.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

INCONSEQUÊNCIAS

 

Vieste e ofuscaste a transparência

Dos pátios de cristal do meu castelo

Com essa milenar inconsequência

Que traçaste em perfis de puro gelo

 

Desprezaste o melhor; esta eloquência

Da convicção guardada a lacre e selo

E tentaste arrancar-me à evidência

Destruindo-me a golpes de martelo

 

Jamais tiveste culpa e, se te acuso,

É puro desabafo… tudo passa

Como as nuvens que passam pelo céu.

 

Não tiveste a noção de um tal abuso,

Nem pudeste prever quanta desgraça

A tua inconsequência antecedeu...

 

 

 

 

 Maria João Brito de Sousa

 

IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 10:56
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13 comentários:
De tardesdeoutono a 7 de Maio de 2010 às 12:22

Respondendo às INCONSEQUÊNCIAS:



Pudesse eu ir a ti pé ante pé
Contar-te do que à volta me extasia,
Tivesse (como o mar tem a maré)
O dom de me abeirar de ti um dia...


... Fazer (sem te acordar) um tagaté
Dizer-te o que me encanta a poesia
Que escreves a mostrar o ser que é
Quem escreve tão suave, em melodia,


Farias um soneto diferente...
Dirias da alegria que se sente
Quando se encontra alguém que nos entende


Porém não tenho o dom que acima exponho;
E lê como se fosse algum meu sonho
Ou estados em que a alma se transcende...


Um beijinho
Joaquim Sustelo








De tardesdeoutono a 7 de Maio de 2010 às 12:25
Respondendo às INCONSEQUÊNCIAS:


Pudesse eu ir a ti pé ante pé
Contar-te do que à volta me extasia,
Tivesse (como o mar tem a maré)
O dom de me abeirar de ti um dia,

Fazer (sem te acordar) um tagaté
Dizer-te o que me encanta a poesia
Que escreves a mostrar o ser que é
Quem escreve tão suave, em melodia,

Farias um soneto diferente...
Dirias da alegria que se sente
Quando se encontra alguém que nos entende

Porém não tenho o dom que acima exponho;
E lê como se fosse algum meu sonho
Ou estados em que a alma se transcende...


Um beijinho
Joaquim Sustelo








De poetaporkedeusker a 7 de Maio de 2010 às 14:07
Caramba, Joaquim! Obrigada! É lindíssimo, o soneto! E eu que ando, há três dias, meia "atarantada" e desinspirada por causa de um malvado comprimido para a alergia! Mas se nascer uma resposta antes de segunda feira, eu ainda cá volto!
Abraço GDE!
De linhaseletras a 7 de Maio de 2010 às 14:05
Boa Tarde Maria João, este seu soneto está muito bonito como sempre.
Ás vezes acontece haver algo ou alguém que nos quer aniquilar ou apenas "ofuscar" a nossa existência, só que a maioria das vezes não conseguem, que é o seu caso, esse brilho que a Maria João "emana" ninguém o consegue "ofuscar"
Um bom fim de semana

De poetaporkedeusker a 7 de Maio de 2010 às 14:11
Obrigada, minha querida amiga. Olhe que o meu brilho anda muito apagadito :)) os meus níveis de alergia dispararam e eu tomei um comprimido que me tinham receitado no Centro de saúde... nem queira saber! Ando a dormir em pé e garanto que só tomei um e já foi há três dias! Mas este malvado fica a fazer efeito durante muito tempo, é como as pilhas Duracell :)))
Abraço grande!
De Simbologia do aMoR a 7 de Maio de 2010 às 19:14
É um bonito soneto.
Que inconsequência é essa?
A imagem está lindíssima.

Abraço.
De poetaporkedeusker a 10 de Maio de 2010 às 11:08
Olá, Vera. São tantas... tantas inconsequências que vamos praticando no dia a dia. Por vezes, agindo com boas intenções, acabamos por prejudicar os outros ou mesmo a nós próprios.
Abraço grande! Hoje vai ser um dia complicado porque vou entregar a ficha de inscrição da exposição de telas OEIRAS ACONTECE.
De Peter a 8 de Maio de 2010 às 00:11
Oi poetisa, buona notte, sono ritornato...e tudo continua neste canto belo como prima...bacini.
De poetaporkedeusker a 10 de Maio de 2010 às 11:10
Obrigada, Peter! Só o fundo mudou :)) aquela pequena "filósofa" sou eu, quando tinha quatro anos.
Bacini.
De artesaoocioso a 8 de Maio de 2010 às 00:23
A inspiração continua intacta, para além das circunstâncias .
Quando se tem um dom é muito difícil perdê-lo
Um abraço.
De poetaporkedeusker a 10 de Maio de 2010 às 11:12
Obrigada, meu amigo Artesão. Acontece, por vezes, negá-lo - ou tentar... - por circunstâncias da vida, mas ele acaba sempre por irromper. Sempre. Mesmo quando pensamos que já é tarde demais.
Abraço grande!
De poetabrasil a 8 de Maio de 2010 às 02:46
Belo soneto, que vai fundo aos amores e sentimentos idos e vividos.
Estava um pouco afastado da convivência poética, mas aqui é a minha casa.
Sinto o meu coração muito grande lendo estes versos.
De poetaporkedeusker a 10 de Maio de 2010 às 11:13
Poeta irmão! Obrigada pelas palavras. Sinto-me grata por poder tocar os vossos corações.
Um grande abraço!

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