.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 11 de Setembro de 2011

A PAZ CONQUISTA-SE

Se ontem foi “dia-sorriso”,

Seja hoje o “dia-luta”

E a qualquer filho da puta

Que me julgue sem juízo

 

Dir-lhe-ei que o que é preciso,

Quando faltam sopa e fruta,

É tomar rédea à labuta

Colmatando o prejuízo!

 

Ó gentes da minha terra

Que ergueis os cravos da guerra

Aos senhores do capital,

 

A paz vem-vos da conquista

E todo o que niso invista,

não cede a bem… nem a mal!

 

 

Maria João Brito de Sousa -11.09.2011 -16.52h

sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 16:52
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12 comentários:
De poetazarolho a 11 de Setembro de 2011 às 20:41
Amiga Maria João, enviei-lhe um mail para a caixa de correio do sapo "O diploma da minha vida". Cara amiga a revolução está ainda por acabar.
De poetaporkedeusker a 11 de Setembro de 2011 às 21:15
Vou já ver, Poeta! Hoje tenho estado um bocado abraço gde!
De eva a 11 de Setembro de 2011 às 23:07
Querida Poeta, que saudades! Não consegui cumprir a minha intenção de pôr em dia a leitura da sua escrita mas não desisto. Parafraseando outro poeta noutra circunstância "Ça ira, cara amiga, isto vai. Não como eu quereria, é certo, mas... isto vai!"
Gostei muito deste seu poema.
Felizmente que a Maria João é... quem é!
Um abraço muito, muito GRANDE
De poetaporkedeusker a 12 de Setembro de 2011 às 00:20
:) Olá, Eva! Devo confessar que também não consegui pôr em dia nem a minha intenção de ler os Escritos, nem a minha louvável - seria louvável se cumprida... - intenção de a visitar para lhe dizer isso mesmo. Mas há outras intenções que também não estou a conseguir cumprir, como a de publicar com alguma regularidade...
Muito obrigada pela sua visita a este sonetilho que me saiu em português vernáculo... demais :)
Abraço grande!
De PaperLife a 12 de Setembro de 2011 às 14:40
Quem corre por gosto não cansa... e o mesmo se aplica aqui, pois quem luta pela paz, jamais desistirá :)
De poetaporkedeusker a 12 de Setembro de 2011 às 14:56
:) Olá, Paper!
É assim mesmo, é! Até já!
De poetazarolho a 13 de Setembro de 2011 às 00:58
Caro Pedro:

Palpita-me que deves andar por aí, apesar dos teus muitos afazeres de arrumações.
Envio-te o último soneto que escrevi hoje, em resposta a outro da Maria Vitória Afonso - a amiga de curso da Mãe.

EPITÁFIO

Se uma amizade morre é dor pungente
Ígnea fogueira o coração abrasa
Qual filho pródigo que abandona a casa
Em todos deixa saudade dormente

E quem a perde já não sente a asa
Que cobre e afaga o ombro, docemente
Só o vazio ficará latente
No sem abrigo que perdeu a casa

Fica perdido quem a perde assim…
Um bem tão raro, não deve morrer
E se assim for e ele chegar ao fim

Gravo-o, antes, a ouro e marfim,
Esse tesouro para o poder ter,
Na campa rasa que existe em mim.

EDUARDO
De poetaporkedeusker a 13 de Setembro de 2011 às 16:17
Boa tarde, meu amigo Eduardo!

Venho agradecer-lhe o soneto que me enviou. Agradeço-lho duplamente pois ele suscitou-me um outro que acabo de escrever e pelo qual lhe fico, também, muitíssimo grata.
Acredite que há mais de duas semanas que não conseguia escrever um único soneto em decassílabo heróico e já estava a ficar convencida de que poderia nunca voltar a escrever um. Foi na sequência do seu "Epitáfio" que me nasceu o "Amizade" que lhe deixo aqui e que vou publicar logo a seguir. Não imagina como fiquei contente por isto acontecer! Muito obrigada!

AMIZADE


A amizade não morre facilmente!
Talvez não morra nunca e permaneça
Num canteiro qualquer escavado à pressa
Pelas mãos incansáveis da semente…

Talvez o vento passe e não lamente,
Talvez a terra inteira até a esqueça…
Mas, dela, sobrará uma promessa
Que a torna intemporal e transcendente

Se ela existiu, então não terá fim
Pois ficará latente no jardim
Onde alguém a plantou em tempos idos

E se alguém me disser: – Não é assim!
Responderei: - Não falo só por mim…
Falo por quantos nunca são esquecidos!


Maria João Brito de Sousa – 13.09.2011 – 16.00h



Abraço grande!

De poetazarolho a 13 de Setembro de 2011 às 01:03
“Luso-piratas”

Finalmente FMI desbloqueou
Mais um balãozinho de soro
Que a última dose já se gastou
E não encontrámos o tesouro

Não é por faltarem piratas
Só que o mapa apareceu ratado
Fala em oiro, marfim e pratas
O X do local terá sido apagado

Mas os piratas internacionais
Enviam tesouro aos bochechos
Não será oiro, marfim e prata

Dão-nos títulos condicionais
Condicionam nossos desfechos
Mas alimentam muito pirata.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 14 de Setembro de 2011 às 02:22
Quando a côdea chega ao pobre
Já está muito endurecida
E nenhum coração nobre
Troca a côdea pela vida

Farta da pirataria
Estou eu desde pequenina
E agora é nesta razia
Que se escreve a nossa sina

Piratas também precisam
De alimento, isso é bem certo,
Não se lhes pode negar

Mas deste chão que só pisam
Por ganância e desconcerto,
Nem côdeas devem levar!

Só espero que ainda faça algum sentido porque os meus sentidos já estão quase todos nos braços de Morfeu! :)))
De poetazarolho a 13 de Setembro de 2011 às 01:07
“Cidadão”

Revolução não está terminada
Tens prometida uma regressão
E não ouço grande contestação
É ilusão liberdade conquistada

Apenas por alguns foi usurpada
São os iluminados desta nação
A quem importas tu ó cidadão?
Coitado tens uma vida enredada

Liberdade chegou ao trambolhão
Apanhaste um overdose forçada
Julgaste que tudo tinhas na mão

Acordaste com a mona ressacada
Pr’a dose diária contas cada tostão
Cidadão tu não contas para nada.
De poetaporkedeusker a 13 de Setembro de 2011 às 11:52
Tu já não contas pr`a nada!
Ninguém o diz, mas sabemos
Que a sentença está lançada;
Mudá-la, só nós podemos

Revolução acabada?
Nem pensar! Nós mal fizemos
O começo. Anunciada?
Assim mesmo é que a teremos!

Nem todos estavam seguros
Da fogosa liberdade
Que, em tempos, nós conquistámos

E, entre nós, havia muros,
Submissão e a inverdade,
Dos vícios que não largámos...

Abraço, Poeta! Este sai a correr porque tenho
imenso que fazer antes de ir ao CP.

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