.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 11 de Maio de 2010

SOLTA-SE A FERA...

 

E, de repente, em mim, solta-se a fera.

Insuspeitada, fera que, indefesa,

Paradoxal se exalta e, de surpresa,

Te mostra que já estava à tua espera…

 

Embora sendo fera, quem me dera

Poder vir a sentar-me à tua mesa,

Contigo partilhar quanta incerteza

Me nasce deste caos de ramos de hera…

 

Mas não temas, amigo. A fera, em mim,

Germinou num canteiro de jardim,

Jamais te fará mal senão no dia

 

Em que arranques do solo estas raízes…

Tu não sabes que as feras são felizes?

Que pugnam, como tu, pela harmonia?

 

 

 

Maria João Brito de Sousa

08.05.2010 – 12.00h

 

 

 

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 10:44
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12 comentários:
De tardesdeoutono a 11 de Maio de 2010 às 12:56
Que pugnam, como eu, pela harmonia
Aquela que se quer entre as pessoas;
As feras que descreves são tão boas
O Mundo em feras dessas bom seria


Não perco a minha esp'rança de inda um dia
Soltando o mesmo grito que hoje entoas,
Ver multidões cantando, hinos, loas,
À paz, à união, em sintonia!


Aí sentar-me-ei à tua mesa...
Porém a partilharmos a riqueza
De termos encontrado um Paraíso


Porque esse tal jardim será enorme!
E toda a gente canta e feliz dorme
Espelhando em sua face um bom sorriso.


Beijinho
Joaquim Sustelo












De poetaporkedeusker a 12 de Maio de 2010 às 10:50
Olá Joaquim. Um abraço grande por mais este soneto. Desculpa-me se hoje estiver sem graça nem inspiração. O meu cãozito, o Kico, está com um edema pulmonar, entre a vida e a morte. Não sei se achas que isto é um disparate, mas para mim é como se fosse um familiar muito chegado. Não dormi de noite porque ele estava com muita dificuldade em respirar e hoje só vim porque ele está menos aflito, embora tenha deixado de comer. À tarde tenho de voltar com ele ao veterinário. Ontem levou quatro injecções no consultório e eu trouxe mais três para casa, para lhe dar de seis em seis horas. Estou que nem me reconheço. Desculpa. Costumo ser forte, mas hoje sinto-me um autêntico zombie.
Abraço grande!
De ligeirinha a 11 de Maio de 2010 às 15:54
Lindo! Que força!
Beijinhos!
De poetaporkedeusker a 12 de Maio de 2010 às 10:52
Minha querida Ligeirinha! Nem imaginas... eu acho que isto já é praga! O Kico está muito mal, com um edema pulmonar. Não dormi toda a noite e, daqui a pouco, tenho de ir dar-lhe outra injecção.
Um enorme beijinho para ti!
De Simbologia do aMoR a 11 de Maio de 2010 às 19:14
Olá Maria

Vim ler teu soneto e também informá-la que enviei um e-mail, não do sapo, do gmail com o título de "Cartaz Perfeito", onde nele o animal mostra e pergunta o que eles tem de diferente de nós?
Talvez seja um belo cartaz para colocar no mumbles.

Abraço
De poetaporkedeusker a 12 de Maio de 2010 às 10:57
Obrigada, Vera. Vou tentar colocar ainda hoje.
O meu Kico está com edema pulmonar, eu estou com as lágrimas a bailar nos olhos e acho que ele não é mesmo nada menos do que eu. Pelo contrário. É mais meigo, dedicado e bondoso do que eu jamais conseguirei ser.
Um enorme abraço para ti e desculpa se não conseguir visitar-te. Ele está a precisar de muitos cuidados e eu vou estar a ir a casa a toda a hora.
Bjo!
De linhaseletras a 11 de Maio de 2010 às 21:25
Belo soneto, já li várias vezes e fico a pensar!
Será que alguma vez eu consigo escrever assim?.

Lindoooooooooo.
Um abraço

De poetaporkedeusker a 12 de Maio de 2010 às 11:00
Claro que sim, minha amiga Idalina! Os seus poemas têm crescido muito em musicalidade e beleza! Eu é que hoje estou muito preocupada com o meu Kico que está muito mal, com edema pulmonar. Nem dormi toda a noite. Felizmente trago uns poemas na pen e vou publicá-los. Hoje não consigo escrever nada de novo. Nada.
Um enorme abraço para si e toda a família.
De alfa a 12 de Maio de 2010 às 02:34
Alô Maria João, voltei a passar por aqui, o tempo passa a correr e de vez em quando não consigo, passar por casa de todos os blogoamigos...entretanto tb andei a decorar a minha nova casa (blog), mas os livros de histórias esses continuam nos mesmos sítios, apenas um pouco mais espalhados pela casa toda. Quanto à fera que se solta...percebi que não o é realmente, é uma fera doce, enraizada que aos amigos não fará mal....bjs
De Vitor a 12 de Maio de 2010 às 10:53
Que a fera se solte em si!
Adorei

Bj*
De poetaporkedeusker a 12 de Maio de 2010 às 11:06
Muito obrigada, Vitor... hoje a fera está de rastos. O Kico, o meu cãozinho, está muito mal. Nem sei se vou conseguir visitar-vos hoje.
Abraço muito grande!
De poetaporkedeusker a 12 de Maio de 2010 às 11:04
É isso mesmo, amiga. Vou tentar ir ver essas novidades, mas não posso prometer nada porque o meu cãozinho está muito mal e eu vou ter de estar a "correr" entre a minha casa e o CJO. Sinto-me vazia, hoje. Vazia, palerma e impotente. Tenho de lhe dar uma injecção daqui a bocado, mas parece-me que a Dona Morte, desta vez, não está disposta a vergar... e dói. Dói-me mesmo.
Trouxe coisas na pen, senão não conseguiria escrever nada de jeito.
Bjo!

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