.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Domingo, 21 de Agosto de 2011

O ELOGIO DO MÉTODO

Minh`alma é toda feita da inocência

De eternas e selvagens rebeldias

Nos pontuais arbustos de impaciência

Que florescem nas margens dos meus dias

 

Cultivo, sem cessar, inteligência,

Privilegio sempre as harmonias

E procuro entender – venero a ciência –

Os frutos que colher por estas vias

 

Quando algo me transcende, eu não desisto

E guardo pr`a mais tarde o nunca visto

No baú dos meus sonhos de menina

 

Mais tarde, posso, ou não, achar respostas

[se as coisas forem sendo assim dispostas

no tempo a que esta vida nos confina…]

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 21.08.2011 – 15.18h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 15:30
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39 comentários:
De artesaoocioso a 21 de Agosto de 2011 às 17:38
Apesar do calor, a inspiração continua.
Belo soneto.
Abraço
De poetaporkedeusker a 21 de Agosto de 2011 às 23:54
Olá, amigo Artesão! A inspiração é, com efeito, instável... é por isso que eu tento aproveitar todos os momentos em que ela me invade.
Desejo-lhe uma excelente semana e deixo-lhe o meu abraço! :)
De poetazarolho a 21 de Agosto de 2011 às 19:44
“Poema assassinado”

Todos os poetas são poucos
Para a poesia ajudar a nascer
Até mesmo os poetas loucos
Podem ajudá-la a desenvolver

E que dizer dos poetas roucos
Nasce deles a poesia arranhada
Que a ouçam os poetas moucos
Gritem-na, ou não ouvem nada

Que uma poesia assim gritada
Pode ainda mais longe chegar
Mais que a poesia amordaçada

Essa será uma poesia torturada
Não nascerá se a estão a matar
Temos uma poesia assassinada.
De poetaporkedeusker a 21 de Agosto de 2011 às 23:49
O poema, como a esperança,
Vai recusar-se a morrer
E denuncia a matança
Antes dela acontecer

Ao longo de toda a História
Desta nossa humanidade
Poemas falam da glória
Da nossa firme vontade

Poesia nunca cala
Nos momentos mais difíceis
Os ideias que a sustentam

E quando nas ruas fala
Só emudece se os mísseis
Sobre os versos lhe rebentam!


Abraço grande, Poeta! :)
De poetazarolho a 21 de Agosto de 2011 às 19:50
“Euro-bombas”

Não lançamos eurobonds
Diz Sra.Merkel de trombas
E vê-de se vos compondes
Ou lançamos euro-bombas

O Sr.Van Rompuy insiste
Eurobonds não emitiremos
E vê-de se a calma persiste
Ou euro-bombas lançaremos

E todos nós já percebemos
Temos que baixar a bolinha
Ou bomba começa a chover

Não fazemos como queremos
Eles controlam nossa vidinha
Até que deixemos de dever.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 21 de Agosto de 2011 às 23:29
E o mais certo é não deixarmos
De dever o que devemos...
Venham bombas rebentar-nos
Ou roubar quanto nem temos...

Eu, às vezes, congemino
Sobre esta estratégia toda
Mas nem com luz me ilumino,
Vejo tudo a andar à roda...

Aqui tem de haver "marosca",
Joguinhos imperialistas
Dos senhores do capital...

Retorcidos que nem rosca
Geram soluções fascistas
Pr`a dominar no final...


Abraço, Poeta! Um bom início de semana! :)
De M.Luísa Adães a 22 de Agosto de 2011 às 11:57
"Mais tarde posso ou não
Achar resposta"

E persistente como és,
encontras todas as resposta
mesmo aquelas que a ciência
"que veneras"
Te não sabe responder!

Belo poema!

Maria luísa

De poetaporkedeusker a 22 de Agosto de 2011 às 13:21
Olá, Maria Luísa! Sim, sei que sou persistente mas, como todo o bom cientista deveria fazer, considero que um dos grandes privilégios que a ciência nos concede, é o de sabermos que há sempre qualquer coisa mais além do que aquilo que acabamos de constatar. Esse é o verdadeiro espírito científico e a sua maior verdade é a de estar aberto a tudo o que nos possa transcender.
Fiquei à espera que viesse o meu vale postal e ainda não veio. Não fui fazer as análises por pensar que ele viria e terei de ir amanhã...
Vou já, já, visitar-te! :)
De Isabel Maia Jácome a 22 de Agosto de 2011 às 13:45
incrível com cada soneto seu me diz tanto e diz tanto de si de uma forma tão profunda. Mais uma vez, obrigada, Maria João...
... e como correu hoje a ida ao médico?
Essa saúde anda melhor?
... e os seus companheiros, como estão, sabendo que outro dia se queixou que andavam com alguns problemas...
Saudades, poeta e obrigada por escrever, o que é tã importante!
Abraço,
Isabel
De poetaporkedeusker a 22 de Agosto de 2011 às 15:48
shhhhh... eram análises clínicas e não fui, Isabel! Guardei para amanhã... mas eu explico; tinha falado com um vizinho amigo no sentido de me levar até ao hospital. Surgiu um contratempo e o senhor não o pôde fazer. Também pensava que a consulta fosse na próxima segunda feira e, afinal, é na terça... amanhã irei, sem falta!
O Kico e o Beethoven já não vão sair desta fase trabalhosa que é fruto dos seus muitos, muitos anos de vida... mas parecem apostados em não partir tão cedo! :) Cá andam os dois, uns dias melhores e outros piores, mas ambos muitíssimo fragilizados pelos anos.
E como vão as coisas por aí? Vou ao seu blog ver se há alguma novidade. Muito obrigada pelas suas palavras em relação aos meus sonetos! :)
Até já!
De poetazarolho a 22 de Agosto de 2011 às 20:59
“Voodoo”

As coisas do sobrenatural
Devem ficar aonde estão
Até porque não ficam mal
E nem provocam confusão

Imagina um espírito do além
Num conselho de ministros
E alma penada não convém
Sairiam relatórios sinistros

Imagina um mestre de vudu
A conduzir uma dita reunião
E um ministro feito boneco

Com agulhas cravadas no cu
Por favor fiquem aonde estão
Que isto são coisas do caneco.
De poetaporkedeusker a 23 de Agosto de 2011 às 15:36
Tem razão! Não acredito
Em pragas e maldições
Pois nelas só vejo o fito
De amedrontar multidões...

Quando eu era uma criança
Daria tudo pr`a ver
De um fantasma a estranha dança
Mas deu-me pr`a perceber

Que a nossa imaginação
Verá tudo o que quiser
Se lhe não pomos travão,

Que a ninguém cabe dizer
Que viu, no ar ou no chão,
O que outros não podem ver...


Caramba, poeta! :)) Tanto Voodoo ainda traria mais confusão à assembleia! A não ser que se possa afirmar, um tanto ou quanto metaforicamente, que os senhores do FMI são adeptos dele... nunca se sabe... :)))
De poetazarolho a 22 de Agosto de 2011 às 21:13
“Estou à rasca”

Estou à rasca, vou cag..
Mas volto logo a seguir
Venho para vos ajudar
Depois de me desobstruir

A luta continua depois
Necessidades básicas já
Em vez de um saíram dois
Limpo com água e piaçá

Já voltei mais levezinho
E não estou tão enrascado
Se não fosse num instantinho

Ficava aqui enrascadinho
E não tarda estaria borrado
Nem podiam com o cheirinho.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 23 de Agosto de 2011 às 15:21
Com tanta escatologia
Já nem sei o que lhe diga...
Pode ser desinteria
Ou simples dor de barriga...

Aconselho-lhe, Prof Eta,
Abundância de água e chá,
Muito repouso e dieta
Pr`á coisa não ficar má

Mas também lhe recomendo;
Não deixe de ir ao "doutor"
E não vá longe demais

Só estando doente entendo
Que ao soneto tente impor
Vontades intestinais...

Abraço grande! :)
De Isabel Maia Jácome a 22 de Agosto de 2011 às 23:33
... é justo... +porque não aproveitar as melhores oportunidades?
espeo então que amnhã corra tudo pelo melhor... e que sejam bem meiguinos consigo!
Quanto aos seus amigos... a idade não perdoa nem aos animais!... Ainda bem que têm a sorte de ater como companheira a si também.
Beijinho minha amiga e até breve!
Isabel
De poetaporkedeusker a 23 de Agosto de 2011 às 15:11
Olá, Isabel! Cheguei há cerca de uma hora mas só vim ao pc depois de passear o Kico e limpar a marquise da frente. Correu tudo bem e eu já estou tão habituada às picadelas do INR que já nem lhes ligo nenhuma :) O problema é sempre a deslocação... mesmo indo de carro - foi o caso porque uma amiga me deu boleia - fico muito "moída". Amanhã ainda vai ser pior mas fiquei com mais esta etapa "despachada" :)
Espero que, convosco, tudo esteja a decorrer segundo as melhores previsões... e está, com certeza!
Bejinho amigo :)
De natikerfilo a 23 de Agosto de 2011 às 15:59
é uma ternura, este prazer pachorrento e lazer familiar!!... é dar emprego à maturidade e a criatividade vem à frente. bjo nati
De poetaporkedeusker a 23 de Agosto de 2011 às 16:36
Vou sim senhora, Nati! :) O 2008 é que não é tão resistente como eu e, volta e meia, apaga-se todo... mas eu lá o faço ressuscitar! Nem me perguntes como... dou-lhe uns toques aqui e ali e ele acorda. Ensonado e reticente, mas acorda! :))
Beijinho!!!
De poetazarolho a 23 de Agosto de 2011 às 20:00
“Petrificados”

Se o mundo enlouqueceu
Enlouqueçamos também
Se equilíbrio desapareceu
Porque não tombar além?

Tombamos todos juntinhos
Assim ficamos dez mil anos
Levantamo-nos alinhadinhos
Numa pose imperial ficamos

Quem depois nos vier visitar
Nestas majestáticas posturas
Sentirá o mistério que ressoa

Como terão vindo aqui parar?
Imponentes petrificadas figuras
Estas estátuas à ilha de páscoa.
De poetaporkedeusker a 23 de Agosto de 2011 às 23:38
Agora fiquei "presa" às suas imagens dos megalitos da ilha da Páscoa... mas não era isto que eu lhe vinha dizer! Vinha pedir-lhe para não me levar a mal se eu só responder amanhã aos seus sonetilhos... preciso muito de ir ao Horizontes da Poesia ouvir nem que seja um bocadinho do programa ´radiofónico, levantei-me às 5.30h, estou toda "moída" por ter ido ao hospital e estou sem inspiração nenhuma... pronto! Foi tudo de uma assentada :)) falta uma razão, não menos pertinente; o Beethoven não pára de vomitar e eu ando, há horas, a escrever aos pulinhos entre a esfregona e o pc...
Abraço grande, Poeta! Amanhã poeto acerca dos seus sonetilhos! :)
De poetaporkedeusker a 24 de Agosto de 2011 às 22:47
Nem o mundo enlouqueceu,
Nem nós nos petrificámos;
Foi só alguém que mexeu
Naquilo que nós deixámos

A mudança é a constante
Da vida que nos anima
E eu creio ser importante
Olhar também para cima...

Tal e qual sempre fizemos
Estaremos sempre a mudar
Enquanto a Terra for Terra

Que ninguém diga que temos
Certezas de aqui ficar
Se houver outra grande guerra...


Olá, Poeta! Hoje as "novidades" são no http://contra-sensual.blogs.sapo.pt/

Abraço grande! :)

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