.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

UM SORRISO POR PORTUGAL

 

 

Sorrio por esta terra que deu vida

À poesia que enche as minhas veias

Onde uma alma marítima e rendida

Se me transmuta em espuma sobre areias

 

Sorrio por este mar, pela partida,

Pela insurgência destas marés cheias

Que, inevitavelmente, dão guarida

Às naus que em mim renascem como ideias

 

Sorrio por este céu de azul vestido,

Por cada rio de prata a desaguar

No estuário do sal que lhe é devido,

 

Por este manto de ouro e de luar,

Por quanto dele em mim fizer sentido

E pelo que eu, sorrindo, recriar…

 

 

Maria João Brito de Sousa – 10.08.2011 – 12.15h

sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 19:25
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22 comentários:
De poetazarolho a 10 de Agosto de 2011 às 22:46
Lindo sorriso!
=)

“Que futuro?”

Liberta teu pensamento
Ser escravo não é opção
Sobra tempo pró lamento
Falta tempo pr’a solução

Somos água setenta por cento
E o resto é uma maldição
Temos na pele um pigmento
Determinará nossa condição?

Se é amarelo atrás dele já
Se é negro sai bastonada
Se está roxo já podes parar

Peles vermelhas já não há
Se é branco não faças nada
Que futuro iremos alcançar?
De poetaporkedeusker a 10 de Agosto de 2011 às 23:58
Ninguém alcança um futuro
Aonde o racismo impera!
Quanto a mim, é muito duro
Deixar o futuro à espera...

Todos iguais! Que me interessa
Se um pigmento tem mais cor?
Que ninguém tenha mais pressa
Do que a pressa de uma flor...

Muitos de nós podem ser
Desumanos e cruéis
Para com qualquer ser vivo

E o melhor seria ter
Mãos atadas com cordéis
Para cair-lhes o crivo!


Abraço :)
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2011 às 00:22
Para quem estava sem palavras, agora sou eu que já estou sem palavras, dir-se-ia que as palavras vão e vêm.

Bjs, até amanhã.
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2011 às 02:08
:)) Voltaram de repente, Poeta! Um beijo!
De poetazarolho a 10 de Agosto de 2011 às 22:56
“Poema chamuscado”

Este poema está em crise
Por isso tem rating da treta
Dizem tratar-se dum deslize
E afectou o rating do poeta

Este poema está queimado
Mercê dum tumulto gráfico
E o poeta saiu chamuscado
Ficou o registo fotográfico

A poesia está sem soluções
Pr’ás incertezas do presente
Por isso não vos posso valer

Viva a ditadura dos cifrões
Que chupa o tutano à gente
Chamando a si todo o poder.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 10 de Agosto de 2011 às 23:45
Eu deveria ter comentado este poema antes de ouvir aquele Ave Maria...

Ditadura de cifrões,
Não aceito, nem entendo...
As minhas opiniões
Ficam por quanto eu aprendo!

Eu aprendo - ou aprendi -
Que um pouquinho bastará
Para ser feliz aqui,
Onde já nem cifrão há...

Cifrões, jóias, oiro e tudo...
Com isso nunca me iludo
Nem sei viver dividida

Entre as coisas sem valor
A que nunca tive amor
E o amor que tenho à vida!

Abraço grande, grande, Poeta! :)
De poetazarolho a 10 de Agosto de 2011 às 23:55
Sim Senhora, Ave Maria João...
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2011 às 00:01
:) Obrigada e um sorriso!
De poetazarolho a 10 de Agosto de 2011 às 23:10
De poetaporkedeusker a 10 de Agosto de 2011 às 23:34
Muito obrigada, Poeta. É simplesmente belo! Eu cada vez tenho menos palavras, hoje...
Enorme abraço!
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2011 às 19:34
“Adapta-te”

Se esta sociedade falhar
Foi o indivíduo que falhou
Cansado de tanto tentar
E a sociedade não singrou

Outro modelo por encontrar
Será a sociedade do futuro
E para isso vamos trabalhar
Prevejo que seja no duro

Sociedade será diferente
Disso nem podes duvidar
Esta falhou a outra não falha

Que venha ela simplesmente
O indivíduo vai-se adaptar
Nem que seja a da metralha.
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2011 às 20:06
:)

Não sei bem se ela falhou...
Envelheceu, foi morrendo
Mas, daquilo que deixou,
Vai estar a nova nascendo...

No tempo em que ela "mandava"
- imatura e prepotente -
Foi assim porque o deixava
Muita, muita, muita gente!

A nova terá valores
Mais libertos e coesos,
Mais globais e mais fraternos

Com bem menos desamores
A que os homens estejam presos
Por tentarem ser eternos...

Beijinho! ;)
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2011 às 19:43
Bethania - Poema do Menino Jesus - Fernando Pessoa

http://www.youtube.com/watch?v=gWI1gs0dJYk
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2011 às 19:55
É lindíssimo este poema do Alberto Caeiro!
Já o tinha lido mas nunca o tinha ouvido... e então quem! A Maria Bethania! Muito obrigada, Poeta. Vou fazer o que puder mas o 2008 está a querer ter um "chilique"... :)) já se apagou todo e, volta e meia, deixa-me "pendurada" a escrever em seco...
Abraço enorme para TODOS vós ;)
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2011 às 19:54
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2011 às 20:14
Lindo! Esta mulher é fabulosa! Muito obrigada
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2011 às 21:16
“Cura prá tosse”

Já hoje foi anunciado
Vítor amanhã anuncia
Cortes por todo o lado
Assim a troika financia

Troika quer-nos a poupar
E a fundo na austeridade
Também para lhes pagar
Vamos recorrer à caridade

Reúne-se a malta de posse
E toma-se uma decisão
Um tostão eles irão dar

Até que se cure esta tosse
Mas recebem um milhão
Quando nos vierem cobrar.

Prof Eta
De poetaporkedeusker a 11 de Agosto de 2011 às 23:06
Já sabia de amanhã
E das avaliações!
Essa gente pouco sã
Quer é cobrar-nos milhões!

Este povo infernizado
Mal se atreve a perceber
Que está a ser bem lixado
Pela treta do poder...

De nada tenho saudades
Porque não sou saudosista
Mas gostava de gritar

Algumas duras verdades
De quem não é vigarista
Mas já não pode pagar...

Abraço! :)
De poetazarolho a 11 de Agosto de 2011 às 23:42
De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2011 às 00:09
Bem haja, Poeta!

Estou duplamente em dificuldades, hoje. tenho problemas com o computador e com o Facebook também.
Quereria ter publicado um soneto que enviei para o Clube dos Poetas Vivos, Concurso viver a Poesia, em que ganhei uma menção honrosa, mas a net está constantemente a faltar e nem sequer consigo escrever no meu mural. Amanhã tentarei de novo!

Abraço grande!
De poetazarolho a 12 de Agosto de 2011 às 07:13
Poeta morto

Tu deves ser um poeta morto
Do clube dos poetas mortos,
Sou do clube dos poetas tortos
Sou portanto um poeta torto

Já que permaneces aí prostrado
Diz-me antes da putrefacção,
Vês por aí alguma solução ?
Acaso preferes ficar calado ?

Já percebi, não mexes nem falas
Até me parece que não te ralas !
Nem sequer esboças gritos aflitivos

Não te preocupes, mas não me calas
Nem me incomoda o cheiro que exalas,
Vou ligar pr’o clube dos poetas vivos.
De poetaporkedeusker a 12 de Agosto de 2011 às 15:45
;)

Morta, morta... não estarei
Mas não posso deslocar-me
E por aqui ficarei
Até que venham buscar-me...

Ou será que só quem salta,
Quem dá pulinhos e grita,
Pode dizer que faz falta
Quando a malta fica aflita?

E aqueles que já fizeram
Muito mais do que o espectável
Mas que, ainda produzindo,

Fazem quanto não puderam
Fazer os mais? Reprovável
É perder-se o que é bem-vindo...


Abraço! :)

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