.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

AMADA FILHA DO MAR

Eu sei que tenho manhas e manias

Pois tento ser aquilo que Deus quis

Mas juro que é assim que sou feliz

E cumpro inteiramente o que devia…

 

Se a metáfora surge… é por magia!

Não sei explicar, de todo, o que ela diz,

Mas diga o que disser, sei bem que fiz

Exactamente tudo o que ela queria…

 

Nas manhãs em que, ouvindo a voz do mar,

Me sinto tão mais viva e tão mais eu,

É dentro do meu mar que encontro o céu

 

E posso ser só fado por cantar,

Mas sei que cada vez serei mais “ilha”

Enquanto ele me chamar de amada filha…

 

 

 

Maria João Brito de Sousa – 10.07.2011 – 20.27h

 

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 11:57
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8 comentários:
De poetazarolho a 11 de Julho de 2011 às 17:14
Peço desculpa, mas acho que tenho razão, ao ler algo assim eu jamais poderia ser considerado poeta.
De poetaporkedeusker a 11 de Julho de 2011 às 17:40
Ora essa?! Não tem razão nenhuma!!! Nenhuma!
O soneto nasceu-me muito "cantante" - foi a cantarolar um fado que ele nasceu... - e muito cantável, mas isso não quer dizer que não haja um ou outro menos bom... e todos os poetas serão poucos! Não me pergunte exactamente porquê, mas os poetas nascem e, portanto, fazem falta! Se os poetas fossem criaturas dispensáveis, já estariam "extintos" há muito tempo... :))
Um abraço grande, Poeta!
De poetazarolho a 11 de Julho de 2011 às 23:04
“Poema assassinado”

Todos os poetas são poucos
Para a poesia ajudar a nascer
Até mesmo os poetas loucos
Podem ajudá-la a desenvolver

E que dizer dos poetas roucos
Nasce deles a poesia arranhada
Que a ouçam os poetas moucos
Gritem-na, ou não ouvem nada

Que uma poesia assim gritada
Pode ainda mais longe chegar
Mais que a poesia amordaçada

Essa será uma poesia torturada
Não nascerá se a estão a matar
Temos uma poesia assassinada.
De poetaporkedeusker a 12 de Julho de 2011 às 12:05
:) Poeta, só agora cheguei e tenho de sair dentro de poucos minutos, para o almoço. Agora "falamos" só um bocadinho e, depois, venho ver se consigo responder-lhe dignamente.
Li a minha resposta de ontem e até me assustei... :))
Devia estar "inflamada" com a ideia de o ver a "apoucar-se" e brindei-o com uma data de pontos de exclamação... lembro-me de que andava a saltitar entre o correio do Gmail, o Horizontes e os Poetas do Facebook... quando tento fazer muitas coisas ao mesmo tempo fico muito mais reactiva... não me leve a mal! Mas mantenho essa ideia de que os poetas fazem falta! Todos os poetas fazem falta e não somos senão operários das palavras... fazemos todos falta; nós, os músicos, os pintores, os escultores, os dançarinos, etc, etc... pode não parecer, mas temos um papel importante em todas as sociedades e, mesmo quando não somos entendidos em vida, as nossas palavras ficam por cá e continuam a "construir" muito depois de termos deixado de existir.
Agora vou publicar o soneto de hoje - também é muito cantante :)) - e depois volto cá!
Abraço e até já!
De poetaporkedeusker a 12 de Julho de 2011 às 14:02
Se a Poesia for assassinada
Diremos que se foi, mas foi de pé,
De rosto erguido e bem determinada
A espalhar pelo mundo aquilo que é!

Mas ela, como todos os seres vivos,
Saberá conservar suas sementes
E terá, lá no fundo, os seus motivos
Pr`a se prender ao coração das gentes...

Creio na Poesia em Liberdade
Quer seja ela do campo ou da cidade
E sei que já morta ela se rende!

Creio nas coisas que deixam pegadas,
Que constroem seus passos como estradas
E que ninguém, mas mesmo ninguém, prende!

M. João - Até saiu em soneto e tudo, Poeta! :)
De poetaporkedeusker a 12 de Julho de 2011 às 14:06
Ups... O último verso do primeiro terceto - terceira estrofe - saiu todo "engatado"... escrevi depressa demais... deveria ser "E sei BEM que NEM morta ela se rende!"
De poetazarolho a 11 de Julho de 2011 às 22:31
“Leilão”

A poesia vai a leilão
Numa leiloeira famosa
Antes leiloou a prosa
Leiloa também sabão

Para a alma desencardir
Por tanta cultura faltar
Qualquer dia vai leiloar
A vida e nós a aplaudir

Venda-se a alma e vida
Que isto aqui está a saque
Mas antes venda-se a fé

E se restar alguma dúvida
Consulte-se o almanaque
Procure-se a melhor maré.
De poetaporkedeusker a 12 de Julho de 2011 às 14:15
Eu, que sou sabotadora
- embora sendo poeta... -,
Devia mesmo ir-me embora
Mas vem à tona a faceta

Que me insulta; - Desertora!
Se eu fugir à "cena" preta...
Não vendo esta alma cantora,
impossível, sempre inquieta!

Venha lá quanto sabão
Nos queira lavar as nossas
Mais acesas convicções;

Digo-lhe sempre que não
E mando-o limpar as fossas
Do capital dos mandões! :)

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