.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

AMIZADE

  

A amizade não morre facilmente!

Talvez não morra nunca e permaneça

Num canteiro qualquer escavado à pressa

Pelas mãos incansáveis da semente…

 

Talvez o vento passe e não lamente,

Talvez a terra inteira até a esqueça…

Mas, dela, sobrará uma promessa

Que a torna intemporal e transcendente

 

Se ela existiu, então não terá fim

Pois ficará latente no jardim

Onde alguém a plantou em tempos idos

 

E se alguém me disser: – Não é assim!

Responderei: - Não falo só por mim…

Falo por quantos nunca são esquecidos!

 


 

 

Maria João Brito de Sousa – 13.09.2011 – 16.00h

 

 

FOTO - Eu e a Nice na varanda da casa do Dafundo, 1954

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 16:22
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28 comentários:
De poetazarolho a 13 de Setembro de 2011 às 18:18
Desta vez não classifico de sublime porque seria muito pouco, está acima de qualquer adjectivo.

Obrigado!
De poetaporkedeusker a 13 de Setembro de 2011 às 21:21
Obrigada, Poeta!
Nasceu-me quase como um acto reflexo... pelo menos as duas quadras saíram instantaneamente... acho que só parei para respirar quando cheguei aos tercetos... :)) Estou muito grata ao seu pai. Foi como se me tivesse tocado com uma varinha de condão e me libertasse de um silêncio que começava a ser opressor...
Abraço grande!
De poetazarolho a 13 de Setembro de 2011 às 21:34
Caro Pedro

Ao anoitecer recebi as tuas notícias. Por aqui não há luar, mas está uma noite calma. Um pouco abafada.

Diz à Amiga Maria João Sousa que fiquei feliz por o meu Epitáfio, ter provocado aquela sublime torrente de AMIZADE. Para mim, issso, foi apenas a prova de que uma semente vulgar quando encontra o terreno apropriado e um cultivador de excepção, pode desabrochar numa daquelas tulipas, cujos matizes, só os coleccionadores invulgares conseguem fazer florir.

Beijos da Mãe e do pai

Eduardo.
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 00:54
Ah, meu amigo!!! Agora deixou-me até envergonhada! Estou muito contente por ter conseguido voltar a escrever um soneto mas ele não é assim tão bom! Seja como for, mentiria se não dissesse que o devo a si! Andava com uma sensação quase funesta em relação às minhas capacidades de "sonetar"... mais do que uma vez tentei e só me saíam cacofonias perfeitamente impensáveis. Foi o seu que acabou por dar o "impulso de voo" ao AMIZADE! Mais uma vez lhe afirmo que estou muito grata!
Agora vou ver o email do Pedro porque eu tenho estado a ouvir atentamente o Rádio Horizontes da Poesia que passas todas as terças-feiras entre as 22 e as 00.00h.

Enorme abraço!
De poetazarolho a 13 de Setembro de 2011 às 23:57
Cara amiga enviei um mail para a caixa do sapo.
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 00:56
Vou já ver, Poeta! Mas sou capaz de não conseguir responder hoje ao seu outro sonetilho... já estou a entrar naquela fase de sono de criança :))) Eu tenho mesmo sono pesado, de criança! Mas a noite passada foi má porque tive imensas cãibras e quase não consegui dormir... até já!
De PaperLife a 13 de Setembro de 2011 às 19:17
Eu não poderia estar mais de acordo com as tuas palavras Maria :)
A amizade é, na minha opinião, o único sentimento que é eterno :')
De poetaporkedeusker a 13 de Setembro de 2011 às 21:22
E é mesmo um sentimento poderosíssimo!
Um abraço grande, Paper! :)
De poetazarolho a 14 de Setembro de 2011 às 01:12
“A média”

Pobreza está a aumentar
E a riqueza por suposto
És pobre não podes gastar
Deves poupar pró imposto

Depois recebes as migalhas
Que esse imposto te devolve
Mas vê lá se não te baralhas
Se pagas cem recebes nove

Mas se alguém fizer a média
Entre a riqueza e a pobreza
Dirá que estatisticamente

Não existe nenhuma tragédia
Embora uns tenham farta mesa
E outros nem dêem ao dente.
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 01:33
:) Não resisto! Vamos lá a ver se ainda consigo responder a este ou se adormeço a meio... :))

Já pensei e repensei
Sem conseguir descobrir...
Porque será que não sei,
Sequer, se o vou conseguir?

Mas afirmo ter pensado
Até à pura exaustão
Nesta coisa do legado
Da humana criação...

É trabalho, eu sei que sim,
Mas emprego não será
Nem me trará rendimento...

Se a crise não chega ao fim
Já não sei se eu chego lá
Ou se morro sem sustento...

Que pena eu estar meia a dormir! Estava-me a apetecer responder ao de ontem... vou ver!
De Simbologia do aMoR a 14 de Setembro de 2011 às 02:41
A amizade verdadeira nunca morre!
Passam dias, meses ou anos
Podem até passar tormentas
Mas na amizade nunca desenganos.


Abraço
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 16:05
:) Olá, Vera!

Podem vir os desenganos!
Qualquer coisa, lá no fundo,
Perdurará tantos anos
Quantos anos tem o mundo!

Obrigada e abraço grande! :D
De M.Luísa Adães a 14 de Setembro de 2011 às 14:55
"Se ela existiu
Então não terá fim"...

Atravesso noites e dias
num tormento...

E um dia
Não canto mais!

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 15:59
Amiga, na segunda parte deste teu poético e magoado comentário, estamos todos iguais. Na primeira parte é que há as grandes variações... ainda tens muitas dores? Vou visitar-te agora. Até já!
De M.Luísa Adães a 15 de Setembro de 2011 às 14:24
Só me interessei pela 1ª. parte.

" Se ela existiu
Então não terá fim"...

Mas se não existiu, se descobre nem que seja no encontro com a morte...
Já fui vitima de uma amizade dessas e se descobriu que nunca tinha sido amizade...

E foi uma coisa séria! Em mim tudo é sério,
a não ser o que se diz a brincar...


Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 15 de Setembro de 2011 às 14:43
Olá, Maria Luísa! Em mim tudo é muito sério, também, mesmo quando estou a brincar. Acredito que as brincadeiras nos fazem imensa falta em qualquer idade. Tu acreditas que eu ainda brinco com os meus gatos, exactamente com a mesma alegria saudável com que brincava na infância? Claro que já não corro com eles... porque não consigo, mas fingimos que lutamos! E brinco às escondidas com eles e com o Kico :D Estamos todos velhotes mas, quando brincamos, é como se voltassemos todos à infância!
Esses momentos de alegria genuína não há nada, nada que os possa pagar!
Vou já visitar-te, amiga.
De M.Luísa Adães a 15 de Setembro de 2011 às 18:06
Eu jogava à bola com a Maggie, mas ela
morreu e me deixou com uma saudade maior ...e sofro! Esta sensibilidade me faz sofrer! Entendes?

Não sou alegre nem triste
Sou Poeta!
Isso eu sou!...

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 15 de Setembro de 2011 às 22:10
Eu também sou poeta... mais alegre do que triste, embora as pessoas não costumem perceber muito bem certo tipo de alegrias que eu tenho :) Mas, atendendo a tudo aquilo por que tenho passado e ainda vou passar - todos os meus companheiros de quatro patas estão a aproximar-se da sua etapa final e já ultrapassaram muito a esperança média de vida das suas espécies - julgo-me muitíssimo sobrevivente e até bastante mais forte do que a maioria. Também é normalíssimo termos uma sensibilidade mais desenvolvida do que a maioria, exactamente por sermos poetas... temos de aprender a sobreviver a esta hipersensibilidade, fazendo dela o melhor uso possível...
Um abraço grande!
De M.Luísa Adães a 16 de Setembro de 2011 às 13:35
Tu tens alegria, magia e aceitação...tens
aprendido a lição...és uma boa aluna dessa tua vida...

Eu retirei "Choremos" !

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 16 de Setembro de 2011 às 14:45
Não teria sido necessário, amiga! Eu saberia voltar à minha estabilidade, apesar de tudo isso.
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 16 de Setembro de 2011 às 15:35
Mas retirei...

Mª. Luísa
De artesaoocioso a 14 de Setembro de 2011 às 16:20
Cara amiga,
É desnecessário referir a qualidade do soneto.
Fala por mim também, tenho duas ou três amizades que não morrem, outras perdi porque já morreram.
Grande abraço
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 17:05
Obrigada, amigo Artesão!
Grande abraço também para si! :)
De poetazarolho a 14 de Setembro de 2011 às 18:16
“Resgates”

Foi o resgate a Portugal
A seguir é o da Madeira
Isto até não vai nada mal
A continuar desta maneira

Resgatam depois o Alentejo
Em seguida Trás-os-Montes
Segue-se-lhe o Ribatejo
Isto sei de outras fontes

Capital tem resgate previsto
E a minha aldeia também
Mas não estará terminado

Vão resgatar o Sr.Evaristo
D.Josefina o resgate obtém
No final serei eu o resgatado.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 20:38
Ai que com tanto resgate
Inda vamos acabar
Este enorme disparate
Todos de papo pr`ó ar!

Trigo limpo e queda certa!
Vamos a ver no que dá
Esta nova "descoberta"
E o que dela nos virá...

Como diria um amigo,
Que não vejo há muitos anos,
"Andamos todos a "anhar"..."

E "anhar" assim, é um perigo!
Alguém me fala dos danos
Que isto possa provocar?


Abraço grande, Poeta Prof Eta! :)


De poetazarolho a 14 de Setembro de 2011 às 20:50
“Mútuo consentimento”

Sérgio não saiu, está de volta
Com a mão na música sempre
Traz uma bomba-relógio à solta
Não pode adivinhar o presente

Adivinhar futuro também é duro
Inventa a roda, já precisávamos
A valsa macabra é o som puro
Paranóia urbana dos humanos

Existe o mútuo consentimento
E ir a jogo faz parte desta vida
Mas não da vida sobresselente

Vai lá, convoca contra desalento
Activa as forças pra esta corrida
E terminarás intermitentemente.

http://musica.sapo.pt/sergiogodinho/musica-a-musica
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 21:31
Já vi que o Sérgio voltou!
Que falta estava a fazer
Agora que alguém pensou
Que não o voltava a ver!

Parabéns aos portugueses
E ao nosso Sérgio também!
Esse brilho, as mais das vezes,
Dá-nos alma, faz-nos bem!

Vamos todos acordar,
Ouvir bem e meditar
Nas possíveis soluções!

Amanhã... estou a cantar
E, com certeza, a apostar
Que há mais GENTE que ladrões!


Só agora vou ouvir, Poeta! Para mim é uma estreia , embora já me tivesse "soado" que o SG iria lançar uma nova música! Obrigada e um enorme abraço! :)
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 21:46
Acho que o SG é a única pessoa - que eu conheça... - que, como eu, usa o relógio no braço direito! :)

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