.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

TER, NÃO TENDO

 

Atribuo o que tenho ao que não tenho…

Se tudo tem um preço, este é o meu!

Por mais que vos pareça injusto ou estranho,

Aceitei-o da mão que mo estendeu…


É, portanto, das letras que desenho

E que estendo pr`a vós, qual Prometeu,

Que retiro o Maná que agora obtenho

[quem não colhe da Terra, ordenha o Céu…]


Se, às vezes, sinto a falta de um conforto,

Se a alma se me esgota na labuta,

Se o provento não dá pr`a sustentar-me,


Tenho a compensação do tronco morto

Renascendo da cinza; a eterna fruta

Com que haverei, depois, de consolar-me…

 


Maria João Brito de Sousa

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 16:24
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4 comentários:
De Simbologia do aMoR a 15 de Novembro de 2010 às 03:04
Olá Maria

O soneto é bonito, mas parece algo desconfortante no ar.

Quanto a foto e local dela parece muito aconchegante. Maria e papai?
É notável que sempre teve a presença do teu pai, ao contrário do meu. Parabenizo famílias assim.
De poetaporkedeusker a 15 de Novembro de 2010 às 11:20
Olá, Vera! É possível que tenhas detectado o meu desconforto físico, no presente. Estava- ainda estou, mas menos - com uma terrível pontada nas costas! Sou eu com o meu avô poeta. Foram ambos grandes pilares da minha infância; ele e o meu pai. Era como se tivesse dois pais; o avô, mais sonhador, a respirar poesia por todos os poros e o pai que sabia muito sobre muitas coisas, sobretudo biologia, pintura e literatura. Fui bem "sustentada", quando era pequenina! :))
Abraço gde!
De Simbologia do aMoR a 15 de Novembro de 2010 às 03:17
Maria

estive observando "Horizontes da Poesia" através do seu blog.
Espantou-me o sobrenome da carta do angolano "António Jacinto". "Jacinto" é meu sobrenome. Sei que tem este sobrenome também em Portugal. Será todos da mesma linhagem?


Abraço
De poetaporkedeusker a 15 de Novembro de 2010 às 11:25
Ai, que vergonha! Ainda não li a carta de António Jacinto... sabes o que te digo? Estou completamente "não presta"! Tento fazer de tudo um pouco e acabo por não fazer nada de jeito... mas não sabia que tinhas o sobrenome de Jacinto... algumas famílias têm nomes iguais mas com raízes diferentes. Mas podes ir ao Google e procurar no site de genealogia... eu é que não posso porque é necessário fazer um download que estes computadores secundários não aceitam...

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