.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 13 de Abril de 2010

A DISSEMINAÇÃO

 

E se o vento, amanhã, vier zunindo

E espalhar pelo mundo estes meus versos,

Eu aceitá-lo-ei, será bem-vindo,

Mesmo que assuma rumos muito adversos.

 

Sei que virá quando eu estiver dormindo,

Que alguém lhe atribuirá poderes perversos,

Que eu, então, partirei, que o tempo é findo

Pr`a estes restos meus, enfim submersos.

 

Nada, porém, detém o que foi escrito

Quando aquele que o escreveu acreditou

E nisso pôs inteiro o coração.

 

O vento, se vier, será bendito,

Concluirá, pr´a quem desencarnou,

A continuada disseminação.

 

 

 

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sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 11:45
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20 comentários:
De a 13 de Abril de 2010 às 12:09
Lindo, tranquilo este soneto.
E fotos, lindas. A mesma expressão, o mesmo sorriso. Não engana minha amiga.
Beijinhos
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2010 às 12:19
Olá, Fá! Caramba, nem lhe tenho feito uma visitinha... como vai esse ânimo? Espero vê-la cheia de alegria quando voltar, da parte da tarde. Hoje é que a vou visitar, se Deus quiser. E os pequenitos, como vão?
Bjo gde!
De a 13 de Abril de 2010 às 12:39
Estou no bom caminho. Temos que nos esforçar também e não nos entregarmos, não é? Eles estão óptimos, graças a Deus.
E a Mª João como vai? Sei, pelos comentários, que está envolvida em 2 projectos. Espero que sejam gratificantes.
E como já chegou o bom tempo, logo, logo temos que combinar o nosso cafezinho.
Beijinhos
De poetaporkedeusker a 13 de Abril de 2010 às 14:25
Sim senhora, fico à espera:) A parte física anda menos boa, mas confio que esteja a melhorar... pelo menos ontem doía-me muito mais do que hoje e, amanhã, espero que doa menos ainda. Já não foi tão penoso vir até cá e já estou menos "coxita".
Bjo GDE.
De Simbologia do aMoR a 13 de Abril de 2010 às 18:57
Lindo soneto!
Principalmente no último terceto.
Linda a foto!
Quando pequena já mostrava o amor que tinha pelos nossos amigos de pelos.

Abraço.
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2010 às 11:46
Sempre, amiga! Eu podia lá viver sem eles...
sempre foram respeitados e sempre senti que eles tinham todo o direito a uma existência plena e segundo as suas características de espécie. Com este cãozito que tinha ao colo, não tive muita sorte... era um cãozinho que estava à venda, ali, perto da estação do Rossio e eu, que nunca pedia nada, pedi para levá-lo comigo... mas os meus pais, dessa vez, não aceitaram... ainda me lembro bem.
Estou a trabalhar num projecto de animação cultural - em dois, para ser mais exacta - e ainda nem fiz o soneto de hoje. Fiz muitos, mas todos integrados num dos projectos... não sei se hoje consigo publicar...
Bjo!
De Simbologia do aMoR a 15 de Abril de 2010 às 04:04
Oi Maria

É sempre bom trabalharmos em algo novo.
Hoje comecei meu curso também, criação de jogos, algo básico paraa educação. Nosso software é livre (Linux), um pouco complicado, mas vou aprender.
Hoje esta janela do blog está difícil de escrever, acho que é coisa do sapo. Está muito grande e na janela que escrevo, só vejo metade das letras. Mesmo que queira arrastar a janela é impossível

Abraço.

Ps. Há um concurso de poesia. Recebi a página do Instituto Camões após um email enviado.
Amanhã envio por email. Hoje já é tarde e estou com sono.
De poetaporkedeusker a 15 de Abril de 2010 às 11:03
Sabes, amiga, os períodos de mudança são sempre conturbados. É assim com todos os organismos vivos e também com os associativos. O Sapo não é excepção... mas eu também tenho para aqui fotos a mais, no template. Vi-me grega para ler o teu comment. Ainda vou tentar retirar estas fotos da zona de posts, depois de publicar o soneto de hoje. Esta tarde não devo conseguir vir. Prometi a uma senhora acompanhá-la a um teste auditivo, se me despachar ainda vou a uma sessão de poesia no Centro Paroquial do Alto da Barra e continuo sem saber como "encaixar" as minhas colegas do Centro Paroquial no projecto de animação cultural... é claro que eu posso fazer tudo sozinha, mas o que eu quero é pô-las a participar.
Ainda bem que estás entusiasmada com os teus estudos.
Bjo.
De poetaporkedeusker a 15 de Abril de 2010 às 12:16
Caramba! Não cheguei a responder ao teu post scriptum! Do Instituto Camões? Mas isso é só para os grandes escritores... penso eu.
Bjo.
De Simbologia do aMoR a 16 de Abril de 2010 às 20:47
Eu acho que você é uma grande escritora.
E por que não tentar?
Vá lá ver.
Penso que devetentar.
Clique em notícias.
O nome parece-me "Trofa" e é conto infantil.

Abraço.
De linhaseletras a 13 de Abril de 2010 às 22:59
Lindo soneto como sempre, mas o primeiro terceto está maravilhoso.
Adorei, até amanhã.




De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2010 às 11:49
Obrigada, minha querida amiga! Vou tentar dar um pulinho ao Linhaseletras. Ontem fiz imensos sonetos, mas não vou publicá-los porque estão integrados num dos projectos de animação cultural para o qual estou a trabalhar. O tempo escasseia e um dos projectos ainda está muito embrionário... nem sei se publico hoje.
Abraço mt gde!
De alfa a 14 de Abril de 2010 às 01:30
Muito bonito, M.J. como só você sabe fazer. Quase nos faz acreditar que é tão fácil fazer sonetos.

bjs
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2010 às 11:52
Olá Alfa! É estranho mas, para mim, é o tipo de poesia mais fácil de fazer, desde que seja em decassílabo heróico... os Alexandrinos - de doze sílabas métricas - não consigo mesmo fazer sem ficarem com o "pé quabrado" :))
Bjo!
De M.Luísa Adães a 14 de Abril de 2010 às 11:25
"Nada detém o que foi escrito"

Nem o vento,
nem a chuva,
nem o tormento
de uma alma
subindo ao céu

E a dificuldade da subida?
Quem se lembra disso
E de tudo o mais
Que é o tormento
De Uma Vida?

Eu lembro,
Apenas eu recordo,
Apenas eu sou diferente!

E digam o que quiserem
Espalhem palavras ao vento
Para meu tormento.

Eu sou poeta de todas as maneiras!

Adorei encontrar-te, mas mereces muito mais, do que te escrevem.
Só um poeta te pode entender na planura em que vives e brilhas. Ninguém mais!...

Maria luísa Adães
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2010 às 11:58
Minha querida Maria Luísa, eu acho que tens toda a razão... talvez por isso eu sinta que a maioria me imagina preguiçosa, ou burra, ou qualquer coisa parecida... mas o sentido poético também pode e deve ser estimulado e "burilado". É por isso que a blogosfera me merece muito respeito enquanto veículo da palavra poética.
Amiga, um dos projectos de animação cultural que tenho em mãos, está muito "enguiçado"... o outro vai por aí fora... ainda ontem, no cafezinho, fiz mais três sonetos para ele, mas o outro... olha, não ato ne desato... ainda não sei exactamente o que fazer.
Um enorme abraço e obrigada pelas tuas palavras.
De M.Luísa Adães a 14 de Abril de 2010 às 12:24
Nem sempre o poeta se pode concentrar
e escrever seus versos.
Escrever versos verdadeiros.
Um simulacro de versos, qualquer um escreve
e fica cheio de vaidade.

O Poeta não tem vaidade!
Nasceu poeta e no viver ,não adquiriu vaidade - vaidade de quê?

Mas ao nascer com esse dom real ,adquiriu
a sua Liberdade e um dia, ajoelha perante Deus, sem vaidade, para agradecer e ser abençoado.

Quem o conhece?...

Beijos, Poeta amiga.

Maria Luísa
De poetaporkedeusker a 14 de Abril de 2010 às 17:14
Obrigada, minha amiga. É verdade. Vaidade de quê? Desta urgência que nos move em direcção ao poema? Nem tempo temos para isso...
Sabes, acabei por ir com o Centro Paroquial ao Centro de Artes Manuel de Brito, ver uma exposição de Bartolomeu Cid dos Santos. É magnífica a obra daquele homem! Aquilo é verdadeira Arte... ainda por cima, na terra que me viu crescer. Venho com o coração nas mãos. Durante um certo tempo, nem sequer conseguia falar, com receio de que as sensações absorvidas se diluíssem na palavra dita.
Venho sem tempo para publicar, mas mais rica do que era.
Um enorme abraço.
De Vítor a 15 de Abril de 2010 às 00:00
Poética nuito...bondosa sempre!

Bj*
De poetaporkedeusker a 15 de Abril de 2010 às 10:54
Bondosa, Vitor? :)) É a primeira vez que vejo adjectivar assim um poema! Seja ele qual for!
Mas pronto... o leitor é o senhor dos seus adjectivos :)
Abraço grande!

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