.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 11 de Dezembro de 2011

O RENOVAR DAS PENAS ou NINGUÉM VOA SEM PENAS...

Pobrezita de mim, que não sei ser

Senão uma avezinha que gorjeia

E, sobre asas cortadas, revolteia

Sempre a tentar voar, sem o poder.

 

O que nos versos meus ousei dizer,

Suavizará as penas de quem leia

E pode até tocar quem remedeia

Asas que outrém cortasse, sem saber…

 

Sobram penas caídas… venham novas,

Geradas na matriz das próprias covas

Das penas que caíram! Velhas penas...

 

Mãe Natureza, eu sei que tu me aprovas

Quando em folhedo e pétalas renovas

Arbustos, ervas bravas, açucenas…

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 11.12.2011 – 17.44h

 

 

 

Imagem retirada da internet, via Google

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 18:29
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|
10 comentários:
De poetazarolho a 11 de Dezembro de 2011 às 23:32
“A solução”

De cimeira em cimeira
Teremos a cimeira final
Não lembro a primeira
Nem a última por sinal

A solução foi encontrada?
Por certo alguém saberá
Mas eu não lembro nada
Façam um cimeira por cá

Que encontre a solução
Por muitos procurada
Com a nossa imaginação

Melhor solução não há
Começará a ser exportada
E a economia arrebitará.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 12 de Dezembro de 2011 às 00:21
Podiam fazê-la aqui,
Mesmo agora, neste instante;
Seria igual... e eu senti
Que andava tudo hesitante...

Que não faltem aparências,
Frontespícios e fachadas
Pr`a manter as convergências
Das "posturas enlatadas"!

É pseudo-democracia,
No melhor do seu pior,
Desta vez... "par`inglês ver"

Que "a coisa até se fazia"
Sem causar grande clamor
C`o consenso do... PODER ...


Boa noite, Poeta! :) Aqui vai um sorrizinho outra vez febril...
De certeza absoluta que irá encontrar, por aí, muita gente que se prontificará a explicar-lhe os pontos fortes e fracos - até os assim-assim! - da cimeira. Eu - e muitos como eu - é que já só vemos as coisas a piorarem para o lado dos mais desfavorecidos. Cada vez mais e mais... eu já sou praticamente um peso morto, mas lembro-me de todos os outros, jovens e crianças incluídos, que estão a ser ludibriados por estes aparatos todos e estes joguinhos de poder que nos conduzem ao abismo de um sistema em colapso eminente.
Mas eu nunca fui lá muito dotada para os discursos políticos e sempre me considerei bastante ignorante na matéria...
Caramba! Hoje encho a caixinha dos comments!
Um enorme abraço e uma boa semana de trabalho para vocês! :) De preferência sem a famigerada sobrecarga horária que só vai servir para agravar toda a situação que já está pior do que eu alguma vez pude imaginar para cenário dos meus últimos anitos de vida. Nem nos meus momentos de mais exasperado pessimismo!




De poetazarolho a 12 de Dezembro de 2011 às 00:18
“Esperança roubada”

Paz, harmonia e consenso
São difíceis de alcançar
Até parece contra-senso
Mas é mais fácil matar

Hoje a vida não vale nada
Valem muito os metais
Tanto que foi autorizada
A morte de muitos mais

Guerra, caos e tirania
É uma promessa segura
Será o fim da democracia

Mas não é uma ditadura
É aquilo que já se previa
O regresso à escravatura.
De poetaporkedeusker a 12 de Dezembro de 2011 às 00:49
Fiquei, hoje, sem cigarros
Nem comida pr`ó meu cão,
Sem dinheiro pr´autocarros
E sem ver a solução...

E esta "máquina" não pára,
Vai direitinha ao abismo
Numa manobra não rara
Nestes "truques" do fascismo!

Será mais fácil matar
- ir matando pela fome -
Quem queira denunciar

Esta manobra suicida
Que assim nos condena em nome
Do respeito (????) pela... vida ?????


Até já, Poeta. Outro abraço grande!
De poetazarolho a 13 de Dezembro de 2011 às 00:45
“O filósofo”

O Sócrates já foi filósofo
Discípulo ou mesmo Platão
Em político ganhou estofo
Embora digam que não

Nestes dias estuda filosofia
Para a nossa dívida gerir
Pois quando voltar a seguir
Fará crescer a economia

Por agora ele é o culpado
Do que está a acontecer
Convém que seja amplificado

Para branquear o passado
E que não deixe transparecer
Um país tão mal governado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 13 de Dezembro de 2011 às 02:09
Nem que ele fosse divindade
No mais literal sentido
Conseguiria, em verdade,
Ser tão grande ou tão bandido

Que pusesse o mundo inteiro
No triste estado em que está,
Sem que o sistema, primeiro,
O não preparasse já...

Mas, estando com tanto sono
Já mal consigo entender,
Deixo o verso ao abandono,

Deambulo, com Morfeu,
Por onde Morfeu quiser...
(mas o sono é todo meu!)

Poeta, estou mesmo a dormir em pé. Tentarei levar-lhe o sonetilho amanhã... abraço grande!

De poetazarolho a 13 de Dezembro de 2011 às 00:51
“Missão possível”

Uma vida inteira a tentar
Concretizar o impossível
Discutir o indiscutível
Destruir o indestrutível

Vida acaba por se esgotar
Sem se atingir o inatingível
Transpôr o intransponível
Corrigir o incorrigível

Alienar o inalienável
Conciliar o inconciliável
Sondar o insondável

Igualar o inigualável
Apanhar moscas com vinagre
Tudo isto só por milagre.
De poetaporkedeusker a 13 de Dezembro de 2011 às 16:05
... as drosófilas, porém,
Gostam muito de vinagre!
Mas nem moscas, nem ninguém
Gosta de quem as agarre...

Muitas vidas, tantas vidas,
Se vão gastando a tentar
Dar por muito garantidas
Coisas que nunca o vão estar...

Vida é, portanto, esta luta,
Esta eterna construção,
Esta troca, esta permuta,

Este tanto que fazemos
E a nossa estranha ambição
De nos dar no que aprendemos...

Aqui vai, do fundo da pior das dores de cabeça mas ainda muito convicto, este sonetilho-resposta :)
Abraço grande, Poeta!



De poetazarolho a 13 de Dezembro de 2011 às 21:32
“O sistema”

Desculpa não iliba a culpa
Nem deixas de ser culpado
E mesmo sem a desculpa
Da culpa podes ser ilibado

Se a culpa fôr do sistema
Onde te encontras instalado
Mesmo com culpa suprema
Não poderás ser condenado

Sistema deve ser preservado
Já que os culpados preserva
Com o tempo são branqueados

E se têm sentido de estado
Podem manter-se na reserva
Até serem de novo chamados.
De poetaporkedeusker a 13 de Dezembro de 2011 às 22:15
Olá, Poeta!Trazia um soneto para publicar antes de ficar ensonada... mais ensonada ainda, mas penso que lhe respondo primeiro...

Sistema que eleve o erro
A atitudes de comando
Mesmo que gerasse emprego
Cairia... "sei lá quando"...

Eu, muito pouco instalada
- e muito mal, como vê -
Pouco o subscrevi... ou nada!
E preservá-lo... pr`a quê?

De momento "de conserva",
Farei tudo o que puder
E nunca menos... nem mais!

Fazer pouco já me enerva
E mais não posso fazer
Nem pelos meus animais...


Saiu muito manquito mas mantém os mínimos exigíveis a uma desgarrada... acho eu...
Até já|!


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