.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

QUE POSSO EU?

 

Que posso contra a força da consciência

Se ela me eleva a mão, me exalta a voz,

Se me impõe muito além do que é prudência,

Me lança ao mar na casca de uma noz?

 

Eu nada posso, ó clara transparência,

E entrego-te este leme quando, a sós,

Confio – quem o sabe? – na clemência

Daqueles que chegarão depois de nós…

 

Se pedes muito mais que o evidente,

Se assim vais empurrando, sempre em frente,

A vaga das palavras que aqui escrevo,

 

Se, estando em mim, tu és de tanta gente…

Como posso negar-te o meu presente

Que lega no futuro o sal que eu devo?

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 03.08.2011 – 20.18h

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 21:18
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|
15 comentários:
De poetazarolho a 3 de Agosto de 2011 às 23:25
“Trio ode mira”

Não é uma ode à corrupção
Nem uma ode à insensatez
Mas neste trio há um ladrão
E logo atrás há outros dez

Um aponta pr’a bem longe
E nunca mais ninguém o viu
O outro não parece um monge
O terceiro muita coisa previu

Todos roubam minha gente
Nesta pobre pátria desdita
E ninguém se parece fartar

Seremos nós gente pensante
Ou um bando de gente aflita
Pobre do povo que fica a mirar.


MJ perdoe-me eu sei que o seu bloqgue e principalmente os seus sonetos com alma não merecm ser conspurcados com estes meus comentários, mas não pude conter-me.
De poetaporkedeusker a 3 de Agosto de 2011 às 23:38
Mas não conspurca rigorosamente nada, Poeta! Que ideia! Eu estou é com pena de me estar a sentir muito desinspirada para lhe responder. Esta noite troquei as horas todas... enfim, espero que não me aconteça o mesmo hoje...
Abraço grande! :)
De M.Luísa Adães a 4 de Agosto de 2011 às 12:45
Lindo soneto!

"Como posso negar-te o meu presente
Que lega no futuro o sal que eu devo?

Bela metáfora!

Desculpa a ausência, mas estou, um pouco de férias...ou pretensas férias!

Talvez não te lembres e quando possível lê

"D. Fernando II e Glória" a nossa última Nau.

Um abraço,

Mª. luísa
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2011 às 14:29
Olá, Maria Luísa! :) Fui ao 7degraus e, muito provavelmente, esqueci-me de passar pelo Prémios...
Vou já até lá!
Obrigada pelas tuas palavras, boas férias e um abraço grande!
De M.Luísa Adães a 4 de Agosto de 2011 às 16:26
Mª. João

Eu não estou de férias, mas no google tenho
mais 290 seguidores que não viram o poema,
talvez pelas férias e ele fica a aguardar...

Um beijo aos bichinhos e para ti um abraço
ao poema simbolista que publicaste.

Eu continuo presente!

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2011 às 16:41
Obrigada, amiga! Agosto é o mês de eleição para as férias... talvez por isso algumas pessoas não acedam à net... mas tu tinhas muitos visitantes, mesmo assim!
Abraço grande!
De M.Luísa Adães a 6 de Agosto de 2011 às 08:59
Tens razão, apesar de tudo tinha muitos visitantes.

Mas eu espero sempre mais do que um milagre.!...

Vencer o verão,
vencer nas minhas ausências no Inverno Português
e a minha falta de aceitação no merecimento e ainda a minha
falta de humildade.

E tento vencer
prometo vencer
luto por vencer,
mas com a eterna desculpa
de ser humana...
Me desculpo da culpa!

Abraço grande, poeta amiga,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 6 de Agosto de 2011 às 14:38
:) Mas somos mesmo humanos! Todos nós temos as nossas pequenas falhas! E é possível que tenhamos direito a tê-las... eu vejo o que fazemos como um serviço público e é por isso que me preocupo muito mais com o que as pessoas possam entender, ou não, do que escrevo do que com os comentários, muito embora adore comentários. Mas penso que todos temos formas distintas de estar na blogosfera e que nos movam objectivos que podem ser distintos.
Não te preocupes tanto porque isso acaba por te prejudicar! Abraço grande e um bom fim de semana!
De M.Luísa Adães a 6 de Agosto de 2011 às 18:34
Eu me preocupo com tudo e isso, faz-me um mal tremendo. Eu sinto que me tiram anos de vida e ela já é curta!

Mas tento, reconheço a inutilidade de ser assim e poucas melhora tenho ou nenhumas!

Por isso, penso muitas vezes que vou terminar
com o tal virtual...Isso é um pensamento constante, mas é necessária mais coragem e
um pouco de mais tempo.

Beijos,

Maria Luísa

De poetazarolho a 4 de Agosto de 2011 às 22:27
“Já não conheço”

Já não conheço oposições
Nem aqui nem noutro lado
Conheço é muito comprado
Que na rua grita uns chavões

Já não conheço ideologias
Foram varridas pl’a corrupção
Servir o estado já não é opção
De bandeja servem demagogias

Já não conheço livre pensar
Só vejo máquinas de calcular
E outras tantas para baralhar

Perguntas, onde está a oposição?
Em cada um de nós, pois então
Adormecida, por isso a podridão.
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2011 às 23:28
Haverá quem se não venda,
Quem nada tenha a perder,
Quem saiba - até quem aprenda -
Tudo o que deve fazer...

Há quem, mudando, não mude
No que tocar às ideias...
Muita gente até se ilude,
Fica enredada nas teias...

Outros nunca duvidaram;
Estiveram sempre seguros
De ter coisas por fazer...

Os que nunca descansaram,
Os que permanecem puros,
Os que o não querem esquecer...


Abraço, Poeta!




De poetazarolho a 4 de Agosto de 2011 às 22:32
“Oposição não”

O deus máximo é o dinheiro
Ninguém se lhe consegue opôr
Gostava então de vos propôr
Porque não cooperar primeiro

Esta tremenda insaciedade
Pelo lucro até mais não
Vai provocar a implosão
Desta nossa sociedade

Abandonemos esta competição
Que só nos aporta destruição
Construamos o novo dia

Sem direito à oposição
Onde todos em cooperação
Alcancemos a harmonia.

Prof eta
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2011 às 23:42
Aqui, Poeta, é que "a porca torce o rabo"! Há quase quatro anos que venho a bater nessa tecla e sei muito bem que estou só a deitar uma gota de água no oceano... fazê-lo, assim de repente, numa ou duas gerações, não me parece exequível... estes comportamentos da "cultura do desapego material" terão de ser ganhos a pulso, ao longo de várias gerações... a não ser que surja mesmo um cataclismo "daqueles". ..
Desculpe não ter entrado na desgarrada. Já estou com muito sono e não sairia nada que se pudesse ler e compreender.
Abraço e até amanhã! :)
De PaperLife a 5 de Agosto de 2011 às 16:08
Lindo, lindo, lindo Maria :D
De se tirar o chapéu ^^

Como estás? E o Kico? :)
De poetaporkedeusker a 5 de Agosto de 2011 às 16:43
:) Olá, Paper! Pensei em ti esta manhã! :)
O Kico ainda por cá anda e eu... também :)) Mas não tenho estado grande coisa no que toca a barriga... hoje estou no 2008 porque nem sequer consegui até ao CJ. Mas estou a começar a entrar numa fase produtiva... bem, não vou cantar vitória porque estas "fases criativas", às vezes, só duram um ou dois dias...
Vim até ao cafezinho e o 2008 deve estar a ficar sem bateria. Vou pagar e vou para casa. Visito-te a seguir!
Bjo!

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