.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

MOSTRA-ME AS TUAS MÃOS...

 

Mostra-me as tuas mãos… há mãos que falam!

Há mãos que contam histórias, epopeias!

Outras que dizem mais quando se calam

Como pedras rasgadas por mil veias…


Há mãos que criam coisas que se instalam

Por dentro das pessoas, como ideias,

E outras que nos tocam, nos embalam,

Ou que acenam do mar, como as sereias…


Há tantas, tantas mãos! Todas diferentes,

Todas capazes de se completarem

Nesta infinda tarefa de viver


E todas essas mãos pedem, urgentes,

A outras tantas mãos, para as salvarem

Do que mal que algumas mãos estão a fazer…

 


Maria João Brito de Sousa – 07.09.2010 – 12.12h

 

 

 

NOTA - Desculpem-me esta "rentrée" tão em cima da hora do fecho do Centro. Na continuidade dos trabalhos de reparação do telhado, surgiram novas complicações que não estavam previstas. Temo bem que haja obras no telhado durante mais uma semana... ou mais :(

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 17:03
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6 comentários:
De linhaseletras a 7 de Setembro de 2010 às 19:55
Olá Maria João, já estava a ficar preocupada, mas parece que as obras no telhado é que estão a causar estes atrasos, mesmo assim ainda nos vai dando estes belos trabalhos.
Lindo este soneto sobre as mãos ,que são as ferramentas que o coração utiliza para passar para o mundo aquilo que está a sentir, gostie muito.
Um grande abraço
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2010 às 16:07
Obrigada, minha amiga! Hoje estou aqui "clandestinamente", a ver se publico mais um sonetozinho... seria suposto os operários voltarem depois do almoço, mas como não o fizeram e não me avisaram, decidi dar um pulinho até cá, numa corrida.
Um grande abraço!
De natividade torres a 7 de Setembro de 2010 às 20:31
mãos são esperança, atitude, desenho e criação. qual astronauta no telescópio de copérnico!...
seria mais fácil se as coisas se abordassem numa perspectiva histórico-intuitiva... enfim, com as nossas mãozinhas compridas, fazemos um esforço para entendermos omundo.
bjos, nati
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2010 às 16:10
Olá, Nati. Exactamente; um esforço para o entendermos e a serenidade para podermos aceitar aquilo que não entendemos mesmo. Assim se poderia resumir o percurso de vida de algumas pessoas
Um grande abraço!
De M.Luísa Adães a 8 de Setembro de 2010 às 06:06
Lindo o poema das mãos que tanto dizem.

Mas há mãos curvadas e feias de quem tem almas lindas e sensíveis.

Tudo depende do trabalho árduo que essas mãos tiveram de fazer que as deformou e não
podem ser" consideradas espelhos de uma alma".

O poema é lindo, mas as mãos não traduzem a alma!

Estou preocupada com o teu silêncio.
Que se passa?

Beijos,

Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 8 de Setembro de 2010 às 16:17
Calma, amiga. É isso mesmo que eu digo neste soneto, se não me engano nos últimos versos da primeira estrofe. Está um pouco "disfarçado" pela metáfora, mas é exactamente a essas mãos que eu me refiro.
Estou aqui só porque os senhores que andam a reparar o telhado do meu prédio, não apareceram à hora habitual e eu resolvi dar um pulinho até cá. Mas é um ir e vir... mal vai dar tempo para deixar um ou dois posts. Isto dura há oito dias e eu estou exausta e muito, muito frustrada por ter sido forçada a quebrar a minha promessa de um soneto por dia, muito embora os continue a produzir em série.
Agora tenho de ir, amiga. Não repares, mas não vou poder visitar ninguém. Quando as obras acabarem - não faço ideia de quando seja... - ponho as visitas em dia.
Um grande abraço!

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