sairão grandes versos...
Estou quase a "serrar o lenho"
Sobre os caracteres dispersos

Num teclado que mal vejo,
Sentada em madeira pura
Só por pura teimosia...

Talvez não caia... fraquejo!
A cadeira, embora dura,
Já de cama serviria!


Não estou muito segura de ainda conseguir responder ao próximo, Poeta... esta descrição "sonetilhal" - de neologismos, gosto muito! - foi muitíssimo fiel à minha pontual realidade... :)

Abraço grande!




De poetazarolho a 23 de Fevereiro de 2012 às 23:36
“25”

Maior que o pensamento
Maior que tod’a saudade
25 anos foi um momento
Mas pareceu a eternidade

Traz outro amigo também
Para escutar sábia melodia
Venha quem vier por bem
Num e noutro e noutro dia

Tod’a primazia à palavra
Que o nobre ideal traduz
Seja lei a fraternidade

Consigamos nesta lavra
Sementeira que não reduz
Cada irmão à obscuridade.
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2012 às 01:24
Tão maior que o pensamento
Que, tanto quanto senti,
Ontem à noite, sustento,
Ele estava connosco, aqui!

Renasceu em todos nós
E, por momentos, garanto
Que,através da sua voz,
Vibrava, ao vivo, o seu canto!

Assim, dessa estranha forma
Que não consigo explicar,
Venceu, da morte, a tal lei

E, já liberto da norma,
Continua a militar
Mais do que eu conseguirei!


Poeta, o Zeca é, para muitos, muitos portugueses, um cantautor que nunca morrerá!
Eu que, nessas coisas, até sou bastante pragmática, tive a nítida sensação de o estar a ouvir ao vivo. Foi uma coisa espantosa, pelo menos para mim...
Abraço grande, Poeta! Zeca, sempre!

De poetazarolho a 23 de Fevereiro de 2012 às 23:41
Temos chá a três., aceita?
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2012 às 00:45
Aceito sim, Poeta! :)
Estou é novamente atrasada... mas também gosto do chá frio... :))
De Simbologia do aMoR a 24 de Fevereiro de 2012 às 17:33
Linda imagem deste grupo de corcel
E o soneto... lindo!

Como está, td bem?
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2012 às 22:32
Olá, Vera! :)
Se eu te responder que me sinto fisicamente bem, vou estar a mentir... e muito! Acho que apanhei uma gripe em cima das "mazelas" crónicas do costume... mas como vais tu? Eu tenho sido muito mal comportada nestas coisas de visitar os amigos, eu sei! Aqui há tempos, passei pelo teu blog e ele estava privado... também é verdade... :)
Espero que estejas bem!
A foto foi "roubada" da net... eu nem sequer tenho memória no meu telemóvel para tirar mais fotografias... e é um telelé velhote, com o teclado todo encravado. Muito menos me ando a passear por aí, amiga... as coisas, por cá, vão mazitas...
Um abraço grande!
De Simbologia do aMoR a 6 de Março de 2012 às 17:48
Agora estou melhor.
Já estive pior com a morte de minha mãe, às vezes ainda choro muito de saudades.
Depois disso tive um surto como aquele que tive em Portugal, aliás não sei se é surto, delírio, mas tive também novamente premonição e esta foi sobre minha mãe que ia falecer. Foi muito difícil pra mim pq fiquei calada sem dizer nada pra ninguém, só mesmo depois que aconteceu. Agora, ainda estou sob medicação. Se Deus quiser vou melhorar e pretendo fazer novamente outra viagem à Portugal no mês de julho.

Um abraço
Espero que tenha dado tudo certo com você.
De poetaporkedeusker a 6 de Março de 2012 às 18:43
Eu sei bem como custa, amiga. Ainda me vou lembrando muito da minha e até, cada vez mais, do meu pai que já partiu há 25 anos! Cada vez avalio melhor a riqueza que foi ter um pai tão virado para a ciência e para as letras... um homem com os seus defeitos, como todos nós, mas extraordinário no que tocava a transmitir conhecimento sem impor coisa nenhuma.
Tenho a certeza de que vais sentir-te melhor com a passagem do tempo. Nós não agradecemos ao Tempo mas ele é um grande amigo no que toca a sarar as feridas da alma.
Hoje estou contente porque veio cá um técnico do Oeiras Está Lá! - um serviço prestado pela Câmara de Oeiras aos munícipes idosos, pobres ou doentes - e ele lá conseguiu por-me a televisão a funcionar, com uma antena interior. Para quem estava em casa, sem qualquer contacto, sabe muito bem! E olha que eu nunca fui uma daquelas pessoas que estão sempre agarradas à televisão. Mas gostava de ver o telejornal, um ou outro programa e um filme, de vez em quando...
Beijinho, Vera!
De poetazarolho a 24 de Fevereiro de 2012 às 20:54
Cházinho frio está servido.
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2012 às 22:25
Já lá estive... mas hoje não pode ser muito frio. Toda eu "tremelico" de febre... :(
De poetazarolho a 24 de Fevereiro de 2012 às 22:36
Então aqueça-o bem e vá-se agasalhar, boa noite e as melhoras.
De poetaporkedeusker a 25 de Fevereiro de 2012 às 00:50
Até amanhã, Poeta!
De poetazarolho a 24 de Fevereiro de 2012 às 21:20
“Mimos na escuridão”

O barco é um e um só
O mal que me reservas
De ti também tenho dó
Pelo que terás nas trevas

Se me queres asfixiar
Toma lá muito cuidado
Não possa faltar-te o ar
Por estar contaminado

Quem te avisa é amigo
Vêm tempos de escuridão
Começa já a preparar-te

Que eu cá não consigo
Depois estender-te a mão
Estando a pontapear-te.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2012 às 22:20
O meu barco não mudou
Nem se curva o timoneiro
Porque a borrasca abalou
O seu casco, todo inteiro!

Sei que as ondas se revolvem
Em torno de que quem naufraga,
Que em mil perigos se dissolvem
Anseios de alcançar "plaga"

Porém se a tripulação
Foi lançada à sua sorte
Sem esperança de sobrevida,

Que mais quer o capitão
Senão segui-los na morte
Que a ele lhe for concedida?

Até já, Poeta... ainda fiz este...




De poetazarolho a 24 de Fevereiro de 2012 às 21:24
“Revolução em torno do eixo”

Mundo em transformação
Às voltas do eixo a rodar
Não chegou à revolução
Só porque roda devagar

Mas dá muitas revoluções
Deixando-nos cá a pensar
Se são apenas rotações
Como se irá transformar?

Não sabemos a resposta
Mas a terra no-la irá dar
Porque esta insatisfação

Não se fica pela proposta
Algo vai ter que mudar
Chegue a revolução ou não.
De poetaporkedeusker a 24 de Fevereiro de 2012 às 21:57
Todo o seu significado
Se encontra na explicação
Do Poeta ter contado
O que é a Revolução

Porque, de tudo que diz,
Nos surgem revoluções
E, às vezes, um aprendiz
Desconhece outras razões...

Por isso, a verdade é esta;
O que irá sair daqui
Ninguém nos sabe dizer

E outra coisa nos não resta
Senão esperar que ela, em si,
Nos queira, então, receber...


Este saiu nem sei como, Poeta. Não me sinto nada bem e estou com febre, apesar do paracetamol. Suponho que seja uma simples virose mas, em cima do resto, faz mossa...
O Kico também voltou a sujar-se todo e eu não garanto que consiga responder a mais algum sonetilho...
Abraço grande!
De poetazarolho a 25 de Fevereiro de 2012 às 11:10
Parece que desta vamos conseguir concretizar, da outra vez não havia tempo.

De poetazarolho a 24 de Fevereiro de 2012 às 22:34

Perdão era toalha pintada. Será chá a três em que todos aparecem ? Esteve quase para acontecer, combinaremos data, hora e local e se houver comum acordo bebemos e cavaqueamos !?

De M.Luísa Adães a 25 de Fevereiro de 2012 às 09:49

Vamos combinar dia e hora e seremos três.

Abraço,

Mª. Luísa

De poetaporkedeusker a 25 de Fevereiro de 2012 às 12:09
Estou quase com 40º de febre... é melhor não fazerem planos de curto prazo para mim.
abraço.
De poetazarolho a 25 de Fevereiro de 2012 às 18:52
Não há ainda e terei sempre que falar consigo antes da combinar, a seu tempo.
De poetaporkedeusker a 27 de Fevereiro de 2012 às 18:23
Cheguei agora do Centro de Saúde. A médica do hospital só disse que era infecção grave mas a do CS disse que é mesmo broncopneumonia bilateral. Estou que não me aguento.
Abraço. Mal consigo escrever.
De poetazarolho a 25 de Fevereiro de 2012 às 15:21
O chá a três hoje é às três.
De PaperLife a 25 de Fevereiro de 2012 às 16:57
Espero que esse corcel continue a cavalgar,
Pois enquanto assim for
Continuarei a ler e a adorar
O que escreves com tanto amor ;)
De poetaporkedeusker a 26 de Fevereiro de 2012 às 11:58
Por agora estou "de molho", Paper. Cheia, cheia de febre.
Bjo!
De PaperLife a 26 de Fevereiro de 2012 às 12:04
Isso está mesmo mau :/
As melhoras Maria... Se precisares de alguma coisa, no que eu puder ajudar, conta comigo :)

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