.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sábado, 8 de Outubro de 2011

VIDA A VIDA

Enquanto a vida passa pela vida

Muitos, na luta eterna, reconhecem

Que as teias desta vida se nos tecem

Conforme a voz que temos seja erguida...

 

Tantos de nós, descendo uma avenida,

Procuramos dar voz aos que a merecem

E damos voz à voz dos que se oferecem

Pr`a dar voz à verdade indesmentida

 

Que vida a vida se ergue na cidade

Reconstruindo a solidariedade

Essa  que já mil vezes nos uniu

 

E é contra a voz que abafa a nossa voz

Que, erguidos desse chão, não estamos sós

Contra quem, pr`a roubar-nos, nos mentiu!

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 07.10.2011 – 18.37h

 

 

NOTA - Desde esta madrugada, impossibilitada de aceder ao meu mural do Facebook e à maioria dos sites da net, desejo, do fundo do coração,

uma GRANDE concentração a todos os amigos da ANIMAL e de todos os grupos e associações que hoje se lhes juntem, no Rossio, para dar voz a todos os animais.

TODOS DIFERENTES, TODOS ANIMAIS!

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 14:35
link do post | "poete" também! | favorito
|
18 comentários:
De PaperLife a 8 de Outubro de 2011 às 14:42
Jamais nos calaremos Maria!
Gritaremos sempre mais alto ;)

Avante! :D
De poetaporkedeusker a 8 de Outubro de 2011 às 15:10
Eu não me calo, Paper! :) Avante!!!
Mas estão a tentar calar-me. Não consigo sequer partilhar mais nada da página da ANIMAL nem de outros grupos... os acessos aos murais de quase todos os amigos também me foram cortados...
Só consigo cá vir "aos soluços" e por atalhos que nem eu imaginava que existissem...
Bjo!
De poetazarolho a 9 de Outubro de 2011 às 00:21
“A boiar”

Preços continuam a baixar
Aproveitem bem esta ocasião
Mesmo assim vamos ganhar
Imaginem fora da promoção

Leve quatro para só dois pagar
Leve hoje e só paga amanhã
Atenção o crédito vai acabar
Peça o empréstimo esta manhã

Compre até ao final do ano
Contudo se estiver em apuros
Damos-lhe três meses sem pagar

Para que você não vá p’lo cano
Praticamos os melhores juros
Leva uma bóia pr’a não se afogar.
De poetaporkedeusker a 9 de Outubro de 2011 às 00:44
Com preços baixando, ou não,
Partiu-se a minha torneira
E eu vou ter uma canseira
A lavar loiça no chão

Eu que sempre acreditei
Ser um pouquinho imatura
Penso, agora, que o pensei
Por ser muitíssimo pura

Tenho encontrado "berçários",
Nesta net em que navego,
De toda a forma e feitio

Que têm por alvo vários
Sectores do Humano Ego...
[ não choro só porque rio!]

Este saiu muito coxinho mas eu estou mesmo numa navegação instável e mais do que precária, Poeta! Aliás, antes de publicar vou fazer "copy" porque o mais certo é a net já se ter ido abaixo quando acabar de escrever estas linhas! As mais das vezes nem sequer dá para aceder...
A história da torneira não é nada poética mas é verdadeira :)) e tinha de sair porque eu ainda estou para descobrir como vou arranjar-me sem ela... mas é claro que os preços hão-de baixar! Quando a procura desce, a "oferta" é obrigada a tornar-se mais "atraente" mesmo sabendo que se irá afogar dessa forma! Não me considero nenhuma entendida mas penso que foi um dos brilhantes esquemas que a banca arranjou para "pôr fermento" no capital, há não muito tempo... mas isto digo eu que sou poeta! :)
Um abraço muito grande! Para todos vós, incluindo a D. Laura!
De Zilda Cardoso a 9 de Outubro de 2011 às 09:16
Muito engraçado, gostei!
De poetaporkedeusker a 9 de Outubro de 2011 às 13:12
:D Olá, Zilda! Muito obrigada!
Aproveito para fazer de si a primeira "vítima" da minha "zanga" de ontem... este soneto custou-me muito mais a publicar do que a criar. Vai um caos enorme nesta minha net!!! Ora está com acesso, ora não está; ora consigo fazer um "like" no meu mural do Facebook, ora os "likes" passam, em segundos, a "dislikes"... enfim! Só lhe digo que, estar online e dar a minha opinião, está a pôr à prova a minha paciência e a minha resistência... ou teimosia :))
Vou ver se consigo publicar esta minha resposta e fazer-lhe uma pequena visita.
Até já!
De artesaoocioso a 9 de Outubro de 2011 às 13:56
Cara amiga,
Continuamos e continuaremos a protestar mas já não fazem tremer como antigamente .... habituaram-se e fingem que não vêem .
Abraço
De poetaporkedeusker a 9 de Outubro de 2011 às 14:52
É capaz de ter razão, amigo Artesão... não ouvem, não vêem, não lêem... consideram que podem ignorar, citando o Padre Fanhais pela negativa do que ele afirma...
Quem se incomodará se uma poeta de ossos enferrujados parar de protestar? Nada! Só meia dúzia de amigos com paciência para a ler poderão sentir-lhe a falta... mas quando todos, todos mesmo, se recusarem a ser paus-mandados? Continuarão a ignorar? Matar-nos-ão ou prender-nos-ão a todos? Mas nada disto é tão fácil quanto parece assim, em meia dúzia de palavras saídas à pressa...
Abraço grande e muito obrigada pela sua visita!
De artesaoocioso a 17 de Outubro de 2011 às 23:46
Cara amiga,
Estamos condenados a não deixar rasto. Pela parte que me toca, já estou preparado .
Como a sociedade mudou, as manifestações já não possuem a força do primeiros anos: tudo passa muito depressa.
Abraço
De poetaporkedeusker a 18 de Outubro de 2011 às 00:45
Eu vou fazer o impossível para estar, amanhã, às 18horas, no Chiado para participar na Marcha Contra o Pacto de Agressão. Ainda tenho esperança, meu amigo! Talvez não lhe veja os frutos mas tenciono lutar até ao fim pelos que cá ficarão depois de mim. Estamos a ser empurrados para um fosso, meu amigo, e o país connosco! Enquanto puder, não me calarei!
Enorme abraço!
De artesaoocioso a 18 de Outubro de 2011 às 23:57
Cara amiga,
Comecei a militar nos sindicatos (corporativos) antes de Abril, depois mais 25 anos na CGTP.
O meu contributo está dado, agora chegou a altura de parar.
Abraço grande.
De poetaporkedeusker a 19 de Outubro de 2011 às 11:38
Entendo perfeitamente, meu amigo Artesão! Peço desculpa por ter deixado os meus comentários a meio mas a verdade é que estou convencida de que é mesmo o meu IP que está bloqueado. Não imagina os malabarismos que tenho feito para conseguir um acessozinho desde o meu computador e, quando já tenho metade escrito, vai-se tudo abaixo e perco o texto. Agora estou no CJ onde não consigo ter acesso às minhas fotografias nem ao som mas sempre vou conseguindo responder.
Abraço grande!
De poetazarolho a 9 de Outubro de 2011 às 23:53
“Cara alegre”

Austeridade marca a hora
Não espera acontecer
Então vamos lá embora
Estamos aqui pr’a receber

A hora é hoje, aqui e agora
Não se devem esquecer
Quem com a colecta colabora
Por certo irá emagrecer

Para quem disser o contrário
O imposto sobre a gordura
Será a prova derradeira

Vamos engordando o erário
Que o nosso esqueleto pendura
Austeridade é a única maneira.
De poetaporkedeusker a 10 de Outubro de 2011 às 14:22
Mas chamar austeridade
A tanta pobreza extrema
Faz-me parecer que a vontade
Está a querer mudar de tema...

Limpar gorduras do Estado,
Não direitos sociais
Que ao povo, já espoliado,
Vão exigindo demais!

Da carência acumulada
Nasce um Estado bem mais fraco
- Estado são os cidadãos! -

Isto nunca leva a nada,
Fica este país num caco
E preso de pés e mãos!


Olá, Poeta! Só agora... não consegui acesso de outra forma. Mas irei acedendo sempre que possa.
Abraço grande!

De poetazarolho a 10 de Outubro de 2011 às 21:18
“Sem memória”

Desde que existe memória
Não houve orçamento assim
Foi muito antes da história
Não te comiam a ti e a mim

Agora em nome da soberana
Deste reino pós modernista
Vem exigir-nos mais grana
Não há espírito que resista

Para essa soberana alimentar
O coiro e o pêlo entregas
Melhor é a memória perder

Porque se te fosses lembrar
Até às calendas gregas
Seria sempre a padecer.
De poetaporkedeusker a 10 de Outubro de 2011 às 22:10
A bem do Pós-Modernismo
- possa ele ter muita saúde! -
Abaixo o capitalismo,
Esse que, a mim, não me ilude!

Deste Orçamento Geral
Tenho péssima impressão
E, se isto já ia mal...
Quem dera eu não ter razão!

Mas de memória perdida,
Vai-se a própria identidade...
Pouco nos sobra da vida,

Mais valera nem pensarmos
Em viver sem liberdade!
Bem nos basta nada termos!


Abraço, Poeta! :) Consegui vir aos blogs mas, até agora, não consegui aceder a mais nada...
De poetazarolho a 10 de Outubro de 2011 às 21:23
“O bom pastor”

Acções do Pastor disparam
Com a oferta do Popular
As ovelhas não se calaram
Cães não param de ladrar

A minha é a melhor acção
Esta aqui é que está a dar
Ainda é grande a confusão
Cães não param de ladrar

Mas com a falta de atenção
O pasto vai-se degradar
Ovelha fica sem alimento

Não é pro pastor nem pro cão
Em breve todos vão definhar
As acções não são sustento.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 10 de Outubro de 2011 às 22:26
Eu sei bem que isso é verdade;
Nem pr`ó dono, nem pr`ó cão...
[a seguir vem a ansiedade
e, depois, a depressão...]

Mas, entre mortos e feridos,
Há sempre alguém que resiste
Que tem olhos, tem ouvidos,
Que tem boca e não desiste!

Cães não param de ladrar
E os donos podem morder
Se a mentira não parar!

Quando não houver ração
Nenhuma para comer,
Quem reconstrói a Nação?


Abraço grande! O Kico - enquanto não morre de fome... - voltou a ter aquelas crises de dispneia que simulam o falso crupe. Coitado, faz um barulhão a respirar e estou a ver que tenho de voltar a dar-lhe cortisona...
Já voltei a publicar, Poeta!

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