.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 19 de Julho de 2011

NÓS DA MESMA CORDA

Ele há dias assim, contraditórios,

A que podemos lá dizer que não

E, mesmo com poemas meritórios,

Julgamos ter perdido inspiração…

 

Já lhes conheço bem os repertórios

Por isso vos proponho a condição

De só os mencionar se abonatórios

Dos dos dias dos poemas que virão;

 

Lembro-me bem de um dia, era eu menina,

- só o quero lembrar porque, em crescendo,

vi bem que não seria tão tremendo… -

 

Em que me vi herdeira de má sina…

[e porque, volta e meia, ele mo recorda,

 tento atá-lo a dois nós da mesma corda…]

 


 

Maria João Brito de Sousa

sinto-me :
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publicado por poetaporkedeusker às 11:40
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10 comentários:
De PaperLife a 19 de Julho de 2011 às 20:12
Um dia não são dias, e eu penso que a ti inspiração nunca falta, pelo menos não parece ^^
De poetaporkedeusker a 20 de Julho de 2011 às 11:24
Às vezes falta, Paper... fico "desasada" quando passam um ou dois dias sem que me nasça um poema... é como se me faltasse qualquer coisa e é estranho. Acho que os poemas se me incrustaram no ADN e "querem" mesmo nascer... claro que isto é um exagero, mas toma-o por um exagero de poeta porque eu me sinto mesmo muito incompleta quando não escrevo nada...
Até já! :)
De poetazarolho a 19 de Julho de 2011 às 21:19
Este passa um pouco ao lado do meu entendimento, é mais difícil e como tudo o que é difícil tem outro sabor!

=)

“O colosso”

Que o colosso era maior
Eu já tinha desconfiado
A sina do povo sofredor
É nascer pr’a ser enganado

E a reboque do colosso
Chupam-nos até ao tutano
Ficamos só com o osso
Dizem que é só este ano

Tirando este foram todos
Pr’aí dos últimos trinta e tal
Serão os próximos quarenta

Alguns com dinheiro a rodos
Outros com a dívida colossal
E o colosso quem alimenta?
De poetaporkedeusker a 20 de Julho de 2011 às 11:04
Poeta, eu nem sei como me hei-de desculpar... vou dizer a verdade - aqui há mesmo verdade :) - e esperar que releve; ontem acabei por deixar as horas passarem sem me dar conta de que estava perto do encerramento do CJ. Estive tempos infinitos a tentar reduzir o excesso de correio da minha caixa gmail e acabei por não ter tempo para ir ao seu Poeta Zarolho! Ainda passei no Blog Not, mas como não tinha o poema copiado na ponta do cursor, nem cheguei a comentar... também me recordo que lhe deixei um sonetilho coxo :)) A ver se hoje eu consigo acertar... pelo menos não estou à beira do desmaio, como ontem...

Vou agora ver do seu poema...

O colosso financeiro
É ruim desde a pré-história;
Quer-se sempre ao deus-dinheiro
Que achamos trazer-nos glória...

Talvez seja por aqui,
Por esta extrema fraqueza,
Que o homem descubra em si
O que julga ser beleza

Mas tantas vidas perdidas
E por ele sacrificadas
São fruto dessa ganância

Por causa de algumas vidas,
Ninguém deu tantas passadas,
Não lhes dão tanta importância...


Abraço grande! :)
De poetazarolho a 20 de Julho de 2011 às 00:43
“O faraó”

Vamos todos ao festival
Com o espírito de outrora
Que ninguém venha embora
Sem uma solução radical

Que a ditadura económica
Está a fazer-nos passar mal
Que então nasça nesse local
Uma solução faraónica

Na pirâmide que aí nascer
Façam sepultar o capital…
Parem já, não pode ser

Como iremos sobreviver
Sem ir ao centro comercial
Após o dinheiro morrer?
De poetaporkedeusker a 20 de Julho de 2011 às 11:35
:))) ! Boa, Poeta!

Nós já não estaremos por cá quando as coisas mudarem assim, tão radicalmente... mas vão mudar :)


Isto agora pressupõe
Que houve já conspiração,
Que o festival predispõe
A grande revolução...

Quem sabe? Talvez o seja
E essa mudança, afinal,
Seja o futuro que adeja
Sobre esse tal festival...

A minha hora é de poemas
Que o tempo da juventude
Há muito passou por mim

E da vida eu sei, apenas,
Males e bens de uma atitude
Que tem de chegar ao fim...

Abraço grande! :)
De M.Luísa Adães a 20 de Julho de 2011 às 13:45
Vai ao premios e leva o prémio do "dia do Amigo", se te interessar (penso que sim)
vim à pressa, pois tenho de saír.

Ainda volto! Um Beijo, Mª. luísa
De poetaporkedeusker a 20 de Julho de 2011 às 14:18
E eu vim esbaforida porque tive de ir a casa buscar a pen de que me esqueci esta manhã! Muito obrigada e vou já de seguida, para o colocar no meu Prémios e Medalhas.
Até já.
De ligeirinha a 20 de Julho de 2011 às 19:50
De poetaporkedeusker a 21 de Julho de 2011 às 13:42
Que grande beijinho, Ligeirinha! :)
Vou ver de ti!

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