.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 18 de Dezembro de 2011

MAIS UM NATAL...

 

 

Natal… como se o Céu pudesse, agora,

Mudar, de um sopro só, a Terra inteira,

Reinventando o Mundo de maneira

A decidir quem nasce a cada hora,

 

Como se o Sol, que tanto revigora,

Fosse o supremo fim desta canseira

E a luz que dele emana, a derradeira

Função dos mil milénios da demora…

 

Natal… como se as águas não chorassem,

Como se as pradarias não pulsassem

Na floração selvagem dos seus lírios,

 

Como se as pedras não se demorassem

E as chamas, a tremer, não se apagassem

Já gastas nos pavios de antigos círios…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 18.12.2011 – 15.17h

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 20:56
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45 comentários:
De linhaseletras a 18 de Dezembro de 2011 às 23:04
Olá minha amiga, vim fazer uma visita e fiquei muito contente por ver que a sua inspiração está de boa saúde. Como sempre gostei de ler o seu soneto de Natal.
Um grande abraço e um feliz Natal
De poetaporkedeusker a 18 de Dezembro de 2011 às 23:42
Olá, amiga Idalina! É um poema muito pouco "típico" do Natal, mas é um soneto de Natal, sem dúvida... talvez porque este Natal também esteja muito mais cinzento do que o costume... ou mais cinzento do que nunca, para muitos, muitos portugueses.
Um enorme abraço e muito obrigada pela sua visita!
De poetazarolho a 18 de Dezembro de 2011 às 23:39
“Radiografia do mundo”

O mundo vai deprimir
Como deprimiu outrora
Não vai ser muita a demora
Muitas vozes se vão ouvir

Muitas vozes se vão calar
O mundo não vai decidir
O mundo até se vai rir
O mundo pode esperar

Nós é que já não esperamos
Nós somos os que choramos
Atrás de nós outros virão

Será diferente a situação
Este império vai desmoronar
Boa sorte para quem ficar.
De poetaporkedeusker a 19 de Dezembro de 2011 às 00:18
Há sempre "ascensão e queda"
Quando se fala de impérios...
Este, daqui não arreda
Nem desvenda os seus mistérios...

Tenciono ficar por cá
Enquanto o Tempo de Vida
Me quiser viva e não há
Vivência mais conseguida...

Nem mais nem menos doente,
Nem menos nem mais cansada,
Só mais tarde sorrirei,

Só no tempo de outra gente,
Só no tempo de outra estrada,
Só num tempo que eu cá sei...


Poeta, abraço grande!
As suas radiografias estão muito completas... a osteoporose é mais que evidente e só resta saber exactamente aonde se dará a primeira fractura...
De poetazarolho a 19 de Dezembro de 2011 às 20:50
“Um país viável”

O secretário de estado
Já o tinha mencionado
Nosso primeiro danado
Por não terem escutado

Veio reforçar a afirmação
Convido-vos à emigração
Para resolver a situação
Zona de conforto é que não

Se não nos prestam atenção
Repetiremos mais vezes
Nem sempre de forma afável

Vocês não são a solução
E Portugal sem portugueses
Tornar-se-á um país viável.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 20 de Dezembro de 2011 às 00:52
E, já agora, os mais velhos
E os menos capacitados...
Estaremos nós de joelhos
Perante os rumos apontados?

Eu quero morrer por cá,
Nesta terra onde nasci
E em que sou! Tanto me dá
Que me escorracem daqui!

A quem me imponha a vontade
De deixar este cantinho
Em que se me cumpre a vida

Direi, em boa verdade
E nem sempre de mansinho,
Que estou quase de partida...


Olá, Poeta! Este já me saiu a custo. Continuo menos bem e a febre sobe-me sempre à noite. A infecção está cá e já começa a provocar-me dores a sério. Acho que vou mesmo de ter de ir ao hospital ou para o hospital se for mais uma daquelas que só são sensíveis a antibióticos de uso exclusivo das unidades de internamento, como a última.
Abraço grande e desculpe mas não consigo tentar responder ao outro sonetilho. Estou mesmo atrapalhadota.


De poetazarolho a 19 de Dezembro de 2011 às 20:54
“Humanidade fracturada”

Radiografias estão tiradas
Mostram-nos as debilidades
Articulações desconjuntadas
Entre outras contrariedades

Uma osteoporose acentuada
Faz parte desta realidade dura
Quem diz que não vê nada
Será surpreendido pela fractura

A fractura será generalizada
Porque esta maleita é global
E mesmo toda fracturada

Humanidade aposta decidida
Em tudo aquilo que é letal
Porque o lucro comanda a vida.
De poetazarolho a 19 de Dezembro de 2011 às 23:52
“São Julião”

Foi no forte de São Julião
Nos arredores da cidade
Que encontraram a solução
Só pode ser a austeridade

Por isso já sabes, aguenta
Ou recorre à caridade
Senão o estado rebenta
Por não ter capacidade

Em estádios somos primeiro
E auto-estradas igualmente
Nas bombas só topo de gama

São Julião, santo padroeiro
Afastai a austeridade da gente
Quem não chora não mama.

Prof Eta
De poetazarolho a 20 de Dezembro de 2011 às 23:32
“Não roubarás”

Já sabes o estado mata
Toma com moderação
Foge antes que te abata
Ou morres do coração

Já sabes não é universal
Qualquer direito à vida
Não é declaração cordial
É a esperança dissolvida

Tu és mero contribuinte
Para esta triste realidade
Em breve serás um pedinte

A deambular pela cidade
Ou viverás no alto requinte
De quem conduz a sociedade.

Prof Eta
De poetazarolho a 20 de Dezembro de 2011 às 23:36
“Inferno mais feliz”

Afinal ainda há esperança
Pois decidiram emigrar
Os da nossa governança
Vão o inferno governar

Até fizeram a promessa
De um inferno mais feliz
À espera qu’a gente esqueça
Aquilo que um político diz

O demo é que não gostou
De ver seu espaço invadido
Mas por fim lá concordou

Em ceder o seu pedestal
Por lhe terem prometido
Baixar a conta do gás natural.
De poetaporkedeusker a 22 de Dezembro de 2011 às 23:44
Poeta, eu bem tentei... não dá mesmo. Ainda me sinto muito mal disposta e não consigo a mínima concentração necessária...
Um enorme abraço!
De poetazarolho a 23 de Dezembro de 2011 às 00:13
O importante são as suas melhoras.
Beijos e até amanhã.
De ligeirinha a 21 de Dezembro de 2011 às 05:57
Querida amiga! Achei um absurdo aquela dos trabalhos domesticos, ele há cada uma!!!! Vai ao Ligeirinha, preciso de ti..... Beijinhos grands!
De poetaporkedeusker a 21 de Dezembro de 2011 às 17:46
Não haveria problema nenhum... se eu estivesse cheia de saúde, claro! É um trabalho digno como qualquer outro... eu é que há muito deixei de estar capaz para o fazer!
Minha Ligeirinha, vou a "correro"... não estou em grandes condições e, daqui a bocado, vou outra vez ao hospital fazer o controlo do INR... no centro de saúde só com marcação de consulta e teria de me deslocar lá várias vezes... bjo!
De PaperLife a 21 de Dezembro de 2011 às 10:43
Desde que haja saúde e se tenha a família reunida, da minha parte não peço mais nada neste Natal :)

Ahah, sim... outra das minhas paixões é o desenho :D
Desejo-te um feliz Natal Maria, junto de quem mais gostas :')
De poetaporkedeusker a 22 de Dezembro de 2011 às 21:51
Olá, Paper. Desculpa a demora mas não tenho estado mesmo nada bem. Já estou no terceiro dia de antibioterapia e continuo sem me sentir melhor. Venho desejar um Feliz Natal e tentar responder aos comments porque não me sinto capaz de estar muito tempo sentada ao computador, a concentrar-me... para o Face e para responder aos sonetilhos, não dá mesmo...
FELIZ NATAL e que tenhas tudo o que mais desejas!
De poetazarolho a 22 de Dezembro de 2011 às 22:26
“Pira-te”

Não nos podem desiludir
Os políticos portugueses
Só nos conseguem iludir
Como fazem todas as vezes

Não são minhas as palavras
São do nosso presidente
Mas então o que esperavas
Ao teres que aturar esta gente

Pira-te para o estrangeiro
Há portugueses em excesso
Uma agência vamos criar

Que o cidadão está primeiro
Só queremos o teu progresso
E tudo faremos para te ajudar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 24 de Dezembro de 2011 às 20:26
Por mais que tente... não dá
Pr`a conseguir responder...
Inspiração, já não há
E já mal dá pr`a escrever...

Tento, tento e nada sai
Que possa ser publicado!
Nem uma letra me cai
No poema mal esboçado...

O Beethoven foi-se embora
Pr`a ser eutanasiado...
Cá por dentro... tudo chora

Nesta noite de Natal
Saiu-me o presente errado
E ainda me sinto mal...


Acabou por sair... penso que porque o Beethoven acaba de sair. Vieram buscá-lo porque ele já estava a sofrer muito, coitadinho... assim é anestesiado e... pronto, escusa de estar ali naquela aflição enorme.
Meu querido e terno amigo de 17 anos! Desculpe este desabafo mas saiu... vou sentir muitas, muitas saudades dele.
Espero que vocês tenham uma noite feliz e sem nenhum dos contratempos que, este Natal, vieram cair-me no sapatinho...
Enorme abraço e muito, muito obrigada!

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