.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 18 de Setembro de 2011

TEMPO, TEMPO, TEMPO... - Sonetilho

 

 

Corre o Tempo... até parece

Que não tem tempo a perder,

A fugir, como quem esquece

Quanto não deve esquecer,

 

Mas dele, em nós, permanece

Essa vontade de qu`rer

Mudar tudo o que acontece

No que deva acontecer...

 

Quando o Tempo nos oferece

Tão justa razão de ser,

É bom que a gente se apresse

 

Pois todo o povo engrandece

Quando retira o Poder

A quem lho não reconhece

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 18.09.2011 - 15.25h

 

 

Imagem retirada da internet, via Google

 

 

sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 14:57
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32 comentários:
De poetazarolho a 18 de Setembro de 2011 às 23:02
“Cromos”

Havia os cromos da bola
Quando eu era pequenino
Hoje há cromos sem destino
Aparece com cada estarola

Há cromos com veia política
São de uma eficiência total
Vocês não me levem a mal
Esta é a minha veia crítica

Conduzem-nos até ao futuro
Com uma mestria duvidosa
Para nos iludir é só treta

Obter os mais difíceis é duro
Trabalho de forma laboriosa
Pr’a completar a caderneta.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2011 às 01:03
Poeta, o meu sono está mesmo a dar-me conta da criatividade e a febre de ontem voltou... acompanhada por uma senhora dor de cabeça daquelas...
agradeço-lhos e só respondo amanhã porque hoje já não rimo nem sono com cama :))
Abraço grande!
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2011 às 15:00
:)

Eu mesma coleccionei,
Em tempos muito remotos,
Esses cromos... e gostei
De guardá-los, como fotos...

Cromos das "raças humanas",
Das bandeiras, de animais...
Havia alguns bem "bacanas"
Entre outros muito banais...

Agora há muitos mais cromos
Porque andam por toda a parte
Mostrando aquilo que somos;

Afinal... tudo isto é arte
Porque arte é tudo o que pomos
Neste planeta... ou em Marte... :)))

Abraço grande! :)
De poetazarolho a 18 de Setembro de 2011 às 23:21
"Esperança"

Esperança é a última a morrer
Todas as outras já morreram
E se alguma sobreviver
Não mais serão o que eram

Esta é a nossa fatalidade
Nesta hora de mudança
É certa a sua enfermidade
Mas há que salvar Esperança

Não te vás Esperança nossa
Fica p’ra sempre connosco
Eu sei que te fará mossa

Aturares o que aturamos
Assume connosco o risco
Sem ti Esperança não mudamos.
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2011 às 15:25
A Esperança, quando aliada
À Vontade de mudar,
Faz milagres e do Nada
Consegue um Tudo tirar...

E não morre, é persistente
Como a raiz do poema
Que gera a própria semente
Da solução do problema...

Dela dizem maravilhas
E eu concordo, bem se vê,
C`os poderes que lhe atribuem!

Nos continentes, nas ilhas,
Só porque alguém nela crê,
Há muitos que dela fruem!

Abraço grande e até logo, Poeta!
De a 19 de Setembro de 2011 às 17:01
Olá Jo!! Como vai minha amiga? Espero que me desculpe a ausencia mas tenho andado por outras galáxias e o teletransporte estava com defeito. Vou chegando em fases.
Abraço grande
P.S. Breve passo aí
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2011 às 17:53
Fá!!! Nem acredito!!! Tinha estado, minutos atrás, a pensar em si e nos pequeninos! :))
Eu, às vezes, também tenho problemas com o teletransporte! eheheh
Enorme abraço! ENORME mesmo! :)
De linhaseletras a 19 de Setembro de 2011 às 20:42
Olá minha amiga, então como vai a sua saúde, a inspiração está muito boa, este sonetilho está muito bonito como sempre, esta maneira de escrever é mais a minha onda, a minha Joana diz que gostava mais de ler as minhas coisas quando eu escrevia as minhas quadras. Eu tenho andado um pouco arredada destas coisas do blog, mas já ando a sentir a falta das palavras, a qualquer momento começo a escrever alguma coisa. Um grande abraço e as suas melhoras
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2011 às 20:53
Minha amiga, acredite que é a única pessoa que me consegue mesmo deixar envergonhada!
Não sei como andará o seu novo livro... sei que ainda não fiz nada que jeito tivesse. Espero que me possa desculpar muito embora eu tenha dificuldade em desculpar-me a mim mesma, no que diz respeito ao seu livro.
Há imenso tempo que a não visito... nem aos outros amigos dos blogs... mas aí já sei explicar porquê; uma tarde gasta-se num piscar de olhos só a ler as publicações dos meus murais - e falho muitas - e a tentar manter a ordem nas caixas do correio. De manhã já raramente venho ao computador porque gasto o meu tempo útil com a bicharada e a minha higiene pessoal. É assim mesmo, infelizmente tenho de me adaptar ao ritmo lento a que o meu corpo consegue responder.
Um abraço grande e desculpe-me!
De linhaseletras a 19 de Setembro de 2011 às 23:23
Não se preocupe com isso, eu estou a ver se tenho alguma ideia de jeito para a capa. O livro está a andar, a Maria Helena está a tentar arranjar outra gráfica porque aquela que imprimia os nossos livros faliu, mas está tudo controlado. O que me preocupava era o registo e isso já está resolvido, por isso o resto é só questão de tempo. Um grande abraço
De poetaporkedeusker a 19 de Setembro de 2011 às 23:57
Amiga, eu sou um tanto ou quanto estranha no que toca à pintura e só funciono por fases... mas isto é demais! Garanto-lhe que nunca me tinha acontecido bloquear desta maneira! Tenho apenas uma imagem em mente, constantemente a vir-me à ideia, mas não a posso utilizar pois é a de uma ceifeira parecidíssima com as do Manuel Ribeiro de Pavia... enfim, nada que jeito tenha para uma capa...
Abraço grande!
De poetazarolho a 19 de Setembro de 2011 às 23:39
“Envernizados”

Temos a felicidade a metro
Por isso o nosso ar tão feliz
Gargalhada é ao cronómetro
Se fôr demais estala o verniz

Estala o verniz da felicidade
E nestes tempos de aparências
Isso é uma enorme fatalidade
Coloca a nu todas as carências

Para ocultar mais vale parecer
Mesmo estando envernizados
Só o ar feliz deve transparecer

Nem que estejamos infernizados
Com o que nos está a acontecer
Nestes tempos conturbados.
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2011 às 00:10
Eu cá sou apologista
De me rir até mais não!
Sempre que o riso me assista;
Gargalhada, pois então! :)

Mas nem sempre a gargalhada
Significa felicidade;
Pode um de "cara fechada"
Ser feliz estando à vontade...

Se tiveres dores de cabeça
Não te rirás com certeza
Mas podes bem ser feliz

Sem que essa dorzinha impeça
Que digas não à tristeza
Como julga quem o diz...


Abraço já sonolento, Poeta! :)

De poetazarolho a 20 de Setembro de 2011 às 00:01
“Antidepressivo”

Não existe direito ao amor
Nesta mudança civilizacional
Que a tragédia parece propôr
Em troca do valor tradicional

Verdade está morta e enterrada
A fraternidade já desapareceu
A justiça não conta pr’a nada
E o respeito há muito adoeceu

A mentira, o roubo e a paulada
Novos valores que se levantam
E o sistema mole e permissivo

Oferece uma noite na esquadra
Bebes bem e ainda te alimentam
E tens direito ao antidepressivo.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2011 às 00:25
Credo! :/ ... :)))

Amor é um sentimento,
Não é uma imposição!
Quando surge, é como o vento,
Quase como um furacão

Pode bem mais do que pode
Qualquer coisa que se ensine,
Porque é natural, eclode
Mesmo quando se não exprime...

Não sou pela repressão
Mas não gosto da violência
Nem tão pouco da censura

Digo-lhes sempre que não
Com ardor e com veemência!
[à doença oponho a cura]


Abraço um pouco menos ensonado... este sonetilho ia-me roubando o sono... :)
De poetazarolho a 20 de Setembro de 2011 às 07:31
Bravo, só peço desculpa pelo efeito causado, atrever-me-ia a perguntar-lhe, porque é que não há poetas e gentes de outras sensibilidades nos governos e centros de decisão?
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2011 às 14:39
:) Olá, Poeta! Olhe que não sei... ou então pode ser que os poetas não se dêem muito bem com cargos decisórios... mas, não. Não sei mesmo.
Abraço grande, grande!
De poetazarolho a 20 de Setembro de 2011 às 21:43
“Desagregação”

Está falido o nosso mundo
Em breve vai ser resgatado
Velho mapa foi encontrado
Traz um desígnio profundo

Este é o mapa dum tesouro
Mensagem está codificada
Não será difícil a charada,
“Esquece todo o teu ouro

Deixa de venerar o cifrão
Preserva todo o teu ser,
Auxiliando o teu irmão

Evitarás a desagregação.”
Se o mundo não compreender
Então não haverá salvação.
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2011 às 00:57
Ainda não é hoje que respondo em sonetilho, Poeta. Dispunha-me a fazê-lo quando uma vizinha me bateu à porta. Estava com uma hiperglicémia de 483 e vi jeitos de ter de a levar ao hospital. Agora baixou mas ainda está acima dos 300. Tenho de estar muito atenta... não dá para poetar quando estou preocupada e na iminência de ter de intervir.
Abraço grande! Espero que amanhã não surja mais complicação nenhuma!
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2011 às 15:30
Desde quando o mundo aceita
Que o cifrão caia do trono?
Que a vontade seja feita
De dar o seu a seu dono?

Mas, sem dúvida nenhuma,
Acredito num confronto
Em que a verdade se assuma
Como vontade, num ponto;

Se, em termos de quantidade,
Muito poucos têm tudo
E tantos não têm nada

Apostar na igualdade
Mostrará que não me iludo
Com mundos "de mão beijada"...

:) Muito coxito... mas cá vai! :)
De poetazarolho a 20 de Setembro de 2011 às 22:03
“Causa raíz”

Está a morrer muita gente
Que nunca tinha morrido
Já antes teria acontecido?
Ficou a dúvida premente

Juntou-se grupo de peritos
Para o assunto escalpelizar
Conclusão havia de chegar
Mas ainda se viram aflitos

Estudaram até à exaustão
Uma amostra da população
Consultaram alguns arquivos

Após tratar toda a informação
Chegaram a uma conclusão
Acontece porque estão vivos.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 20 de Setembro de 2011 às 23:45
Poeta, por muito desafiante que este seu sonetilho me possa parecer, não lhe vou responder hoje... pelo menos em sonetilho. Estou a cair de sono e vou ter de sair amanhã. Também não me estou a sentir grande coisa e os sonetilhos não ligam bem com os estados febris.
Abraço grande e até amanhã! :)
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2011 às 15:45
Reunida a condição
De estar vivo e estar por cá
Logo essa condenação
De morrer, nos chegará...

Assim a vida o decreta
Em cada coisa que surje;
Que a morte é parte directa
Desta força que nos urge

Todos nós sabemos bem
Desse viver de incertezas
Pelos caminhos da Terra

Porque esta vida também
Pressupõe as subtilezas
Que a renovação encerra...


Outro coxito.. :))



De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2011 às 15:50
Caramba!!! "surge" com J !!! :/ Que pena não se poderem emendar os comments...
De PaperLife a 21 de Setembro de 2011 às 12:02
O tempo é algo que tudo nos trás, basta nós lutarmos por isso... pois ele em si, não passa disso, de tempo que, quer queiramos ou não, não pára para olhar para trás :)
Lindo sonetilho Maria :D
De poetaporkedeusker a 21 de Setembro de 2011 às 15:05
Olá, Paper! :) Ainda só consegui dar dois "pulinhos" até à minha caixa de correio do sapo... mas foram mesmo pulinhos :) Estou sem o dito tempo :)
Obrigada e um abraço grande!
De poetazarolho a 21 de Setembro de 2011 às 22:41
“Gulosos”

O Santana sabe demais
Se ele diz vai ser assim
Só há um que sabe mais
De seu nome, Jardim

E neste jardim Portugal
Há muita flor desta raça
Se a Madeira é um bananal
O continente a ultrapassa

A culpa não é de ninguém
Mas de todos sim senhor
Sabe bem encher a mula

O dinheiro donde provém?
Não interessa Sr. Doutor,
Satisfaça lá a sua gula!

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 22 de Setembro de 2011 às 14:55
No que toca a gerir isto
Nunca falta o candidato
Que afirme nunca ter visto
Tão tremendo desacato

Eu que vos gasto, senhores,
A conta de um jantarzinho
Nestas mazelas e dores
Que me chegam de mansinho

Nos trinta dias de um mês,
Só se não puder, de todo,
Não estarei do vosso lado

Pr`a debater os porquês
De, afundados neste lodo,
Chegarmos a este estado!


Abraço, Poeta. Vou tentar responder a todos, agora!
Este está uma delícia! :)

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