.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

SEI LÁ QUANDO....

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É de longe que venho. O que eu vivi!

 

Quantos prados eivados de ribeiras,

 

Quantos penhascos, quantas ribanceiras

 

E quanto esconso vale eu não corri...

 

 

 

E o que passou correndo e que nem vi,

 

Na pressa de correr? Entre carreiras,

 

Se perdem forças, se ganham canseiras,

 

Se esquece tanto quanto eu já esqueci.

 

 

 

Às vezes muito tarde, noite afora,

 

Esperando a madrugada, como agora,

 

De pálpebras cerradas, mas sonhando,

 

 

 

Outras vezes de dia, a qualquer hora,

 

Grafando a irreverência da demora

 

Nalgum  quase insondável “sei lá quando”…

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 13.12.2011 – 21.16h

 

 

 

Imagem de um dos megalitos da Ilha de Páscoa, retirada da internet

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 22:18
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31 comentários:
De PaperLife a 14 de Dezembro de 2011 às 11:57
Passamos a vida a correr e não vemos a maioria das coisas que gostaríamos de ter visto :)

Adorei este soneto Maria! Um dos meus favoritos, entre todos aqueles teus que já li ^^
De poetaporkedeusker a 14 de Dezembro de 2011 às 22:24
Obrigada, Paper. Desculpa mas vou aproveitar a tua presença para desabafar... hoje recebi uma convocatória do IEFP e tenho três dias para me apresentar em determinada empresa para iniciar as funções de empregada doméstica. Tudo bem, não me cairiam os parentes na lama e até me dava um jeitão poder ganhar o ordenado mínimo nacional SE... se não estivesse tão incapaz de me deslocar diariamente, de limpar - como deveria ser limpa - a minha própria casa e até de tratar da minha própria higiene pessoal diária. E contra factos não há argumentos... recebi a convocatória e terei mesmo de me apresentar pronta para todo o serviço de limpezas ... que, efectivamente, não consigo fazer... mesmo que tente, gostaria de saber que espécie de patronato altruísta e caridoso iria pagar a uma pessoa que tem cãibras nas mãos mal começa a lavar a loiça, ou fica a "deitar os bofes pela boca" mal aspira 1m2 de chão e nem sequer pode subir a um banco para tentar limpar uma janela... mas pronto! O nosso "primeiro" diz que não se pode perder nenhuma oportunidade e, deve ser por isso que ele não perde esta chance única de transformar a melhor sonetista portuguesa que o país tem - em decassílabo heróico devo ser mesmo a melhor - na mulher a dias mais inútil que o país pode ter. Além do mais, os 189 euros que recebo - e que" pago" em soneto clássico - devem ser capazes de arruinar os sacrossantos mercados!!!
Pronto! Desculpa... já foste a segunda pessoa com quem eu desabafo. Nem por isso me sinto menos furiosa mas sempre dá para me sentir um pouco mais aliviada...
Abraço grande!
De PaperLife a 16 de Dezembro de 2011 às 09:42
:O
Estou chocada! A sério???
Como é que é possível?! O nosso primeiro precisava de uma coisa que eu cá sei! Ele sabe lá o que é a vida, visto que praticamente não faz nada "físico"!
Tens de ser forte amiga, pode ser que eles vejam que não podes mesmo fazer aquele tipo de serviço :/
Para mim, és a melhor sonetista, digo-te já :)

Não tens que pedir desculpa de nada, conta comigo para tudo ^^
Tenho imensa pena de não te puder ajudar mais que isto :(
De poetaporkedeusker a 16 de Dezembro de 2011 às 23:37
Obrigada, Paper! Lá fui, mal disposta porque a febrinha continua e acho que estou, também, com uma infecção urinária, e a técnica percebeu logo que eu não estava bem, claro. Estas coisas não estão "escritas na testa" mas eu estou mesmo muito em baixo e até me custa a andar. Fiquei com o contacto telefónico e comprometi-me a telefonar mais tarde.
Mas também te digo que, dantes, quando nos dirigíamos ao IEFP com uma convocatória e os tickets dos transportes, o dinheiro era-nos reembolsado... agora já não... conclusão; se não fosse ter telefonado a um senhor amigo que por vezes também almoça no centro, acho que ainda estaria sentada num banquinho junto à estação de Oeiras porque não tinha forças para vir a pé para casa.
Depois acabei por ir tomar café, aqui mesmo ao lado, com a D. Isa que me convidou e pronto... cá estou meia "espapaçada" porque continuo com estas dores nas vias urinárias e nas pernas. Estou, desde que acordei, com um raio de uma cãibra (????) na barriga da perna direita. Só espero que não seja mais uma flebite... essas costumam doer desde o peito do pé, mas... pode ser noutra veia qualquer que eu ainda não tenha "experimentado"...
Tenho de ir com o Kico lá abaixo! Tenho estado aqui toda contente a ver a entrevista de uma amiga no Arestas de Vento e o pobrezinho deve estar aflito...
Beijinho e obrigada, Paper!
De artesaoocioso a 14 de Dezembro de 2011 às 19:32
Revejo-me nestes percursos. Roubei.
Um abraço
De poetaporkedeusker a 14 de Dezembro de 2011 às 22:45
Boa noite, amigo Artesão! Fez muitíssimo bem em roubar! Aproveite enquanto há porque é bem possível que tenha sido um dos meus últimos sonetos. Acabo de ser convocada - com três dias de prazo para me apresentar - numa determinada empresa de limpezas domésticas. Como deve calcular, não posso deixar de comparecer e de aceitar... embora ainda não perceba - nem nunca vá perceber... - que raio de serviços pode uma pessoa que mal consegue limpar a sua própria casa, desempenhar na limpeza da casa dos outros... mas estou a maçá-lo com todo este arrazoado e vou pedir-lhe desculpa. Não tem culpa nenhuma desta absurda convocatória. Eu é que ainda não consigo falar de outra coisa... ou escrever sobre outra coisa...
É claro que até estaria muito contente por, finalmente, poder ganhar o ordenado mínimo nacional... se não soubesse muitíssimo bem, por experiência própria e diária, que não estou em condições de fazer um trabalho que exige tanto esforço físico. Mesmo que tente, despedem-me logo no primeiro dia... e com justíssima causa pois não dou qualquer rendimento por mais que faça "das tripas coração", o pouco que faço não convenceria nenhuma entidade patronal.
Um abraço e, mais uma vez, desculpe-me o desabafo...
De artesaoocioso a 17 de Dezembro de 2011 às 21:45
Cara amiga,
Fico sem palavras. Que posso dizer? Vivemos num país civilizado?
O Estado só serve para castigar que tem o azar de precisar de apoio.
Espero que não tenha passado de um sonho mau.
Abraço
De poetaporkedeusker a 18 de Dezembro de 2011 às 00:57
Peço desculpa por não o ter avisado assim que cheguei, amigo Artesão... fui à entrevista e levei comigo o impresso do centro de saúde, que me confere isenção por doença crónica... mas como o meu estado de doença crónica está pontualmente agravado por doença aguda, suponho que fosse bem visível que não estava em condições de fazer esforços físicos... pelo menos foi isso mesmo que a entrevistadora pôde confirmar. Fiquei de contactar mais tarde, quando - e se... - esta fase aguda estiver ultrapassada. Garanto-lhe que me não importaria nada de trabalhar em limpezas, se pudesse... esta miseriazinha não me envergonha nada, mas é muito difícil de transportar para os animais que, velhotes como estão, bem precisavam de mais e maiores cuidados... nem sei como aqueles dois, o Kico e o Beethoven, se aguentam. Já lidei com muitos animais no seu período final de vida e nunca tinha visto tanta resistência...
Mas estou a alongar-me em pormenores. De momento terei de tentar melhorar desta situação aguda. Depois se verá... fiquei com o contacto telefónico da entidade empregadora.
Um abraço e muito obrigada.
De artesaoocioso a 19 de Dezembro de 2011 às 19:30
Cara amiga,
Que alívio! Fiquei quase angustiado.
O nosso Estado só serve dar dar dinheiro aos amigos, gastar irresponsavelmente como um novo rico, encobrir a corrupção e chatear o resto da população.
Acredito que o prob lema será resolvido e que poderá continuar a escrever os seus belos sonetos.
Grande abraço.
De poetaporkedeusker a 20 de Dezembro de 2011 às 00:34
Obrigada e, mais uma vez, desculpe-me por não ter sido mais rápida a avisá-lo de que a situação estava suspensa devido ao meu estado de saúde... mas terei de contactá-los posteriormente. Uma das minhas maiores dificuldades será sempre a deslocação... mas, agora, tenho de tentar resolver este novo problema agudo que não está minimamente solucionado. Acredito que me esperam tempos difíceis, em termos pessoais...
Um abraço, amigo Artesão!
De artesaoocioso a 27 de Dezembro de 2011 às 22:15
Cara amiga,
Espero que esse problema absurdo já esteja resolvido.
As suas melhoras.
Um abraço
De poetaporkedeusker a 27 de Dezembro de 2011 às 23:30
Obrigada, amigo Artesão. O problema foi adiado devido ao estado em que eu me encontrava; já tinha a infecção respiratória que depois se confirmou na consulta da urgência hospitalar. Dizer-lhe como ficará definitivamente resolvido, não posso nem faço a menor ideia. Toda e qualquer deslocação me é penosa e é bem provável que tenha de voltar a pedir a reforma...
Só sei que, lenta como estou, não me empregaria a mim mesma, se isso me fosse pedido...mas terei de contactar o IEFP quando os parâmetros destas infecções tiverem normalizado.
Espero visitá-lo ainda antes do novo ano, mas deixo-lhe já os meus votos de muita força e coragem. O ano que está para chegar não se me afigura nada fácil para a maioria de nós.
Um abraço!
De poetazarolho a 15 de Dezembro de 2011 às 00:17
“Renascer”

É generosa a mãe natureza
Ensinou-te ética e respeito
Mas tu com a tua certeza
A mãe não levaste a peito

Levado pelo toque de Midas
Esqueceste toda a harmonia
Fizeste sangrar as feridas
E o ouro trouxe-te agonia

Mãe viu-se então obrigada
A devolver-te ao pó original
E outra oportunidade te deu

Mas não quer vê-la desprezada
Estas forças pr’ó bem ou mal
Nunca ninguém as venceu.
De poetaporkedeusker a 15 de Dezembro de 2011 às 00:41
Poeta, hoje ocorre-me tudo menos poetar! estou demasiado indignada para o fazer. Não é a indignação generalizada que me tem movido nos últimos meses e sim uma indignação objectiva e pontual contra o facto de me terem convocado para um trabalho que não estou em condições físicas de levar a cabo. Neste momento já desabafei com quatro ou cinco pessoas e nem sei se me restam forças para explicar tudo de novo...
vou tentar; recebi uma convocatória para me apresentar, no prazo de três dias, numa empresa fornecedora de trabalho de limpeza doméstica e não posso recusar pois se o fizer, imediatamente me cortam a "fortuna" que estou a receber da seg. social. Garanto-lhe que, se me sentisse capaz de levar a cabo esse trabalho, estaria contente porque até o ordenado mínimo seria melhor do que isto... mas não estou e penso que o sabe bem. Mesmo que me mate a tentar cumprir tudo, serei despedida com mais do que justa causa por não dar o rendimento necessário. É isso o que me espera neste beatífico Natal de 2011 e não me agrada saber-me confrontada com esta realidade que não tenho meios para traduzir em trabalho. Se eu não soubesse que estão fartíssimos de saber o que me tem custado manter o patrimoniozinho de soneto em decassílabo heróico que é este blog, compreenderia. Mas sei.
Não sei se vou conseguir poetar nos tempos mais próximos... nem sequer sei como raio vou chegar à empresa onde terei de assinar a papelada. Também não sei como dizer às minhas mãos e pernas que deixem de ter cãibras de cada vez que pegam na loiça que têm de lavar ou no pano do pó que têm que limpar. Nem como não cair de um escadote abaixo - se for necessário limpar vidros - como me aconteceu da última vez, quando eu prometi a mim mesma que não voltaria a subir a um. Não sei como levar pouco tempo a fazer as coisas que levo horas a fazer porque me falta a força muscular. Há imensas coisas que não sei e nenhuma delas é como fazer um bom soneto em decassílabo heróico...
Vou pedir-lhe desculpa. Acho que é a quinta ou sexta "vítima" deste meu discurso...
Abraço grande. Hoje, sem sorriso nenhum. Não o encontro cá dentro de mim e nem sequer assim sei mentir...
De poetaporkedeusker a 15 de Dezembro de 2011 às 23:26
A Natureza não faz esse tipo de juízos, Poeta... esses juízos são tipicamente humanos... mas deveria estar a poetar, agora que já estou menos "explosiva"...

A Natureza "acontece"
Tão natural, tão perfeita,
Tão isenta de razões
Que só a nós nos parece
Sermos a tal espécie eleita,
Limpa de contradições...

Ah... nem oito nem oitenta!
Somos vida organizada
De forma particular
Mas toda a vida acalenta
Vir a ser perpetuada
Conforme se organizar...

Tudo evolui, tudo muda
E o Tempo ainda é criança
No mistério universal!
Sempre haverá quem sacuda,
Quem queira estragar a dança
Ou quem dance muito mal...


Saiu-me em sextilhas, Poeta. Nem me pergunte porquê... penso que hei-de morrer a tentar descobrir as razões que me levam a escrever desta ou daquela maneira. Consigo definir meia dúzia delas... mas estou consciente de que é mesmo uma coisa muito complexa... sobretudo porque não me considero uma poeta da dita "escrita automática". Sei que se prende com as tais variáveis de que estou sempre a falar, consigo prever as circunstâncias mais favoráveis à escrita mas, depois, o processo transcende-me... embora passe pelas minhas vivências, emoções, estados de alma, etc, etc.
Mudando de assunto, Poeta, hoje terei de me deitar cedo pois vou amanhã à entrevista, em Cascais, no IEFP.
Abraço grande!

De poetazarolho a 16 de Dezembro de 2011 às 00:59
É isso mesmo, a explosividade não dá em nada, temos que manter as emoções de fora e ser acertivos, diga se necessitar de alguma coisa.
De poetaporkedeusker a 16 de Dezembro de 2011 às 01:23
Parece que não tenho feitio para ser "explosiva" de forma continuada, Poeta :)) "Assanho-me" toda e, passado um tempinho, acho-me ridícula... o que é certo é que, neste momento, estou calma e cheia de sono... o que é bom sinal porque ontem o sono também acabou por vir, mas só muito, muito tarde, quando o sol já estava quase a nascer. Tenho a certeza de que não vou conseguir dizer outra coisa senão a verdade e, se insistirem para que eu tente, tentarei dar o meu melhor que, para limpezas e nesta altura, é um verdadeiro desastre. Mas eu tento ir até onde conseguir. Como ainda não voltámos ao tempo da escravidão literal, acho que ninguém me vai bater por eu não conseguir fazer quase nada... mas ainda tenho a entrevista! Levo o papel do Centro de saúde porque penso que os que o médico do hospital me passou, ficaram lá...
Um grande abraço e até amanhã, Poeta! Depois lhe conto como correu.
De Isabel Maia Jácome a 15 de Dezembro de 2011 às 13:46
...um "sei lá quando" que tantos temos consciência de ser um adiar que não merecemos dar a nós próprios... porque tem que ser hoje o nosso dia... cada dia!
Obrigada por continuar cada vez com poemas que nos tocam de forma mais profunda e convicta. Obrigada poeta!
tenho saudades. Muitas saudades!
Com muito carinho,
Isabel
De poetaporkedeusker a 15 de Dezembro de 2011 às 14:29
:) Boa tarde, Isabel! Num beco sem saída e passado o choque inicial, resta-me procurar o local da rua aonde terei de me dirigir. Não hoje porque ainda tenho febre... mas não me fica senão o dia de amanhã para cumprir a convocatória. Mas falo como se soubesse... pode dar-se o caso de não ter lido os comments e não estar a par do que se passou; fui convocada no sentido de comparecer numa determinada empresa para cumprir, a termo, um contrato de limpezas domésticas. Disse e repito que me não cairiam os parentes na lama. Se tivesse saúde para sequer me deslocar até lá. Tentarei comparecer amanhã mas sei que a situação é surrealista porque eu não estou em condições de dar o menor rendimento. Vejo-o no dia a dia, nas dificuldades que tenho em manter minimamente a minha própria habitação, no tempo infinito que levo para fazer seja o que for, incluindo a minha própria higiene pessoal. Para além da falta de força muscular, a espasticidade que me impede de levar menos do que uma eternidade para lavar um prato que seja... mas não posso dizer que não sob pena de me cortarem a "fortuna" que recebo - os mercados ainda colapsam por causa destes 189 euros mensais... - e, comparecendo, sei que me despedirão com justíssima causa, logo no primeiro ou segundo dia.
Tivesse eu a saúde e o vigor necessários e estaria até muito contente... mas penso que o trabalho de limpeza de habitações me vá exigir muita coisa que eu não posso mesmo fazer, como subir a bancos ou escadotes para limpar janelas... valha-me o seguro que, pelo menos, me paga o funeral. E eu que nunca me preocupei rigorosamente nada com o meu inevitável - mas protelável... - funeral! Mais; como a minha tensão arterial tem estado instável, tenho de andar sempre com os segundos anti-hipertensores no bolso, ao lado esfigmomanómetro, para, num momento de esforço-subida, tomar o Zanipress. O Atenolol 100, tomo todas as manhãs... e estas manobras - para mim frustrantes - faço-as por ordem do médico.
Pelos vistos ainda não interiorizei bem que não me serve de nada "espernear" pois vou ter de tentar trabalhar no duro, esteja ou não em condições de o fazer.
Ontem nasceu-me um protesto em verso branco no http://liberdadespoeticas.blogs.sapo.pt/
E pronto! Vejamos quantas horas eu aguento sem cair para o lado e sem ser despedida com justa causa... porque, que eu saiba, não dar rendimento nenhum sempre foi justa causa para despedimento, nem é necessário "flexibilizar" coisa nenhuma...
Abraço grande, Isabel e tenha paciência para aturar estes meus desabafos.
De Isabel Maia Jácome a 15 de Dezembro de 2011 às 15:57
meus Deus... que coisa incrível!
Maria João, desejo-lhe o melhor!... e nem sei mesmo o que mais dizer. Estou estupefacta!
em primeiro lugar,a s melhoras desse estado físico que em nada ajuda quem quer que seja. A saúde é o nosso maior e melhor bem. Em segundo... que se consiga resolver essa trapalhada... que se arranje um médico que ateste a sua incapacidade... eque lhe dêm um trabalho que consiga fazer e que permita o seu contribtuto social de forma asentir-se realizada e a realizar os outros porque CAPACIDADE e UTILIDADE não lhe falta!!!!!!!! e se for por aí, pela necessidade de um emprego... que a deixem ensinar quem precisa... fazer algo que não interfira com o seu estado de saúde que precisa é de melhorar!
Um abraço amigo e solidário
Isabel
De poetaporkedeusker a 15 de Dezembro de 2011 às 22:48
Muito obrigada, Isabel. Só agora voltei ao computador e vi que o maior, o mais prolongado dos meus "desabafos", lhe "calhou" a si... desculpe-me, teve mesmo de me aturar muito.
Não estou - já não estou... - muito habituada a estar enervada, pelo menos por razões tão pessoais... desta vez fiquei e fiquei mesmo muito irritada... mas estou a acalmar gradualmente e, amanhã, irei à entrevista onde direi toda a verdade com a maior das boas vontades e, espero eu, com a minha calma habitual. Logo se verá. Pelo menos já não estou tão "explosiva" quanto estava ontem :)
Vou tentar ir ao seu cantinho, até já!
De poetaporkedeusker a 15 de Dezembro de 2011 às 22:55
Não estou a conseguir entrar através do link, Isabel. Tento depois de responder a um sonetilho do Poeta Zarolho a que ontem não respondi porque estava demasiado zangada para a poesia rimada.
Abraço grande!
De poetazarolho a 16 de Dezembro de 2011 às 01:16
“Radiografia da Europa”

Uma cimeira está primeiro
Próxima tem data marcada
É entre Janeiro e Fevereiro
Também não dará em nada

Está a tornar-se fatigante
Não sair da encruzilhada
É uma situação humilhante
E a Europa será destroçada

Vitória será dos mercados
Aproveitando vistas curtas
Destes euro-governantes

E nós seremos esmagados
Apesar de todas as lutas
Serão tempos alucinantes.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2011 às 01:02
Poeta, ainda não é hoje que respondo a estes dois sonetilhos. Estou cansadíssima, com sono e sem cigarrinhos nenhuns o que , para mim, é completamente "desinspirador"... mas a entrevista aconteceu e a funcionária que me convocou apercebeu-se de que eu não estava, mesmo, bem. Fiquei de lhe telefonar dentro de algum tempo... mas, sinceramente, não sei se alguma vez voltarei a estar em grandes condições de garantir deslocações diárias para qualquer sítio que não seja muito próximo da minha casa... quem me dera que sim! Estou numa situação bastante mázinha mas, neste preciso momento, é melhor nem pensar nisso...
Desculpe-me o atraso mas estou mesmo "espapaçada" e, quando liguei o 2008, fui primeiro ao Face onde acabei por encontrar o vídeo de uma amiga - Catarina Casanova, no Arestas de Vento - e fiquei a ouvir a entrevista até ao fim...
Abraço grande e até amanhã!
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2011 às 21:00
Gostaria de saber
Prever no que isto dará
Mas mal consigo entender
O que se passa por cá...

Estou a ser muito egoísta
Mas mal consigo pensar
E, antes que mão me desista,
Deixo este meu poetar

Que pouco ou nada lhe diz
Porque me sinto vazia
E num extremo desconforto

Mas teimando em ser feliz
Através da Poesia
- mesmo em sonetilho "torto"...-


Desculpe este sonetilho "pateta", Poeta. Não me estou a sentir nada, nada bem, mas não queria deixar de lhe responder. Daqui a pouco tento responder à sua "Radiografia".
De poetazarolho a 16 de Dezembro de 2011 às 01:19
“Radiografia da nação”

Cheguei a ser revolucionário
Mas a revolução decepcionou
Depois passei a reaccionário
Mas a reacção já me cansou

Por fim resolvi ser accionário
Mas não deu em nada a acção
Agora que sou excedentário
Já posso ajudar esta nação

Inscrevi-me como voluntário
Trabalho na desparasitação
Não recebo qualquer salário

Desparasito sem presunção
Esqueletos qu’estão armário
E todos aqueles que o serão.
De poetaporkedeusker a 16 de Dezembro de 2011 às 01:30
Já não vou conseguir responder a estes dois sonetilhos, Poeta... estou mesmo com um sono daqueles fundos, fundos, como temos quando somos crianças :)) A febre também continua por cá e deve estar a ajudar o corpo a "querer caminha" :)
Até amanhã!
De poetazarolho a 16 de Dezembro de 2011 às 01:32
Até amanhã!
De poetaporkedeusker a 17 de Dezembro de 2011 às 22:03
Nunca fui reaccionária
E penso poder dizer
Sempre ter sido contrária
Às elites no poder

Mas, nisso dos parasitas,
Sempre fui bastante activa;
Quando me fazem visitas,
Não há um que sobreviva!

Tenho armários tão repletos
- de roupa velha e de tralha -
Que nem um osso lá cabe

Mas poemas e sonetos,
Como este que assim me falha...
É o que o Poeta sabe...

:) Um sorrizinho para este pobre sonetilho... hoje não estou nada boa para estas desgarradas...
Um enorme abraço e até já, Poeta!




De Peter a 21 de Dezembro de 2011 às 21:54
Oi cara poetisa, a este belo soneto quero juntar os meus sinceros votos dum bom natal e dum melhor ano novo.Que se faça brilhar a luz da esperança entre os mais frageis do mundo, que os àvaros Scroges abram o coração Á COMUNHÃO E Á PAZ.
De poetaporkedeusker a 22 de Dezembro de 2011 às 21:57
:) Olá, Peter! Obrigada e que tenha um FELIZ NATAL! Não estou muito bem. Tenho duas infecções - respiratória e renal - e tenho alguma dificuldade em estar sentada ao computador.
Abraço grande!

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