.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Terça-feira, 1 de Setembro de 2009

TEMPOS NENHUNS

 

Quantos tempos nenhuns terão passado?

E os séculos dos séculos nascidos?

Instantes de universos revestidos

De luas e de sóis tão lado a lado…

 

Dos tempos, nenhum tempo mensurado

Revelaria ausências dos sentidos,

De prenúncios de vida se, perdidos,

Outros tempos tivessem regressado.

 

Do querer saber nos nascem novos tempos

Que aos tempos do passado irão buscar

O fio que os traz de lá, desde o começo.

 

Todo este somatório de momentos

Traduz a nossa vida. O que sobrar

É apenas um preço. O nosso preço.

 Imagem de Sheila Nogueira, retirada da internet.

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 16:15
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8 comentários:
De casimirocosta a 2 de Setembro de 2009 às 10:42
Olá amiga, como tem andado? Bem?Espero que sim.
Passei para a cumprimentar e dizer que embora não tenha feito comentários,li todos os seus sonetos,que são sempre do melhor que há, muito bons, como só a amiga sabe fazer.
Um abraço grande.
Casimiro Costa
De poetaporkedeusker a 2 de Setembro de 2009 às 15:52
Um grande abraço para si, amigo Casimiro. Não estou lá muito bem, tenho andado a saltitar de casa para o hospital porque o meu fígado começou a rejeitar alguma medicação, segundo parece. Acabo, agora mesmo, de chegar de lá. Estou um pouco melhor, mas terei de voltar pois ainda há valores muito desajustados. Desculpe as minhas ausências. Tenho tido muito pouco tempo para manter os blogs em dia. Muito e muito obrigada!
De manu a 2 de Setembro de 2009 às 11:19
Olá poetisa! Há algum tempo que aqui não vinha comentar mas como tenho acompanhado o que escreve, decidi fazer um comentário a todos os seus poemas lá no amadordoverso. Espero que goste. Abraço grande.
De poetaporkedeusker a 2 de Setembro de 2009 às 15:54
Olá Manu! Já lá vou! Muito obrigada! O pessoal do hospital tem sido uma simpatia, mas eu já estou farta daqueles edifícios enormes onde temos de esperar horas e horas!
Qualquer dia faço greve... :)
Abraço grande!
De Mírtilo MR a 2 de Setembro de 2009 às 14:58
Poetaporkedeusker:

Bom soneto, soneto do tempo, soneto transcendental, soneto de vida e morte ...
Esse omniditador Tempo, que ninguém vê, mas que tudo desgasta e mata, esse imaterial carrasco que nos fustiga de anos, dias, horas minutos, segundos, instantes, esse deus ilusório mas tão existente e premente, apenas filho do Movimento e do Espaço, por esse Universo infinitamente fora ou infinitamente dentro, aqui na Terra o Tempo nos dando vida e no-la tirando, arrancando todos os dias uma folha à árvore de nossas vidas, até, sem paragem ou condescendência, nos matar e nos sepultar em ... cemitério de tempo e ... vento de tempo, «ad secula seculorum».
Há um tempinho disse-lhe, a propósito de um seu soneto, que também eu tinha um em que igualmente falava de Pã, isto é, aludia a ele. Se quiser, poderá agora ver esse meu soneto no meu último artigo, «Saturação», soneto com o nome de «Desespero», desta vez em verso heróico.
Pois é, a Maria João, deixe-me que lhe diga (positivamente), tem realmente bons sonetos, que faz, pelo que parece, com facilidade e, pelo que se vê, com paixão. Poderia dizer que a invejo, se eu fosse propenso a invejas, mas, embora me embrenhe em geral com intensidade na feitura e acerto de algum soneto que tenha entre mãos, gostaria, ainda assim, de ter a sua facilidade de sonetar.

Um abraço.
Mírtilo

Um abraço
De poetaporkedeusker a 2 de Setembro de 2009 às 16:14
Obrigada, poeta Myrtillo! Acredite ou não, ainda não sei como lidar com este assunto de ter chamado Alexandrinos a meia dúzia de sonetos com onze sílabas métricas que fui publicando neste mesmo blog. Provavelmente terei de elaborar um artigo a retratar-me sobre o assunto... mas aqueles sonetos de 11 sílabas poéticas até ficaram bonitinhos... de qualquer forma considero muito grave ter cometido uma falha destas. Assim que tenha um pouco mais de tempo, peço desculpa publicamente. Além do mais, terei de aprender o ritmo dos verdadeiros Alexandrinos! Hoje, no hospital, tentei e não consegui um único verso decente com as doze sílabas métricas. Os de dez já me correm pelas veias. Nascem com muita naturalidade, por tudo e por nada... os de doze, para minha vergonha, não saem de forma nenhuma!
Vou já ao seu blog ver o seu soneto "Desespero".
Um abraço grande, grande!
De Mírtilo MR a 2 de Setembro de 2009 às 23:08
Poetaporkedeusker:

Primeiramente as suas melhoras e a recuperação o mais possível da sua saúde.
Deixe lá o ter pensado que os versos alexandrinos eram de onze sílabas, não sendo preciso pensar em fazer qualquer declaração pública, como diz pretender. A maior parte das pessoas, quase poderia dizer-se a totalidade, que lê os seus sonetos, ou outros, não está de certeza geralmente a contar as sílabas dos versos, sobretudo quem não faz sonetos ou os faz sem respeitar o número de sílabas. Até quem os faça não estará em geral a contá-las nos sonetos alheios, ainda que pelo tamanho dos versos se veja, ou preveja, em geral se são de 10 ou 12 sílabas. É realmente de louvar que queira ser totalmente recta para consigo própria, mas acho que aqui não é caso para tanto.
Tal como diz que se passa consigo, quando nos habituamos aos de 10 sílabas, eles saem muitas vezes já com a medida certa, o mesmo acontecendo com a habituação aos de 12, como é lógico, mas também muitas vezes acontece, como sabemos, que tem de se fazer alguma ginástica para conseguir a medida certa.

Um abraço.
Mírtilo
De poetaporkedeusker a 3 de Setembro de 2009 às 14:07
Olhe, poeta, talvez a minha inspiração não ande no seu melhor, mas a verdade é que não consigo mesmo fazer um soneto com as doze sílabas métricas. Mesmo fazendo ginástica ficam um verdadeiro desastre, sem ritmo nenhum e visivelmente forçados. Se acontecer eu, um dia, fazer algum que seja aceitável, publico-o e faço logo menção disso. Para já não é possível. Os de dez sílabas métricas nascem-me com uma espontaneidade enorme, como se tivesse vida própria e eu só tivesse de os apanhar "do ar". Os de onze, nasceram-me muito raramente, mas também com bastante facilidade... penso que não nasci para os verdadeiros alexandrinos... :))
De qualquer forma agradeço-lhe muito a sua opinião. Neste preciso momento estou fisicamente debilitada, cansada... por vezes o meu ritmo de produção é afectado por isso e eu fico um tanto ou quanto frustrada, mas não tenho outro remédio senão aprender a viver com essa diminuição extra.
Um abraço amigo!

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