.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

SONETO A UM VERSO QUE FICOU POR ESCREVER

 

 

Usado e gasto ou novo e displicente,

Tenho-te aqui, neste onde que nem sei,

No poema em que te prendo, esse imprudente

Que te irá dar bem mais do que eu te dei,

 

Mas perco-te depois, num gesto urgente

Em que abro mão daquilo que engendrei,

E vendo-te voar – quem me desmente? –

Descubro que não mais te encontrarei...

 

Quem és, quem és, se nem mesmo eu souber

Prender-te nos meus braços de mulher

Dando uma voz à voz que tu não tens?

 

Serás verso que teima em se perder,

Ou talvez sejas tudo o que eu quiser

Por mais que eu nunca saiba de onde vens...

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 10.10.2011 – 21.11h

 

 

 

Imagem retirada da Internet, via Google

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 21:54
link do post | "poete" também! | favorito
|
35 comentários:
De poetazarolho a 11 de Outubro de 2011 às 21:32
“Execute-se”

O próximo orçamento
Será difícil de executar
Não há lugar ao lamento
Alemanha vai-nos ajudar

Por via-férrea vai seguir
Numa carruagem mercante
Um pijama às riscas vestir
Não usará desodorizante

Seu cabelo será rapado
Fará todo o trabalho forçado
Não mais dormirá descansado

E no dia que lhe fôr destinado
Numa câmara será encerrado
Orçamento morrerá gaseado.
De poetaporkedeusker a 11 de Outubro de 2011 às 22:42
Chegar ao seu comentário
Foi mais fácil que chegar
À rádio que, hoje, ao contrário,
Não me deixa aproximar...

Este OGE condenado
Só condena ainda mais
Um Portugal já cansado
De dar mil e um sinais

No sentido de avisar
Que o povo, neste apertão,
Inda rebenta de vez...

Vamos lá a dedicar
Um pouco mais de atenção
A quem, de mal, nada fez!


Abraço, Poeta! está tudo bem convosco? Tenho estado a tentar entrar no Rádio Horizontes da Poesia mas... hoje já falhei mil e uma tentativas. Parece-me que só tenho acesso aos blogs...
Se for ao Google e digitar Rádio Horizontes da Poesia, vai lá dar! Eu é que não consigo entrar de forma nenhuma...
De poetazarolho a 12 de Outubro de 2011 às 00:00
"Terra mãe" ( 1º aniversário )

A terra está a parir
Mineiros um por hora
Emoção, chorar e rir
Destes filhos que adora

Crer imenso ao minuto
Desde início se mantém
Dos homens o contributo
Dores de parto desta mãe

Terra mãe, grande país
Exemplo p’ra tanta gente
Vai à mais profunda raiz

Come poeira noite e dia
Das entranhas de seu ventre
Trinta e três filhos paria.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2011 às 14:32
Desde sempre a escura terra
Oferece à humanidade
Riquezas que nela encerra
E oferece àquele que a invade

Mas, nessa oferta, ela pede,
Ao homem que se aventura,
Coragem de quem não cede
Nem perante a rocha mais dura...

Por vezes leva-lhe a vida,
Noutras, é mais generosa
Permitindo uma saída

Mas sabe Deus quanto horror,
Nessa gruta tenebrosa,
Quanta espera e quanta dor...


Já não consegui aceder ontem, Poeta. Vai agora, com o meu abraço! :)
De PaperLife a 12 de Outubro de 2011 às 14:43
Lindo Maria ^^
Mas que verso foi esse que ficou por escrever? :)
De poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2011 às 16:34
:D Olá, Paper! Obrigada! Que verso foi esse? Tantos, amiga! Às vezes não há mesmo nada, nada onde possamos escrever um verso... ou mais... e a memória acaba por nos trair... a nós e ao tal verso que nunca foi escrito...
:) Tenho um poema que foi todo escrito a lápis numa pedra da calçada que estava solta, junto à paragem do autocarro. Agora lamento ter deitado fora a pedra... mas acabei por deixá-lo escrito num dos meus quadros, simbolicamente :) Mas acredita que nem sempre o caderninho, a pedra, o lápis ou o guardanapo de papel estão ali, à mão. .. e eles vão-se, exactamente como se tivessem asas. Pelos mil e não sei quantas centenas - acho eu... - de poemas que tenho publicados online, muitos mais me fugiram, podes crer!
Abraço grande! :)
De PaperLife a 12 de Outubro de 2011 às 16:38
Um poema escrito numa pedra da calçada? Nunca imaginei isso, mas agora que o fiz acho fantástico :D
Mas concordo contigo, por muitos poemas que escrevamos, muitos mais nos fogem :)
De poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2011 às 17:24
Desculpa... interrompi a nossa conversa... e, não tarda nada, volto a interromper porque isto fecha :/
Dá para escrever um soneto num paralelipipedo, dá. Tem de ser com letra pequenina mas faz-se! E até fica bonito... é pena é ser tão pesado :))
Às vezes ainda fico triste quando perco um ou dois versos que eu achava particularmente bonitos...
Bjo!
De PaperLife a 12 de Outubro de 2011 às 17:36
Eu sei o que isso é, também já perdi muitos :/
Mas o importante é nunca desistir, e embora não possam ser substituídos, porque cada um é único, não quer dizer que não possamos continuar no mesmo sentido :)
De poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2011 às 19:44
... e agora foi um intervalo dos grandes! Mas penso que todos nós já lamentámos um ou outro verso que se perdeu entre o nosso pensamento e a lonjura do papel ou do teclado... custa-me a acreditar que haja alguém que se sente de propósito só para escrever um poema... eles nascem quando menos esperamos! Claro que se fazem anunciar - quase sempre... - por algum tempo em que ficamos distanciados de tudo, excepto talvez do que fazemos mecanicamente... mas não é um processo totalmente voluntário nem absolutamente consciente. Por isso se criou o termo "inspiração". Nós, humanos, tendemos a arranjar nomes para todos os conceitos abstractos e não abstractos :)
Bjo! :)
De poetazarolho a 13 de Outubro de 2011 às 00:33
“Atingido por um poema”

Dos poemas que fugiram
Desses não reza a história
Daqueles que sucumbiram
Tenha paz a sua memória

E numa pedra de calçada
Um poema nasceu um dia
Mas a pedra foi atirada
A quem do poema fugia

Atingido no meio da nuca
Por tais palavras tão belas
Rendeu-se de vez à poesia

E não fosse usar peruca
Seriam maiores as mazelas
Assim galo de versos nascia.
De poetaporkedeusker a 13 de Outubro de 2011 às 14:25
Por mais que aqui nunca veja
Quantos erros se cometem
Quem perdeu alguém, deseja
Justiça, como prometem!

Só ontem, já muito tarde,
Soube que a morte chegou
Sem fazer nenhum alarde
E uma vida arrebatou...

Nas minas da Panasqueira
Um trabalhador morreu
Num espaço menos seguro

E agora... haverá maneira
De culpar quem o vendeu
À morte em local tão escuro?


Olá, Poeta. Desculpe se estivermos a falar de coisas muito diferentes mas eu só ontem soube da morte de um trabalhador nas minas da Panasqueira e fiquei bastante impressionada. Ainda hoje, em pleno séc. XXI, acontecem acidentes que poderiam ser evitados por um maior investimento nos cuidados de prevenção laboral. Soube que os trabalhadores da mina há muito reivindicavam esse investimento que lhes permitiria trabalhar em segurança. Tanto quanto sei, os trabalhadores transformaram o seu luto em protesto e luta por mais e melhores condições de segurança e eu, que não vi nem ouvi, mas LI, não poderia deixar de juntar a minha voz a esse protesto enlutado.
Abraço grande!
De poetazarolho a 12 de Outubro de 2011 às 21:07
“Bit generation”

Agora que estamos ligados
Já nada haverá a fazer
Querem ver-nos crucificados
Mas nem havemos de morrer

Ao terceiro dia ressuscitamos
I-Pad trará uma mensagem
Pela estrada dos bits vamos
Embora estreita a passagem

Se o bit estiver a zero
Será nulo esse contributo
Pelo caminho morreremos

Se estiver a um como espero
E eu não pretendo ser bruto
Uma lição ao mundo daremos.
De poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2011 às 22:02
Esta comunicação
Das novas tecnologias
É a representação
De mil novas teorias,

Quando a mudança acontece
Não podemos ignorar
Que algum mérito merece
A quem se não quer calar

Mas pensar que é só aqui
Que se trava esta batalha,
Que se muda a terra inteira...

Deste pouco que já vi
A mudança não nos falha;
É vitória... ou sai asneira...


Abraço grande, Poeta! Ainda consegui publicar o outro... vamos a ver se este também fica no seu lugar...
Na! este já não deu... tive de refazer o acesso por duas vezes...
De poetazarolho a 12 de Outubro de 2011 às 21:11
“Vale tudo”

Na cidade do vale tudo
Só não valia tirar olhos
Agora é vê-los aos molhos
Cegos e de ar carrancudo

Repetem a toda a hora
Há que fortalecer a finança
Só isso trará a confiança
Sem precisarmos ir embora

Senão vamos ser corridos
Por estarmos a defraudar
Quem nos esteve a financiar

Virão os de outros partidos
Que estiveram a repousar
E precisam de se alimentar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2011 às 21:42
Só não vale, nessa cidade,
Tirar a quem tem demais...
E venha a voz dos jornais
Juntar-se à nossa igualdade!

Sejam os jornais diários
A voz dos trabalhadores,
Cuidem também dos valores
Que são os nossos salários!

Eu já nem falo por mim,
Falo por quantos merecem
Saber que muitos se esquecem

Das razões pr`a estar-se assim
Neste desespero todo,
Nas agruras deste "lodo"!


Olá, Poeta! O meu abraço... enquanto isto se não vai abaixo... :)
De poetazarolho a 12 de Outubro de 2011 às 23:09
“A cura”

Com olhos de vampiros
Deve ser por nos sugar
De nada valem suspiros
Aqui ou noutro lugar

É das agruras e do lodo
Agora nascem os dentes
Para sugar o sangue todo
Assim não ficamos doentes

Que um morto não adoece
Também não chateia muito
Nem sequer morre da cura

E os vampiros não aborrece
Que renascer será fortuito
Após tamanha secura.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 12 de Outubro de 2011 às 23:59
Um morto não adoece
Mas eu, em boa verdade,
Digo que até me parece
Que eles sugam a Liberdade...

A secura vai ser tal,
Vai ter força tão tamanha,
Que nem a bem, nem a mal,
Queremos ter coisa tão estranha!

E, estou agora a pensar;
Não podem matar-nos todos
Ou ficam sem quem trabalhe...

Se esta "festança" avançar
Temos vampiros a rodos...
[a não ser que a coisa falhe...]


:)) Abraço e obrigada por mais este, Poeta!
De poetazarolho a 12 de Outubro de 2011 às 23:50
“Caminhada XXIX”

Diogo Miguel era soldado
Ao serviço desta nação
E morreu nesse atentado
Descansa em paz desde então

Nós não podemos descansar
Enquanto as nossas vidas
Só sirvam para metralhar
Em nome de causas perdidas

A única causa por ganhar
É a causa simples do amor
Por cada bala disparada

Pedaço de carne dilacerada
Nada justifica o terror
Vamos amar, amar e amar.


A Maria continua a descobrir coisas,

http://maria-made-in.blogs.sapo.pt/

nem sempre boas, mas a desbravar o caminho do amor.
De poetaporkedeusker a 13 de Outubro de 2011 às 00:11
Ai, ai! Eu quero ir à Maria! Isto é que não me deixa nem responder sem ter de reiniciar...

Sempre acreditei na Paz
No Amor, na Liberdade...
A falta que isso nos faz
Em toda e qualquer idade!

Mas quando for necessário
Erguer a voz, protestar,
Eu, como qualquer operário,
Estou presente, pr`ajudar!

Ninguém quer a violência
Mas, em nome da justiça,
Quando estamos amarrados

Pode surgir impaciência
E haver alguém a armar liça
Entre homens tão exaltados...


Vamos a ver se consigo... ai, isto está horrível para estar online! :/


De poetazarolho a 13 de Outubro de 2011 às 22:19
“Futuros”

Todos os futuros existem
Estão escritos no firmamento
E há os futuros que resistem
Transferidos pró pensamento

É que um futuro pensado
Com muita calma e sabedoria
Não será um futuro enjeitado
Dar-te-á paz e harmonia

Mas se pensas um futuro
Envolto num turbilhão
Qual poderá ser o resultado?

E se o pensas no escuro
Esse futuro de antemão
Será muito negro o coitado.
De poetaporkedeusker a 13 de Outubro de 2011 às 23:37
Não estou a pensar em mim
Quando tomo decisões!
Sempre que falar assim
Estou a pensar em milhões!

Nada está de todo escrito,
Nada é assim linear
E aquilo em que eu acredito
Tu não podes nem sonhar...

Estranhos intermediários
Entre mim e o meu destino
Estão a querer fazer-se ouvir...

Há muitos modos e vários
De fazer como eu ensino
Não estando tudo a dormir...

:) Olá, Poeta! Não está a ser nada fácil manter-me online...
Um abraço grande!
De poetazarolho a 15 de Outubro de 2011 às 01:17
“Atingido por um poema”

Dos poemas que fugiram
Desses não reza a história
Daqueles que sucumbiram
Tenha paz a sua memória

E numa pedra de calçada
Um poema nasceu um dia
Mas a pedra foi atirada
A quem do poema fugia

Atingido no meio da nuca
Por tais palavras tão belas
Rendeu-se de vez à poesia

E não fosse usar peruca
Seriam maiores as mazelas
Assim galo de versos nascia.
De poetaporkedeusker a 15 de Outubro de 2011 às 01:58
Este está repetido, Poeta! Já mo enviou no dia 13, de madrugada, se me não engano... mas estou numa ligação tão instável que nem imagina... estive horas - horas mesmo - para conseguir aceder e só a este blog...

Mas terá toda a razão...
Pode ter acontecido
Que, sem qualquer intenção,
Até o tenha atingido...

Quem disse que a Poesia
Não era um campo arriscado?
Quem o disse não sabia
Do pedregulho lançado!

Não conhecia sequer
Que o poema pode ser
Arma tão provocadora

Ou então tentou esquecer
A força desse poder
Que a tantos nos revigora...

Agora não vai ser nada fácil levar-lho... talvez nem seja possível...
Um abraço grande!
De poetazarolho a 15 de Outubro de 2011 às 21:02
É melhor a mentira

É tanta e convicta a sinceridade
Daquelas mentiras que sempre me dizes
E que tu adornas com tantos matizes
Que as tomo, confesso, por terna verdade.

E sabes dizê-las com tal veleidade
Com uma certeza que às vezes desdizes…
Eu finjo ignorar sempre os teus deslizes
Para te evitar fingida ansiedade.

E de tantas vezes mas ires repetindo,
Resolvo eu pensar que são verdadeiras
E gosto, até, de as ir preferindo

Às verdades torpes que oiço em todo o lado
E aguçam o engenho d`inventar maneiras
De passar a vida a ser enganado.

Eduardo
De poetaporkedeusker a 15 de Outubro de 2011 às 23:46
Meu amigo Eduardo,

Agradeço-lhe mais este belo poema a que não lhe vou responder porque já "engrenei" nos sonetilhos mas não nos sonetos. Quando não me sinto mesmo nada inspirada e poeticamente desmotivada, como agora acontece, não os consigo escrever.
Suponho que faça parte dos seus sonetos da juventude... há uma coisa que posso fazer, se conseguir ter acesso; posso transcrever um dos sonetos do meu avô que tenha uma temática similar!
Um abraço para si e sua esposa e que tenham um bom Domingo.

Maria João
De poetaporkedeusker a 15 de Outubro de 2011 às 23:59
Juraste pela cruz onde morreu
O dôce e bom Jesus crucificado
Que era meu teu lábio perfumado,
Que o teu peito, mulher, era só meu.

Juraste pela Virgem que sofreu,
Sentindo o coração alanceado
Ao ver o Filho querido inanimado,
Que o teu amôr do meu olhar nasceu

Quando juraste, cego acreditei,
Amei por ti a vida deste mundo
E só Deus sabe o muito que te amei!

Era mentira tôdo o teu jurar
E como anda a gemer o mar profundo
Eu vivo, desde então, a soluçar!

António de Sousa - Lisbôa, Fevereiro de 1916

...............................

Aqui vai um soneto com uma temática idêntica e com quase 100 anos de idade!
O poeta tinha feito os 17 anos pouco tempo antes, a 25 de Dezembro.

Outro abraço!

Maria João
De poetazarolho a 15 de Outubro de 2011 às 21:11
“Alucinação”

E o povo saiu à rua
Mas a rua não estava
Pensava que era sua
Mas muito se enganava

E o povo ficou parado
À espera de uma decisão
E por momentos calado
Até que disse que não

Vamos pr’a rua de novo
Mas já não seremos povo
Seremos uma alucinação

Quem pensa que tudo pode
Verá quando o povo explode
Seu sangue espalhado no chão.
De poetaporkedeusker a 15 de Outubro de 2011 às 23:35
Em verdade lhe direi
Que isto não pode durar
Porque, tanto quanto sei,
Isto foi só começar...

Mas também não sei dizer
Onde isto nos levará
Nem quantos irão poder
Garantir que o sabem já...

Ninguém pode ter memória
De tal descontentamento
Partilhado e universal

Estamos mesmo a fazer História
E, quanto a mim, só lamento
Se as coisas correrem mal...

Estranhamente, consegui um acesso suficiente para escrever este sonetilho. Até estou a estranhar pois tem estado bloqueado e apenas acedi por segundos ao Face...
Abraço grande, Poeta!



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