.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011

POEMA À PRIMEIRA DAS ÚLTIMAS MULHERES

 

Imaculada, escrevo o que não devo

E inundo a absurda cova do meu fim

Com húmus inventado num jardim

Inexistente e, também ele, primevo…

 

Imaculada… e sei que me descrevo

Com o que de melhor existe em mim

Pois, se não fosse a cova ser assim,

Tão funda, tão escavada em seu relevo,

 

Talvez eu conseguisse enchê-la toda

Destes versos que enlaçam, numa roda,

O desmentir da minha identidade…

 

É, porém, tão mais funda e mais real

Do que é, do mar imenso, amargo o sal…

(mas nunca afirmarei que isto é verdade!)

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

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publicado por poetaporkedeusker às 17:05
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6 comentários:
De linhaseletras a 29 de Junho de 2011 às 20:10
Muito bonito este soneto ,como sempre.
Já está um pouco melhor, nota-se no que escreve. Mas cuide da sua saúde porque ela é muito "frágil"e precisa de muita atenção.
Um abraço
De poetaporkedeusker a 30 de Junho de 2011 às 11:03
Olá, minha querida Idalina a quem eu devo tantas desculpas por ainda não ter conseguido terminar o que bem sabe... mas prometo que, neste fim de semana, não faço outra coisa!
Tem razão. Embora esteja ainda muito fraca e febril, já não tenho tantas dores. Amanhã se verá, pois a análise de urina deve estar pronta e, muito embora deva ser inconclusiva porque estou a tomar antibiótico, pelo menos deve dar conta do sangue que eu tenho andado a perder e dos nitritos, se os houver. Se der negativo, terei de a repetir dentro de dez dias...
Muito obrigada pelas suas palavras e um abraço grande!
De poetazarolho a 30 de Junho de 2011 às 00:03
"Renascer"

Os muros que já caíram
Serviam de corta-fogo
Dos fogos que eclodiram
Nasça já um mundo novo

Dessas cinzas flamejantes
Uma nova fénix renasça
Não aos homens como dantes
Que renasçam doutra massa

Saibam conduzir o destino
Desse mundo agora nascido
Sem aquele instinto canino

Que os fazia a presa morder
Espumar p’lo lucro apetecido
Para não voltarmos a arder.
De poetaporkedeusker a 30 de Junho de 2011 às 11:12
:) Olá!

Possa o homem ser melhor
E respeitar o planeta,
Nessa causa, que é maior,
De entender quem é poeta...

Possa a justiça ser tal
Que a todos saiba julgar
Dessa mesma forma; igual!
De uma igualdade sem par!

Possa a vida florescer
Na mais perfeita harmonia
E em todo o seu esplendor!

Possa, este mundo, entender
A função que lhe cabia
Na distribuição do Amor! :)


Abraço gde!
De PaperLife a 30 de Junho de 2011 às 10:51
Mais um soneto fantástico Maria :)
Espero é que isso não seja mesmo verdade e que essa cova se mantenha vazia por muito tempo :')

Como estás hoje? ^^
De poetaporkedeusker a 30 de Junho de 2011 às 11:15
Pela relativa facilidade com que as palavras me vão nascendo, acho que estou melhor... as dores já não são tão intensas mas continuo a ter muita dificuldade em movimentar-me... mas já tive muito mais! Estou um bocadinho melhor, sim! :)
Um abraço grande e obrigada! :)

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