.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 4 de Outubro de 2011

COM A VOZ QUE TRAZEMOS NAS MÃOS

Nestes punhos magoados que se cerram

Por causas bem mais fortes do que a dor,

Eu trago estas palavras que se elevam

Como as de outro qualquer trabalhador

 

E, se morrer sem voz porque me enterram

Tentando refrear o meu ardor,

Jamais terei traído os que delegam

A voz na voz de quem lhes dá valor!

 

Ah, nunca mais o medo a meias-vozes!

Nunca mais submissão aos tais algozes

Que estão escavando abismos financeiros

 

Entre um punhado de bem “recheados”,

E os restantes milhões de injustiçados

Que o capital transforma em prisioneiros!

 

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 04.10.2011 – 02.18h

 

 

IMAGEM DA MANIFESTAÇÃO DA CGTP DE 1 DE OUTUBRO DE 2011, retirada da net, via Google

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 15:01
link do post | "poete" também! | favorito
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12 comentários:
De PaperLife a 4 de Outubro de 2011 às 19:22
E deste assim voz à opinião de muitos portugueses!
Embora o nosso país vá de mal a pior, haja algo que sempre se mantém fiel, a tua poesia :)
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 22:41
Obrigada, Paper! :) Estou no Rádio Horizontes da Poesia a ouvir o programa Pensando em Você, do Joaquim Sustelo!
Depois venho responder ao Poeta Zarolho porque estou com atenção aos poemas e quero ouvi-los bem!
Até já! :D
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2011 às 21:37
“Discursos”

Está demais a realeza
Com seus trajes de cetim
Nestes tempos de pobreza
Mas a realeza traja assim

Faustoso banquete consome
De iguarias sem igual
Nestes tempos de fome
Mas a realeza não come mal

Portugueses não desistam
No Estoril-Sol discursa o rei
Em breve falarei ao povo

Peço a todos que resistam
Não digam que não avisei
No dia cinco avisarei de novo.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 23:13
O poeta, com seus versos,
Tem poderes que desconhece
E, nos tempos mais adversos,
Só fala do que acontece...

Sobre o que há-de acontecer,
Poderá teorizar
E se luta é por saber
Que não pode adivinhar...

Quando a música é passada
E a palavra, já escoada,
Faz lembrar que se excedeu

Fica a história consumada
E a semente foi lançada
Nesse chão que Deus lhe deu!

Abraço grande, Poeta!
De Peter a 4 de Outubro de 2011 às 22:37
Olá poetisa !!!!
Belo soneto cheio de actualidade. e pertinência!!!
A luta continua!
bacio.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 23:23
Bacio, Peter! A LUTA CONTINUA!
De poetazarolho a 4 de Outubro de 2011 às 23:27
Caro Pedro

Gostei muito das tuas nuvens. Agradece à Maria João de Sousa a réplica que a minha «crise» lhe mereceu. É sempre com muito prazer que lemos o que ela nos envia. Nas minhas velharias tenho o primeiro soneto que escrevi, penso que, com 18 anos. Quando o encontrar envio-to e à Poetisa para ela me dizer o que pensa dele, pois eu lembro-me que sempre o achei muito deprimente para a minha idade de então, mas nunca fui capaz de fazer uma introspecção, que me permitisse avaliar dos motivos que me inspiraram.

Boa noite para ti, para os nossos meninos e para a Maria João.

Eduardo e Anjos.
De poetaporkedeusker a 4 de Outubro de 2011 às 23:50
Meu amigo, fico à espero do seu soneto! Tenho, algures no Facebook, um soneto do meu avô, António de Sousa, quando tinha 16 anos e ninguém diria que foi escrito por um rapazito daquela idade... se eu o encontrar, prometo publicá-lo aqui para que o Pedro lho possa fazer chegar.
Muito obrigada por ter dado atenção às minhas réplicas. Enorme abraço para si e sua esposa.
De ligeirinha a 5 de Outubro de 2011 às 09:14
Que bem escrito!
É o que tambem penso!
Beijo grande!
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2011 às 13:28
:D Minha Ligeirinha!!!
Lá nos vamos encontrando no Facebook... mas a velocidade do Face deixa-me estonteada! :)) Sobretudo quando quero ler um texto mais longo ou ver um vídeo e sei que tenho as caixas de correio numa vergonha e blogs que não visito há milénios... mas eu já aí vou! ;)
De PaperLife a 5 de Outubro de 2011 às 15:58
Maria, sem querer, apaguei o comentário que me fizeste hoje :( Desculpa. Fui para editar o poema, e em vez de clicar em publicar cliquei em apagar :(

Se quiseres, e puderes, fazê-lo de novo agradecia :)
Mais uma vez peço as minhas sinceras desculpas...
De poetaporkedeusker a 5 de Outubro de 2011 às 16:48
Deixa estar, Paper! Isso acontece, claro! Deixa-me só publicar este que eu trago "atravessado na garganta" :))) e que quer nascer à força toda... a seguir vou tentar repetir o meu comment... o que não vai ser difícil porque eu lembro-me muito bem do que disse ;)
Até já!

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