.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

O NASCIMENTO DA PALMEIRA [segundo a perspectiva metafísica]

 

 

 

Na tarde imaginária e soalheira

De um pedaço de terra por escrever,

Isolada, crescera uma palmeira

Junto a um curso de água por nascer.


Ninguém soube dizer se era a primeira

Pois não teve ninguém pr`á receber

E ninguém nos dirá se a derradeira

Pois sei que mais ninguém a pôde ver…


Na tarde calma despontou, contudo,

Fazendo ouvir um estranho apelo mudo

Que não seria audível pr`a ninguém


[se nasceu, foi por pura antinomia

ou  mera sugestão de uma ironia

que a negou mas que quis nascer também…]

 

 


Maria João Brito de Sousa – 14.12.2010 – 19.12h

 

 

Imagem retirada da internet

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 11:24
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6 comentários:
De Peter a 16 de Dezembro de 2010 às 13:22
oi poetisa 1 Em grande forma, pelo que leio!
força! Bacio.
De poetaporkedeusker a 16 de Dezembro de 2010 às 14:35
:) Olá, Peter! Ando outra vez muito filosófica... :)) mas eu não desgosto destes sonetos metafísicos... sinto-me "renovada" quando eles me nascem...
Bacini!
De linhaseletras a 16 de Dezembro de 2010 às 14:09
Realmente as palmeiras reproduzem-se com muita facilidade, não precisam de cuidados especiais, são destemidas e corajosas como quem escreveu este soneto. Um abraço Maria João e cuidado com o frio, agasalhe-se.

De poetaporkedeusker a 16 de Dezembro de 2010 às 14:40
Olá, amiga! Estou pura e simplesmente congelada! Tenho 5 camisolas e sinto-me nua... ainda há pouco estive a conversar com um seu conterrâneo e lembrámos o Alentejo e o friozinho que por lá deve estar. Esta ainda é uma das zonas mais temperadas do país e mal se consegue andar de tão geladas que nos ficam as pernas...
Um enorme abraço e obrigada pelas suas palavras!
De Isabel Maia Jácome a 16 de Dezembro de 2010 às 15:22
Muito, muito bonito, Maria João!
Abraço
Sempre,
Isabel
De poetaporkedeusker a 16 de Dezembro de 2010 às 16:27
:) Obrigada, Isabel! Agora publico em vários grupos de poetas amigos - os que não eram, passaram a sê-lo! :) - ligados ao Fb e vejo-me aflita para atender todos... quem me dera poder ler tanta coisa! Não gosto de fazer leituras superficiais... gosto de ir "ao fundo" dos poemas e traçar caminhos e teorizar a partir do que vou encontrando... e não é fácil. Este tipo de leitura exige tempo. O preciosíssimo tempo de reflexão que levará a que alguns poemas sobrevivam e outros não...
Abraço grande!

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