.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

QUANDO EU MORRI

 

Quando eu morri, voltei para entender-me

Com as coisas que a vida me negara

E, talvez, para, enfim, reconhecer-me,

Redescobrir, num rosto, a minha cara…


Não me sabia nesse anteceder-me

À noite, sendo ainda manhã clara

E quando a madrugada veio ver-me

Encontrou este pouco que sobrara…


Mas, quando morri mesmo e percorri

A estrada que se julga ser final

E, depois fiz, inverso, esse caminho...


Não sei por que razão me decidi

A este recomeço vertical

Do mundo acidental do que adivinho!


 

 

Maria João Brito de Sousa

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 17:00
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4 comentários:
De Vítor a 18 de Agosto de 2010 às 18:27
Voltei...como se não tivesse partido,pois o encanto continua...Maria João!
De poetaporkedeusker a 19 de Agosto de 2010 às 10:07
Obrigada, Vitor! Então e as férias? Eu estou a contar com as férias de toda a gente, excepto com as minhas :)) Mas não pense que isso me incomoda! Muito pelo contrário. Esta rotina, que nada tem de rotineiro senão a aparência, não é para ser quebrada agora! Não posso, não devo nem quero quebrá-la.
Um abraço grande!
De Simbologia do aMoR a 19 de Agosto de 2010 às 04:27
Oi Maria


"Quando eu morri..."
Sabes... já morri simbolicamente quando apaguei meu blog "Velucia".
Por isso, mesmo com as maluquices que escrevi no "Simbologia do Amor", ele ficará vivo.
O teu soneto está muito bonito.

Abraço.
De poetaporkedeusker a 19 de Agosto de 2010 às 10:13
Obrigada, amiga. Eu acho que todos nós temos mortes simbólicas... eu, muito de vez em quando, pergunto-me se a chave de ouro de um soneto que acabei de escrever é morte ou vida... e é as duas coisas. Ele morre para mim e nasce para si mesmo e para o mundo, naquele preciso momento... é bom, é óptimo repararmos nestas pequeninas coisas, desde que não fiquemos obcecados por elas, claro. Mas é muito salutar porque nos enriquece o conhecimento e nos ajuda a enfrentar as coisas menos boas da vida com uma muito maior lucidez.
Um enorme abraço!

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