.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

POESIA

 

006.jpg

 

 

 

  

Aonde quer que eu vá, tu vais também;

De forma incoerente, inevitável,

Poesia, num dueto incontornável

De um sonho que nos leva sempre além…

 

Não é fácil de crê-lo, eu sei-o bem,

Porque este “casamento”, sendo estável,

Será, pr`a muitos, inimaginável

E, para condenar, há sempre alguém,

 

Mas, julguem ou não julguem, a verdade

É que a nossa inegável amizade

Não se deixa abalar e permanece.

 

Unas, inseparáveis, partilhamos

Corpo, alma e gestação, quando criamos

Como se a criação nos precedesse…

 

 

 

 

Maria João Brito de Sousa -  04.12.2009 -11.50h

 

 

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 11:50
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6 comentários:
De a 4 de Dezembro de 2009 às 16:07
Minha querida amiga, que bonito este soneto. Se bem que me parece meio parábola (será?), acho que anda por aí muita boa gente que o devia ler e adaptar à sua própria vida, em vez de andarem no "corte e costura".
Beijinhos e bom fim de semana
Espero que esteja melhor.
De poetaporkedeusker a 4 de Dezembro de 2009 às 16:21
Olá, Fá! Sim, é verdade... tem um "cheirinho" de parábola! Ai, amiga... eu hoje estou fisicamente-não-presta :)) ... ele é o dente que voltou a doer - com abcesso e tudo!- , ele é a barriga que me faz andar a saltitar para a casa de banho do CJO como se estivesse no conforto do lar... :))) bem, o que vale é que eu vou conseguindo sorrir no meio disto tudo!
Bjo!

PS - Anteontem descobri, pela primeira vez em ano e meio, que o 2008 tem Xadrez... eu, que não tenho tempo senão para poetar, lá arranjei maneira de matar saudades dos quase quarenta anos que já lá vão desde o tempo em que era jogadora de xadrez e, o que acontece então? Acontece que o 2008 me deu a maior "tareia" que se possa imaginar! Foi xeque-mate em menos de uma hora! :)))
De Jane Doe a 4 de Dezembro de 2009 às 22:14
Estou de volta para ler um dos maravilhosos sonetos aqui escritos.
Confesso que não sou a maior apreciadora de poesia. Isto deve-se principalmente ao facto de que eu não entendia o seu significado . Este último ano tenho-a redescoberto. E não houve nenhuma desilusão. Está a tornar-se cada vez melhor.
Acho que poemas como este contribuem em grande parte!
Bjs
Ana
De poetaporkedeusker a 7 de Dezembro de 2009 às 12:04
Obrigada, Ana! Muito obrigada! Tornar a poesia mais "apetecível" e legível, para que possa alcançar um público mais vasto, é um dos grandes objectivos de um poeta. Fico muito feliz por ter podido contribuir para despertar o teu interresse.
Um grande abraço!
De Mírtilo MR a 6 de Dezembro de 2009 às 17:28
Poetaporkedeusker
ou
Maria João «Poesia»:

É realmente uma mulher-poesia, ou uma mãe-de-poesia, ou ser com corpo de mulher e alma de poesia, ou, pelas suas palavras, tem um casamento indissolúvel com essa supermaravilhosa entidade espiritual, misto de musa, ninfa, deusa, que é a Poesia.
Divinal simbiose essa que se formou em si, sem o mínimo atrito ou conflito, as duas de mãos dadas, isto é, de corpo e alma dados, para todo o lado, sempre em poético prazer conjugadas, filhos e mais filhos dando à realidade humana, tantas vezes agressiva e incompreensível para tão profunda, sensível e sensibilizante e duradoura, eterna certamente, poética lua-de-mel, filhos que são sonetos tâo lindos, cheios de bela expressão, do seu poético ventre sem idade e sem cansaço, sempre fértil, «ad aeternitatem».
Quem me dera, não deixando de ser masculino humano, ter a poética fertilidade, ou produção (usando um termo algo materialista), que a Maria João «Poesia» tem. Mas eu, inferior poético ser, pelo menos inferior sonetista, até nem a tónica da 6.ª sílaba dos versos heróicos e alexandrinos dos sonetos respeito e cumpro!...
A minha admiração por si e, se eu fosse editor, publicá-la-ia, isto é, aos seus sonetos.

Um abraço.
Mírtilo
De poetaporkedeusker a 7 de Dezembro de 2009 às 12:13
Poeta Mirtílo, muito e muito obrigada. Não pude deixar de reparar naquela nota final, da sexta sílaba tónica... não o considero minimamente inferior por isso, valha-me Deus! Eu é que resolvi dedicar este blog ao soneto formalmente clássico e cumpro-o porque o decassílabo heróico me flui naturalmente... em compensação já cometi aquele tremendo erro com os Alexandrinos e continuo perfeitamente incapaz de produzir um que vallha a pena ser lido :D
As suas palavras são demasiadamente elogiosas, não as mereço com certeza.
Um grande abraço!

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