.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

(DES)ARMADOS

 

 

Armados da certeza que não morre,

Seremos sempre os filhos da verdade

E, sobre esta injustiça que nos cobre,

Semearemos cravos de vontade!

 

Armados, desarmados… como seja

Próprio ao desenrolar deste momento,

Anularemos jugo, insulto, inveja,

Daqueles que nos roubaram o sustento!

 

Cairão sob as armas que não temos

Aqueles que acreditarem que os tememos

E uns tantos que se vendem ao poder

 

Porque amanhã decerto venceremos

E (des)armados vamos porque cremos

Que quem de amor se armou, tem de vencer!

 


 

Maria João Brito de Sousa – 14.02.2012 – 13.38h

 

 

 

Imagem retirada do mural de G Moura Moura, no Facebook

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 13:58
link do post | "poete" também! | favorito
|
58 comentários:
De poetazarolho a 14 de Fevereiro de 2012 às 19:45
“Nascer ao sol”

Nascer em Portugal
Antes valia não fosse
Uns com febre andam mal
E outros cheios de tosse

Com catarro e rouquidão
Muitos também há por aí
Outros mal do coração
E com caspa também vi

Há as taxas moderadoras
Do sistema hospitalar
Para moderar as entradas

Não vi taxas franqueadoras
Para o acesso franquear
Mas vi sol nas esplanadas.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2012 às 20:41
Ah, que pena! Deveria ter deixado aqui aquelas sextilhas zangadas... aqui seria o sítio mais correcto...
Vou buscá-las e faço, depois, uma resposta para o outro sonetillho :)
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2012 às 20:42
Venho aqui pr`a vos contar
Que o despacho de saúde
Que me cobria as receitas,
Já deixou de vigorar!
Compro antes um ataúde
Pr`a ficar de contas feitas!

Hoje, em dois medicamentos,
Vou gastar mais que o que tenho
Porque já não tenho nada!
Não se queixem dos lamentos
Porque eu vou franzir o cenho!
Não fico neutra e calada!

Não compro e também não calo
Quanta injustiça flagrante
Venha em novas directrizes!
Quantas mais surgem, mais falo,
Porque o que é mais importante
É, ver do mal, as raízes!


Abraço, Poeta! Esta denúncia é verdadeira - pelo menos passou a sê-lo hoje, na consulta - e eu não tenciono MESMO calar-me sobre o assunto. Desculpe ter-me saído em sextilhas-meias-mancas...
Até já!
De poetazarolho a 14 de Fevereiro de 2012 às 19:49
“Doce sabor amargo”

Existe uma forma de amor
Ou pelo menos um milhão
Quantas haverá de desamor
As de todos os sem coração

Que povoam a terra inteira
E se deleitam a criar o terror
Com que dormem à cabeceira
Saboreiam o nosso amargor

Como uma doce sobremesa
Somos a gelatina a tremer
O doce de amêndoas e mel

Há que colocar sobre a mesa
Um prato de carne a feder
E um doce com sabor a fel.
De poetaporkedeusker a 14 de Fevereiro de 2012 às 21:05
Gelatina, em tremedeiras,
Só se estiver com febre alta...
Mas ele há tantas maneiras
De a comida fazer falta...

Aos que semeiam terror,
Desejo boa viagem...
Que me façam o favor
De ir falar pr`a outra margem,

Que eu, hoje, estou tão zangada
Que não quero, nem aceito,
Ser convocada outra vez

Pr`á farsa mal "amanhada"
Da legislação que enjeito
E pr`á falta de "porquês"!


Olhe, foi o que saiu, Poeta... acho que estou mesmo, mesmo muito zangada com estas mudanças que vão acabar por - lentamente - matar tanta gente. Não sou tão parva quanto isso e não sou - de todo - ignorante na matéria e não estou a exagerar quando digo que estas medidas vão MESMO matar gente. Nos doentes crónicos, então, sobretudo nos reformados e nos que estejam desempregados e, como eu, a receber o RSI, vai ser uma bela razia! Eu não tenho em grande conta a inteligência e a sensibilidade dos senhores que estão, de momento, a fazer de conta que representam o povo português... ou as gentes portuguesas, se assim preferirem, mas não podem ser TÃO ESTÚPIDOS que nem sequer vejam que estão a matar os seus semelhantes!
De poetazarolho a 14 de Fevereiro de 2012 às 23:50
Há uma certeza que não morre, enquanto eu tiver para um depósito de gasóleo a Mª João há-de ter para os seus medicamentos, nem que eu vá de bicicleta para o trabalho.
De poetaporkedeusker a 15 de Fevereiro de 2012 às 01:04
Só agora vi, Poeta! Não pense nisso! O que me vai valendo é que ainda tenho umas caixinhas em casa... não dá para muito tempo, mas dá para eu fazer muito barulho! :)
E já estou a sorrir... um abraço e muito obrigada!
De linhaseletras a 15 de Fevereiro de 2012 às 00:44
Parece que está mesmo zangada, e tem razão para isso porque tem toda a razão quando diz que estão a matar as pessoas com menos poder económico, quantas vezes as pessoas estão doentes e deixam-se estar a ver se passa porque não podem paga as taxas moderadoras e os medicamentos,Mas estas coisas os nossos DES/governantes não vêm e isso é muito grave.
Temos de continuar a reclamar embora isso não nos sirva de muito mas pelo menos desabafamos.Um enorme abraço
De poetaporkedeusker a 15 de Fevereiro de 2012 às 01:01
Um enorme abraço e muito obrigada pela sua visita, amiga Idalina!
Neste momento, o que me parece gravíssimo é que as pessoas com doenças crónicas estavam abrangidas por um regime de gratuitidade na medicação comparticipada e agora não estão... a não ser que tenha sido mais um erro no sistema do centro de saúde... mas acho que não! A minha médica foi-se informar com uma colega e só depois me veio dar a "boa notícia"...
Beijinho e, quando quiser, tomamos um café! :)
De poetazarolho a 15 de Fevereiro de 2012 às 20:29
“Cidadão não”

Está caduco estado social
Caducou no mês passado
Passaram licença especial
Até à renovação do estado

Mas parece impossível
Um estado de renovação
Vejo um estado sofrível
Não sinto qualquer aptidão

Para uma política social
Já não conta o cidadão
Só já conta o contribuinte

Este cidadão está a passar mal
Proponho a sua revogação
Que venha o cidadão seguinte.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 15 de Fevereiro de 2012 às 23:44
:) Olá, Poeta! Tenho estado muito "não presta" durante todo o dia... até o acordar foi ridículo porque acordei quase à 1 da tarde e andei imenso tempo a pensar que eram 8 da manhã...
Não sei se vou, ou não, conseguir responder em sonetilho mas, para já, deixo-lhe aqui este link para divulgação http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.manifestosns.tk%2F%3Fcat%3D6&h=qAQFydRH-

Estou nesta plataforma desde o seu início e acredito que se está a desenvolver um bom trabalho, mas seria conveniente divulgar mais e por o link à disposição de pessoas que estejam dispostas a dar o seu testemunho. Até agora só lá estão dois testemunhos meus e parece que há mais um ou dois... acho pouco. Precisamos de gente que denuncie.
Até já e um grande abraço!
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2012 às 00:04
Quem está caduca, sou eu,
Que já nem rimo, nem nada...
Não sei bem o que me deu
Que pareço apalermada...

Deve ter sido do choque
De saber as "novidades"
E o resto veio reboque,
Até fiquei com saudades

Da anterior legislação
Que se aplicava aos doentes
Das doenças incuráveis...

Pagando a medicação
Ficam pior que indigentes
Com vidas insustentáveis!


Ai, parece que isto não me sai da cabeça... nem a rimar! Acho que deixo o outro para amanhã... ainda o vou ler, mas acabo sempre a falar do mesmo...
Beijinho!
De poetazarolho a 15 de Fevereiro de 2012 às 20:32
“Nova Pietà”

Na aflição foi descoberta
Está o filho morto ou ferido
A nova Pietà não é de pedra
Chaga infligida a ente querido

É a mesma de sempre afinal
Seja em pedra ou carne e osso
A chaga dos tempos é social
Cavada pelo imenso fosso

Agravada pela incompreensão
Surdez profunda da humanidade
Não ouve a constante revolução

Em marcha nesta sociedade
Onde um dia talvez pelo perdão
Surja límpida outra realidade.
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2012 às 00:25
Que imensa chaga social!
A nós, que nela vivemos,
Cabe enfrentar esse mal
Com toda a força que temos!

Nós seremos responsáveis
Pela vida do futuro
E seremos incansáveis
A derrubar esse muro

Que tem sido esta indiferença,
Este não darmos por nada,
Este deixar-nos levar...

Que a nossa humana presença
Possa ser iluminada
Pela certeza de lutar!


Este saiu-me directamente no teu blog, Maria Luísa... o Poeta que me desculpe...
também não interessa porque eu levo-o sempre aos dois... mas achei curioso porque já estou tão cansada que pensava nem responder hoje.
Abraço grande!
De poetazarolho a 15 de Fevereiro de 2012 às 20:40
Querida Professora Olga

APETECE-ME CHORAR

Cinco meses,dia adia
vieste, querida Professora,
de longe p´ra me ensinar.
No rosto sempre alegria
e amor para me dar.
E agora, vais-te embora...
Apetece-me chorar!

Na tua casa distante
deixavas o teu filhinho,
quantas vezes a clamar
em vozinha soluçante
e tu vinhas me entregar
o que era dele... o carinho.
Apetece-me chorar!

Nunca mais te esquecerei
Professora dedicada.
Sempre me hei-de lembrar
que muito do que eu sei
trouxeste no meigo olhar
em viagem arriscada...
Apetece-me chorar!

Guardo-te de recordação
dentro meu coração

Eduardo ( por Vicente )
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2012 às 19:44
Ando muito desfasada dos meus amigos poetas-comentadores... só agora vejo esta pequena pérola... mas... fico palerma de todo! Não pode ter sido o pequeno Vicente - o seu neto - a fazer este poema tão complexo! A não ser que estejamos perante o Einstein da poesia!
Tê-lo-á escrito - ou adaptado - por ele, certamente...
Coitadinho, certamente sentiu a falta de uma professora... :)
O meu abraço para vós e um especial para ele!
De poetazarolho a 16 de Fevereiro de 2012 às 22:41
Foi o avô que escreveu para o Vicente levar à professora que se vai embora.
De poetaporkedeusker a 17 de Fevereiro de 2012 às 00:05
:) Eu, numa segunda reflexão, vi que só poderia ser assim... mas esta coisa de associar muito rapidamente o poema ao autor cujo nome surge por baixo, assustou-me durante uma fracção de segundo! :)) Pensei, por um instante, que o Vicente fosse o maior génio da poesia mundial de todos os tempos :))
Um enorme abraço para todos vós :)
De poetazarolho a 16 de Fevereiro de 2012 às 22:50
“Bulimia”

A Grécia não é a Grécia
Portugal não é Portugal
Depois de tanta peripécia
Todos somos um carnaval

Os políticos são os reis
Gozam o imenso festival
E vós povo o que sereis
Neste grande desfile fatal

Somos pais da democracia
E reis da ingovernabilidade
Contribuímos para o repasto

Desta gula que é bulimia
Onde comem até à saciedade
Para vomitar de imediato.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2012 às 23:56
É mesmo isso que pretendem
Mas não hão-de consegui-lo
Porque os povos não se rendem
E até eu estou a senti-lo!

Tenho, porém, a certeza
Que nem todos são iguais;
Uns dos sentados na mesa
São "lacaios funcionais"

Do capitalismo abjecto
Que serve o seu deus-dinheiro,
Outros, são povo também!

Uns "alinham" no projecto
De ficarem "no poleiro",
Outros lutam muito além!


Até já, Poeta! :)
De poetazarolho a 16 de Fevereiro de 2012 às 22:53
“Prosa nossa”

Poesia grande mentirosa
Vê soluções onde não há
No drama solução jocosa
Da comédia a chorar sairá

E a nossa vida desditosa
Em breve se transformará
Numa comédia bem gostosa
Em que o mal desaparecerá

E se poeticamente falando
Não mais a vida vergonhosa
Que sabemos sempre haverá

Mas em poesia disfarçando
O pior é quando fôr em prosa
Tod’a normalidade retornará.
De poetaporkedeusker a 16 de Fevereiro de 2012 às 23:42
Há poesia que não mente
Porque só sabe dizer
Que é feliz, que está contente,
Ou triste, por não o ser...

E, às vezes, até na prosa
A verdade vem impor
A crueza de uma rosa
Que murchou de desamor...

Nada tem a ver com formas
E sim, com quem vai escrevendo...
Que interessa se prosa ou verso

Se está liberta das normas,
Se o que sente vai dizendo
Por mais que lhe seja adverso?


Olá, Poeta! A minha net ficou meia maluquinha, de novo... mas acho que já estabilizou um pouco.
Até já!
De PaperLife a 17 de Fevereiro de 2012 às 14:28
E faço das tuas as minhas palavras Maria!
Eles que venham, a nossa esperança será a última coisa a morrer :)

Um soneto brilhante ;)
De poetaporkedeusker a 17 de Fevereiro de 2012 às 17:11
Olá, Paper! A vida está a tornar-se insustentável para um número crescente de portugueses... vive-se um momento de enorme tensão social, amiga.
Um abraço grande e obrigada!

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