.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

CICLO(S)

11009843_10206076601979360_5105549020262254143_n.j

 GLOSANDO ULISSES DUARTE

 

"Lentamente a lua empalidece
Uma gaivota desce pela bruma...
Não tarda muito tempo, a vida aquece
Até que a tarde venha e se consuma"



Ulisses Duarte



(Estrofe retirada da compilação "Memórias", feita pelo poeta Albertino Galvão)






CICLO(S)

 

 

"Lentamente a lua empalidece"

Dizendo adeus às casas que, uma a uma,

Esperam que ela esmoreça e que se suma

No mais azul de um céu que nunca a esquece...

 

"Uma gaivota desce pela bruma (...)",

Saúda o Sol nascente e permanece

Até que o dia abrace o que conhece;

A areia, onde ela beija um mar de espuma...

 

"Não tarda muito tempo, a vida aquece",

E toda a Natureza se abastece

Conforme um novo dia reassuma



"Até que a tarde venha e se consuma"

E, nesse infindo ciclo, recomece

Outro reino; o lunar, que aos sonhos tece...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 04.09.2016 - 12.43h

 

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 21:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (3) | favorito
|
Domingo, 15 de Janeiro de 2017

TALVEZ...

pavia-manuel-ribeiro-1910-1957-nu-feminino-3790117



(Soneto Petrarquiano)



Talvez um dia - eu posso lá saber... -,

No culminar do ser, que é toda a morte,

Um verso suavemente me conforte

E a morte, em vez de dor, me dê prazer...



Talvez, talvez, talvez... ouso dizer,

Apesar de saber ser certa a sorte

De me perder da bússola e do Norte,

Talvez nem dê por ela, se a escrever



E, deixando por cá quanto me importe,

Pouco importe, depois, quando vier

E seja a morte seja apenas um transporte,



Ou seja quanto eu dela pretender

Quando, cansada de mostrar-me forte,

Ficar, também, cansada de viver...





Maria João Brito de Sousa - 12.01.2017 - 12.05h

 

 

Imagem - "Nu, feminino" , Manuel Ribeiro de Pavia





 

 

publicado por poetaporkedeusker às 21:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (4) | favorito
|
Sábado, 14 de Janeiro de 2017

PEQUENA SINFONIA

Espiral musical.jpg

 

Ulisses Duarte - Glosas



"Quero cantar palavras com distancia
Nos tangos de silencio e violinos
Com claves de sol feitas de tranças
E sombras com amores clandestinos"



Ulisses Duarte





"Quero cantar palavras com distância",

Por muito que me nasçam das entranhas,

Escandi-las e moldá-las na substância

Que as torna muito minhas, sendo estranhas,



"Nos tangos de silêncio e violinos",

Sem coreografias de salões,

Com a espontaneidade dos meninos

Que arriscam tudo e nada em trambolhões,



"Com claves de sol feitas de tranças"

Nas indeléveis pautas dos seus dias,

Sobre lagos de prata e de águas mansas,

Com barcos de papel, nas tardes frias,



"E sombras com amores clandestinos"

Que em breve, muito em breve, irão chegar

E que hão-de decompor-se em novos hinos,

Pois tudo o que é menino há-de mudar...





Maria João Brito de Sousa - 04.08.2016 - 17.48h

 

In "A ULISSES DUARTE, UM POETA DE EXCELÊNCIA" - Antologia Poética , Euedito, 2016

 

Nota - Este poema não é um soneto, conforme terão reparado , mas mantém o compasso do decassílabo heróico.

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 21:30
link do post | "poete" também! | favorito
|
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2017

MEMÓRIA(S) DO NÁUFRAGO-PERFEITO

digitalizar0013.jpg

 

(Soneto em verso hendecassilábico)

 

Do vento que sopra, da proa que afunda,

Do mastro partido, do leme encravado,

De ouvir os gemidos do velho costado

Da barca que oscila, bojuda, rotunda,

 

Na crista da onda, no mar em que abunda

Escolho traiçoeiro que espreita, aguçado,

Escondido na espuma, submerso, acoitado

Em zona que a Barca julgava profunda...

 

De tudo me lembro, se bem que já esteja,

No tempo passado, submerso também

E seja esta imagem longínqua o que eu veja

 

Da Barca que afunda nos sonhos de alguém,

Apenas a sombra que passa e festeja

Não ser verdadeira, nem ser de ninguém.

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 11.01.2017 - 10.52h

 

 

Ao meu avô poeta, António de Sousa

publicado por poetaporkedeusker às 21:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (2) | favorito
|
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017

CONVERSANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE IX

PUZZLE.jpg

 



SAUDADE

 

A saudade chegou quando partiste

E trouxe a solidão gelada e fria

Feita flocos de neve, que persiste

Tornando a madrugada tão sombria

 

 

O luar transportou sentido e triste

O silêncio da voz que se queria

Mas, no sol que nasceu tu me sorriste

Porém de olhos fechados para o dia

 

 

Deixei teu nome esculpido de cobre

Na pedra negra e dura que te encobre

E da enorme paixão que te assolou

 

 

Deixei em bronze um busto de corcel

Sendo o teu companheiro mais fiel

Na memória feliz que me ficou

 

 

MEA

9/01/2016





FRAGMENTO(S)



Tive saudades, sim, que sendo humana

E não tendo, do Tempo, havido tempo

Para o que realmente o Tempo sana,

Em tempos, foi magoado o meu tormento,



Bem como dura a dor que ainda emana

Desta (in)sustentação que é meu sustento

Que quanto mais me of`rece, mais me engana,

Mais me transforma em folha solta ao vento,



Quando aspiro à raiz que, em terra plana,

Sobrevive, teimosa, ao turbulento

Dos sopros com que o vento inda me abana,



Das horas que me morrem num momento,

Dos anos que me fogem, por semana,

Deste jogo em que, inteira, me fragmento...





Maria João Brito de Sousa - 10.01.2017 - 11.08h

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 21:00
link do post | "poete" também! | ver poetices (2) | favorito
|
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2017

O MEU PATRONO VISTO POR MIM - AVL

Florbela com Gato.jpg

 

Patrono: Florbela Espanca

Académica: Maria João Brito de Sousa

Cadeira: 06



Evento:



"O MEU PATRONO VISTO POR MIM"



A FLOR DO SONHO

*



A Flor do Sonho, alvíssima, divina,

Miraculosamente abriu em mim,

Como se uma magnólia de cetim

Fosse florir num muro todo em ruína.

*



Pende em meu seio a haste branda e fina

E não posso entender como é que, enfim,

Essa tão rara flor abriu assim!...

Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...

*



Ó flor que em mim nasceste sem abrolhos,

Que tem que sejam tristes os meus olhos,

Se eles são tristes pelo amor de de ti?!...

*



Desde que em mim nasceste em noite calma,

Voou ao longe a asa da minha`alma

E nunca, nunca mais eu me entendi...

*



Florbela Espanca



In "Livro de Mágoas"



_____*_____



GLOSA



COORDENADAS PARA UM VELHO/NOVO SONHO

*





"A Flor do Sonho, alvíssima, divina,"

Veio florir-me a sina, de nascença;

Minha ideada irmã, estranha pertença

Que não tem quem a vença, se ilumina...

*



"Pende em meu seio a haste branca e fina",

Que, embora pequenina, sente, pensa,

E não contesta a capital sentença

De quem, ao Verso, serve e, ao Mundo, ensina.

*



"Ó flor que em mim nasceste sem abrolhos",

Quando floriste, encheu-se o mar de escolhos

Que vão fendendo o bojo à minha Barca;

*



"Desde que em mim nasceste em noite calma",

Tomei por leme o verde de uma palma

E fiz-me ao mar de Dante, com Petrarca.

*





Maria João Brito de Sousa - 08.01.2017 - 12.32h

 

quatro anos, Algés.jpeg

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 21:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (6) | favorito
|
Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXXVII

004.jpg

 

SOMBRAS, TREVA E FANTASIA



Hoje tapou-se o sol, foi dia escuro
Polvilhado por névoa branca e fria
Tão húmida e tão densa como um muro
Erguido numa mágica ousadia

 

Não havia horizonte nem futuro
Somente sombras treva e fantasia
Soltas plo nevoeiro branco e puro
Em farrapos aquosos de poesia

 

Houve ao anoitecer sóis que brilharam
Mais forte e de beleza perfuraram
O branco, então já negro nevoeiro

 

A noite pôs um véu alaranjado
De brilho, de fulgor enevoado
E fez-se de mistérios plo carreiro

 

 

MEA
06/01/2017

---* ---

 

CEGUEIRA(S) - (brevíssimo ensaio sobre...)

 

 

"Hoje tapou-se o sol, foi dia escuro"

Muito antes da noite apetecer

E dia que em nascendo é já maduro

Antecipa, da noite, o recolher.

 

"Não havia horizonte nem futuro",

Nem outra alternativa... era viver,

Ou morrer, nesse dia em que, vos juro,

Nem sequer vi o dia acontecer.

 

"Houve ao anoitecer sóis que brilharam",

Estrelas que, extraviadas, orbitaram

Em torno do meu espanto, em estranha dança,

 

"A noite pôs um véu alaranjado"

E veio-se acoitar no meu teclado,

Inda o dia, lá fora, era criança.

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 07.01.2017 - 08.59h

 

publicado por poetaporkedeusker às 20:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (2) | favorito
|
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2017

CONVERSANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE VIII

digitalizar0011.jpg

 

MOMENTOS E MEMÓRIAS

(Do avô)

 

Sentado num cantinho da lareira

Ele esfrega as mão geladas sobre o lume

Que se faz de cavacas de madeira

Aquecendo-se como de costume

 

Um jogo ou uma história, brincadeira

Momentos inventados dum perfume

que a memória recorda, já parceira

Da saudade que queima com ardume

 

Um piscar de olhos, presto, disfarçado

Ou um gesto singelo e engraçado

Nos serões aquecidos da infância

 

Percorrem os meus olhos quase quedos

Receando perder-se nos enredos

Do espaço que separa da distância

 

MEA

30/12/2016

 

.....*.....

 

UMA VELHA MEMÓRIA

 

O meu, num cadeirão todo em madeira

Almofadada, apenas quanto baste,

Escreve os seus versos de uma vida inteira

Que já vai acusando algum desgaste...

 

Assim, sentado junto à papeleira,

Te vejo, avô poeta, a ti que ousaste

Fazer dos sonhos a razão primeira

Duma vida que em versos consumaste.

 

Sobraram-me, dos tantos que esboçaste,

Os sonhos que me aguardam na fronteira

De todas as razões que me ensinaste

 

E que nunca esqueci. Outra, a cadeira

Em que te evoco agora... ah, não te afaste

De tão grata memória, esta canseira...

 

 

Maria João Brito de Sousa - 06.01.2017 - 09.00h

publicado por poetaporkedeusker às 21:00
link do post | "poete" também! | ver poetices (2) | favorito
|
Domingo, 8 de Janeiro de 2017

CATARATAS E MAIS CATARATAS...

Niagara falls.jpg

 

Eu já vi cataratas que escorriam

Do tecto da cozinha, quais cortinas

De águas acumuladas que traziam

Consigo grande estrago, as assassinas!



Estas são de outras lavras; prometiam

Não causar grande mal, que há formas finas

De ir mascarando o estrago que faziam

No vítreo cristalino das retinas...



Agora vejo pouco e quando insisto

Em ler letras pequenas, nada vejo,

E, nada vendo, é certo que desisto,



Embora muito contra o meu desejo,

Porque vos asseguro que se existo

É porque de escrever vou tendo ensejo...

 



Maria João Brito de Sousa - 02.01.2017 - 14.13h

 

publicado por poetaporkedeusker às 21:45
link do post | "poete" também! | ver poetices (3) | favorito
|
Sábado, 7 de Janeiro de 2017

GLOSANDO JOAQUIM SUSTELO X

10421344_1075700485792798_8161727026636376549_n.jp

SONHOS (RE)TIDOS

 

À noite, quando um sonho nos visita,
E quando vem bonita essa mensagem,
Connosco em fresca aragem coabita
Retendo da visita a bela imagem

 

É essa "retenção" (sem ter viagem)
Que dá, pela mensagem, tão bonita
Uma força infinita, uma coragem,
Que com a aragem vinda nos levita

 

Como que a querer ficar, na liberdade...
Que embala, persuade e nos conduz
A ver até mais luz na nossa estrada

 

E vamo-nos erguer com mais vontade
Com essa claridade que reluz
E o sonho nos produz na madrugada.

 

Joaquim Sustelo

 

 

A PERSISTÊNCIA DO SONHO

 

 

"À noite, quando um sonho nos visita (,)"

Como um sopro de brisa, ou suave aragem,

Nenhum de nós resiste, ou mesmo hesita,

A reter-lhe, sonhando, essa mensagem...

 

"É essa "retenção" (sem ter viagem)"

Que se abre, como flor, quando nos fita,

E nos deslumbra os olhos numa imagem,

Que a bênção de sonhar em nós suscita

 

"Como que a querer ficar, na liberdade (...)"

De ser, mais do que um sonho passageiro,

A realidade, a vida que persiste...

 

"E vamo-nos erguer com mais vontade",

Com mais ternura pelo mundo inteiro

Que, no real, connosco co-existe...

 

 

 

Maria João Brito de Sousa - 04.01.2017 -11.43h 

publicado por poetaporkedeusker às 21:30
link do post | "poete" também! | favorito
|
Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2017

SOLFEJO - Fusas, semi-fusas e colcheias

FADOMUDO.jpeg

 

Tombam-me as mãos doridas e confusas

Sobre as letras profusas que mal vejo

Se disso tenho ensejo... e tu recusas

As mesmas semi-fusas, que eu almejo...



Hei-de queixar-me ao Tejo que me acusas

De não cantar-lhe as musas, pois fraquejo!

Ah, sobra-me o desejo e, se te escusas,

Mais perco, em águas lusas, meu solfejo...



Alguma razão tens, pois vou falhando;

Os olhos vão errando, as mãos também,

E nada me sai bem... mas vou tentando!



Talvez tornando brando o que me vem

Das águas de ninguém, sem como ou quando,

Ainda que chorando, eu cante bem...





Maria João Brito de Sousa - 04.01.2017 - 17.40h

 

 

publicado por poetaporkedeusker às 20:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (2) | favorito
|
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2017

GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXXVI

digitalizar0083.jpg

 

 

REGRESSO

 

Pisei todas as pedras como então

Olhei portas que já não são como eram

E julguei-as apenas invenção

Que os meus olhos atónitos me deram

 

Senti por cada montra a afeição

E ouvi tantos segredos que disseram

Nos gemidos que ouvi com emoção 

Por delas terem feito o que fizeram

 

Revi em pouco tempo uma por uma

Desfiz um pouco mais a minha bruma

Que o tempo foi tecendo na memória

 

No peito houve a alegria de voltar

De, no adolescer me reencontrar

Ao sentir-me na mesma trajectória

 

MEA

29/12/2016



REVISITAÇÃO



"Pisei todas as pedras como então",

Na lentidão que agora é minha irmã

E vi, no chão pisado, o mesmo chão

Que vi quando o futuro era amanhã.



"Senti por cada montra a afeição"

Maravilhada, funda, honesta e sã,

De afectos transbordantes de paixão

Mostrando que a viagem não foi vã ...



"Revi em pouco tempo uma por uma"

As ondas do meu mar desfeito em espuma

Sobre areias, agora inexistentes,



"No peito houve a alegria de voltar"

Às mesmas ondas desse mesmo mar,

Embora em circunstâncias tão dif`rentes...



Maria João Brito de Sousa - 04.01.2017 - 10. 49h

 

 

tags: , ,
publicado por poetaporkedeusker às 20:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (2) | favorito
|
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2017

GLOSANDO A POETISA MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXXV

Deus Dinheiro.jpg

 

EIS, QUANDO SE DESEJA PAZ, AMOR

 

… Eis, quando se deseja paz, amor
Quando o mundo se encanta nessa espera
Quando se enchem os céus deste louvor
Num cenário de mágica quimera

 

Na rua, solto oculto anda o terror
Espiando disfarçado como fera
E aguardando o momento esse estupor
Cada vez nos ataques mais se esmera

 

Avança numa fúria arrebatada
Leva no olhar a morte já ditada
Faz valer ali mesmo o seu rancor

 

E devasta destrói mata inocentes!
São seres possuídos e dementes
Que fazem propagar no mundo a dor

 

MEA
2/01/2017

 

-**-

 

QUEBRANDO AS ALGEMAS...

 

 

"...Eis quando se deseja paz, amor",

Igualdade, justiça e harmonia,

Desaba o mundo em nosso derredor

E impera a dura lei da mais-valia...

 

"Na rua, solto oculto anda o terror";

Sobrevive-se ainda mais um dia

A tanto solto, oculto despudor,

Nas ruas duma Terra, assim, sombria?

 

"Avança numa fúria arrebatada",

Numa ganância pouco humanizada,

Montado num ginete, o "Deus-dinheiro"

 

"E devasta destrói mata inocentes!"

É quebrar as grilhetas, minhas gentes,

Enquanto não domina o mundo inteiro!

 

 

Maria João Brito de Sousa - 03.01.2017 - 10.03h

 

 

 

 

tags: , ,
publicado por poetaporkedeusker às 20:30
link do post | "poete" também! | ver poetices (4) | favorito
|

.Transparências de...

.pesquisar

 

.Em livro

   O lucro desta edição reverte
   totalmente a favor da Autora

.posts recentes

. CICLO(S)

. TALVEZ...

. PEQUENA SINFONIA

. MEMÓRIA(S) DO NÁUFRAGO-PE...

. CONVERSANDO COM MARIA DA ...

. O MEU PATRONO VISTO POR M...

. GLOSANDO A POETISA MARIA...

.arquivos

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

.tags

. todas as tags

.favorito

. É a arte, solidão?

. SO(LAS)

. “A Linha de Cascais Está ...

. CANTIGA PARA QUEM SONHA -...

. Our story in 2 minutes

. «A TAUROMAQUIA É A ÚNICA ...

. Novidades a 13 de Dezembr...

. LIMPAR PORTUGAL

. Ler dos outros... (cróni...

. Conversas à Janela durant...

.ARCA DE NOÉ

A Arca de Noé Vivapets distinguiu como Animal da Semana

.HORIZONTES DA POESIA


Visit HORIZONTES DA POESIA

.Autores Editora

.A AUTORA DESTE BLOG NÃO ACEITA, NEM ACEITARÁ NUNCA, O AO90

AO 90? Não, nem obrigada!

.subscrever feeds