.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 20 de Novembro de 2011

SONETO A UMA MARIA SEM CAMISA

… e quando, um dia, o mar vier beijar

A luz desse luar que te ilumina

E se afundar, depois, na areia fina

Das praias desenhadas, só de olhar,

 

Não terá sido em vão esse cantar

Que ecoa em ti, que desde pequenina

Entoas no dobrar de cada esquina

Das ruas que pudeste visitar

 

Porque soubeste, em ti, salvaguardar

O estranho encantamento da menina

E, ultrapassando a mágoa que te mina,

 

Pudeste, em consciência, não vergar,

Mantendo-te intocada e feminina

No sopro original que assim te anima

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 20.11.2011 – 16.00h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 23:05
link do post | "poete" também! | favorito
|
22 comentários:
De PaperLife a 21 de Novembro de 2011 às 11:28
Lindo Maria! :)
Um relembrar da tua infância? ^^ (pergunto isto porque revi a minha em algumas partes do teu soneto)

Já te sentes melhor?
E os teus amigos de 4 patas, como estão? :)
De poetaporkedeusker a 21 de Novembro de 2011 às 21:57
:) Olá, Paper! Atrasada e não muito bem... nem eu, nem os meus velhotes. Estive todo o dia com cólicas e o Beethoven e Kico estão ambos em "dia não". Não estava em condições de ir ao CJ e acabei por ir para casa de uma amiga e ficar lá toda a tarde. Também não queria estar sozinha, não fosse dar-me algum "faniquito". Mas sinto-me um bocadinho melhor... a ver vamos se amanhã já me aguento melhor...
Abraço grande!
De poetazarolho a 21 de Novembro de 2011 às 23:01
Para a Vitória Afonso que está em sofrimento

Com doença perversa que dá pelo nome de «gota»

MANIFESTO ANTI- GOTA

Aquela gota errática
Atravessou o Universo,
Com um sentimento perverso,
Disfarçada de ciática.
Não era gota aquática,
Imergente e cristalina
E nem gota de suor…
Como abalo telúrico
Veio espalhar o terror,
Silenciosa, em surdina,
Prenhe de ácido úrico,
Ainda mais que a urina.
Execrável e inglória,
Detestável e mesquinha
Há-de ser gota sem história…
Já que outro intuito não tinha,
No seu percurso fatal,
Na sua matriz insana,
Do que espalhar o mal
Como se fosse humana.
Não há-de deixar memória
Aquela gota nascida
Nas profundezas da escória
E, cedo, será esquecida
Por quem terá melhor vida
E alcançará a glória
De cantar alto… a VITÓRIA!

Eduardo
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2011 às 00:27
Desejo, do coração,
As melhoras de Vitória
Que deve estar sem acção,
Longe de sentir-se em glória...

Terá dores no pé, na perna,
E um mal-estar mesmo indizível
Porque a gota desgoverna
Todo aquele que for sensível...

Que a dieta indispensável
A medicação correcta
E o repouso necessário

Tragam a tão desejável
Recuperação completa
Desse estado temporário!

Boa noite, amigo Eduardo.
Parece-me que os poetas - poetisas, neste caso... - andam a viver momentos menos bons em termos de saúde. Também eu estou com cólicas e bastante febre. Não está a ser fácil estar ao computador mas ainda consegui este sonetilho imperfeito... não estou muito segura de ainda conseguir responder aos do seu Pedro. A febre e as cólicas roubam-me muitas energias e tornam-me difícil a concentração.
Obrigada e um abraço grande para si e esposa!

Maria João
De poetazarolho a 21 de Novembro de 2011 às 23:03
“Reflectidos”

O espelho apenas reflecte
Não erra porque não pensa
Assim não se compromete
Nem espera recompensa

Há espelhos inteligentes
Querem ser recompensados
Por serem espelhos diferentes
Reflectem só os iluminados

Eram os espelhos reais
Que reflectiam Sua Alteza
Nos tempos da monarquia

Agora há espelhos demais
E pr’a justificar a despesa
Reflectem toda a hierarquia.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2011 às 00:39
Poeta, não me sinto nada bem e penso que será melhor responder-lhe amanhã. Estou mesmo desinspirada, febril e toda dorida.
Um grande abraço para si, Maria, crianças e D. Laura.
Até amanhã!
De poetazarolho a 22 de Novembro de 2011 às 07:17
Bom dia, de acordo. As melhoras e beijos de todos.
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2011 às 14:18
Dizem que será a Espanha
A ter de mirar-se ao espelho
E eu sei que pouco se ganha
Neste ritual tão velho...

Que estranha tendência esta...
São saudades do franquismo
Ou pensam fazer a festa
Vergando ao capitalismo?

"Qué os pasa hermanos míos?"
Muitos de vós bem sabeis
Que o espelho devolverá

Mil imagens de outros fios,
Ou até de outros cordéis,
Mas não vos reflectirá!

Boa tarde, Poeta. Lá consegui vir até ao CJ mas, sinceramente, talvez nem devesse ter vindo porque não me estou a sentir mesmo nada bem... mas, já que vim, vou ver se me aguento até ao fecho.
Abraço grande!

De poetazarolho a 21 de Novembro de 2011 às 23:09
“E=mc²”

Este mundo em convulsão
Por suposto não nos seduz
Nem sabemos se terá salvação
Partamos à velocidade da luz

Já o Albert Einstein dizia
Se a essa velocidade viajares
Passaram cem anos num dia
Quando de novo cá voltares

Parte sem te preocupares
Com esta crise em ascensão
Pois àquela velocidade

Quando ao fim do dia chegares
Já não verás nenhuma confusão
Terás comprovado a relatividade.
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2011 às 14:41
Já quando era pequenina
Brincava e fantasiava
Com o que a fórmula ensina...
Mas, logo a seguir, voltava.

Sou "daqui, neste momento"
E, se pudesse escolher,
Não fugiria no Tempo
E "aqui" voltaria a "ser"

Do que faço, ao que não faço,
Voo à distância de mim,
Conciencializo o que posso...

Se eu puder... mais um pedaço
Lhe acrescentarei, no fim,
Como a pontes sobre um fosso...

Abraço grande! :)



De M.Luísa Adães a 22 de Novembro de 2011 às 11:21
Afastei-me do mundo sem temor,
Mas com mágoa.
Criei um espaço invisivel
Onde vou esperar o meu regresso
E quero regressar!

"E Maria se manteve intocada e feminina
pois soube salvaguardar
O estranho encantamento de menina..."

Ainda por Portugal. Melhoras...

Mª. L.
De poetaporkedeusker a 22 de Novembro de 2011 às 14:28
Amiga, é bom ver-te por cá!
É também por Portugal e pelo povo português que eu, neste momento, escrevo.
Sei que regressarás! Um enorme abraço para ti e que tudo corra bem contigo e com os teus.
De poetazarolho a 22 de Novembro de 2011 às 23:36
“Explicação”

O nosso ministro Gaspar
Vem ao parlamento explicar
Com calma e detalhadamente
Como andam a lixar a gente

Isto não é para continuar?
Mas deixem-nos duvidar
Da vossa capacidade latente
Porque o erro é recorrente

São mestres na arte de gastar
E de ao povo vir cobrar
Com uma explicação premente

Mas nunca os vi poupar
Nem de vida tentar mudar
Só mudam a vida da gente.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 23 de Novembro de 2011 às 00:31
Também eles são marionetas
- pelo menos alguns são... -
Que só podem dizer tretas
C`o a possível convicção...

São escravos do capital
Que nem poderão dizer
Que hão-de proceder tão mal
Quanto lhes mande o "poder"!

Mas se alguém quiser dizer
Que estou a ser radical,
Melhor fora estar calado

Porque eu não quero saber!
[no que toca ao capital,
eu mando à fava o cuidado!]


Poeta, a net, hoje, está muito pior do que o habitual... nem sei se vai dar para publicar esta resposta...
Abraço grande!
De poetazarolho a 22 de Novembro de 2011 às 23:41
“Enteados da nação”

Mais pobres por necessidade
Ou porque faltará a riqueza
Não se assiste à equidade
Por isso não tenho certeza

Uns vivem com dificuldade
Outros senhores de farta mesa
Na distribuição haverá verdade
Quando a todos tocar a pobreza

Teremos todos este direito
Consagrado na constituição
“De sem vergonha empobrecer

E de oferecer às balas o peito”
Por ora somos enteados da nação
Que os seus filhos vê enriquecer.
De poetaporkedeusker a 23 de Novembro de 2011 às 00:49
Somos os discriminados
Dessa tal dicotomia
Que torna alguns abastados
E, a tantos, traz a agonia...

Não vai ser fácil mudá-lo
Mas não quero duvidar
Que outro virá, se me calo,
Pr`á luta continuar!

Cad`homem, cada mulher,
Terá direitos iguais
Neste mundo por que eu luto

E devemos entender
Que até mesmo os animais
São, da Terra, imenso fruto!


Ainda consegui publicar o anterior... vou tentar mais este! Abraço grande! :)
De poetazarolho a 23 de Novembro de 2011 às 23:29
“Hipotecados”

Fama que vem de longe
Chegou-nos do Canadá
Prega bem, não é monge
Eu digo e assim se fará

Está igual tod’a Europa
Quem os manda globalizar
A China de vento em popa
Que bem soube aproveitar

São comunistas capitalistas
Bem souberam capitalizar
A ganância e curtas vistas

De quem tudo queria ganhar
A Europa terra de saudosistas
Soube o nosso futuro hipotecar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 24 de Novembro de 2011 às 00:09
Nunca os meteria a todos
Num só barco, companheiro!
Uns têm riqueza a rodos
E outros mal têm dinheiro...

Muitos falam por falar,
Julgam todos por igual...
Eu sei em quem confiar
Com segurança total.

C`o país hipotecado,
Bem mais que no tempo antigo,
Só fico ao lado de quem

Devolva ao povo o roubado
E, sem temer qualquer perigo,
Lute como mais ninguém!

:) Abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 23 de Novembro de 2011 às 23:33
“Greve”

Minha greve está guardada
Para uma histórica ocasião
Quando desatarem à porrada
Eu entro de manifesto na mão

Depois de tod’a gente aviada
Apelando à desmobilização
De toda esta enorme cegada
Onde não acaba a corrupção

E se nomeia outra comissão
Mas a conclusão deu em nada
E a corrupção saiu reforçada

Sugando os fundos à nação
Que assim se vê defraudada
Esta nação anda enfeitiçada.
De poetaporkedeusker a 24 de Novembro de 2011 às 00:23
Talvez tudo acabe assim
Mas enquanto o não sentir,
No que dependa de mim,
Faço impossíveis pr`a ir!

Sei bem que a minha presença
É só uma, não vale nada,
Nem fará grande diferença...
Mas não ficarei parada!

Desligar o manifesto
Da nossa greve geral,
Será sempre um gesto errado

E, dentro deste contexto,
Só poderá trazer mal
A este povo cansado!

Sei muito pouco sobre o que aqui digo mas aí vai, Poeta!


De poetazarolho a 23 de Novembro de 2011 às 23:40
CINCO QUADRAS DO ANTÓNIO ALEIXO


Acho uma moral ruim
trazer o vulgo enganado:
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.

Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.


António Aleixo

De poetaporkedeusker a 24 de Novembro de 2011 às 00:40
Quando ele acordar acaba
E não volta a acontecer
Ou, sobre o povo, desaba
O que o fascismo quiser! :)

Eu, ao Mestre Aleixo, nem me atrevo a responder... só saiu esta quadrazinha atrevida...
Obrigada, Poeta, por estas quadras do António Aleixo.
Eu nunca escondi que penso que, na poesia rimada, os bons poetas se descobrem na quadra popular que é muito mais difícil do que muitos possam pensar... e o Poeta Aleixo foi inigualável nessa forma poética!
Se eu não conseguir colar estes sonetilhos nos seus blogs, é porque a net está sempre a ir-se abaixo. Mas eu tento!
Abraço grande!

Poete também!

.Transparências de...

.pesquisar

 

.Em livro

   O lucro desta edição reverte
   totalmente a favor da Autora

.posts recentes

. A MEDALHA E O DIPLOMA - ...

. INFORMAÇÃO A TODOS OS AMI...

. SONETO A PRETO E BRANCO

. GLOSANDO A POETISA MARIA...

. O VIGÉSIMO SEXTO DIA

. SÁBADO, DOMINGO, SEGUNDA ...

. MEMÓRIA(S) DO NÁUFRAGO-PE...

.arquivos

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

.tags

. todas as tags

.favorito

. CONVERSANDO COM MARIA DA ...

. É a arte, solidão?

. SO(LAS)

. “A Linha de Cascais Está ...

. CANTIGA PARA QUEM SONHA -...

. Our story in 2 minutes

. «A TAUROMAQUIA É A ÚNICA ...

. Novidades a 13 de Dezembr...

. LIMPAR PORTUGAL

. Ler dos outros... (cróni...

.ARCA DE NOÉ

A Arca de Noé Vivapets distinguiu como Animal da Semana

.HORIZONTES DA POESIA


Visit HORIZONTES DA POESIA

.Autores Editora

.A AUTORA DESTE BLOG NÃO ACEITA, NEM ACEITARÁ NUNCA, O AO90

AO 90? Não, nem obrigada!

.subscrever feeds