.UM BLOG SOBRE SONETO CLÁSSICO

Da autoria de Maria João Brito de Sousa, sócia nº 88 da Associação Portuguesa de Poetas, Membro Efectivo da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores - AVSPE -, Membro da Academia Virtual de Letras (AVL) e autora no Portal CEN, escrito num portátil gentilmente oferecido pelos seus leitores. ...porque os poemas nascem, alimentam-se, crescem, reproduzem-se e (por vezes...) não morrem.
Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

IMAGINÁRIOS

 

 

Saberás do vento que sopra na areia?

Sabes do calor nessas rochas salgadas

Que, apesar de tudo, vão sendo habitadas?

Já viste as mudanças quando há lua cheia?

 

Já viste tritões? Conheceste a sereia

 

Que chama por ti, dessas grutas sagradas,

Nos dias incertos, às horas marcadas,

Que o tempo decreta e o acaso norteia?

 

Já te imaginaste dif`rente e, contudo,

 

Igual a ti mesmo nos sonhos que inventas,

Se a tanto chegaste por tua vontade

 

Ou és indif´rente, dizes: - Eu não mudo!,

 

Não sabes voar, nada vês ou nem tentas

Saber até onde chega a liberdade?

 

 

 

NOTA – Soneto Alexandrino

 

 

 

 

 

sinto-me :
publicado por poetaporkedeusker às 14:42
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9 comentários:
De Fisga a 3 de Agosto de 2009 às 15:09
Olá amiga João. Que bonito este Alexandrino. Não o conhecia, mas parece um bom rapaz. Está espectacular. teu estás cada vez mais como o vinho do Porto.
Abraço deste amigo Eduardo.
De poetaporkedeusker a 3 de Agosto de 2009 às 15:32
:))) Tenho, por aí, alguns "rapazes" da família Alexandrino... se fizeres uma leitura silenciosa e seguida, verás que o ritmo é muito diferente do dos decassilábicos. Têm 11 sílabas métricas e a útima tónica é sempre na 11ª sílaba. O Sá Carneiro usava constantemente este tipo de soneto. A mim nascem-me sobretudo - quase sempre... - em decassílabo heróico, mas estes também têm um belo ritmo.
Abraço grande!
De Fisga a 4 de Agosto de 2009 às 10:29
Olha amiga. Eu não sei se tens Alexandrinos Ou alexandrinas, ou ainda as duas coisas. mas que tens um talento muito grande e muito apreciável, isso tens. Abraço Deste amigo. Eduardo.
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2009 às 15:32
Olá, meu amigo Eduardo! Hoje foi um dia muito agitado... de manhã estive meio "avariada" e não consegui vir trabalhar e , depois do almoço, encontrei o soneto de hoje... ou melhor, encontrei uma cria de Lugre no meio da estrada e só agora consegui chegar ao CJO. Obrigada por gostares dos Alexandrinos e pelo elogio.
Abraço grande!
De linhaseletras a 3 de Agosto de 2009 às 22:32
Gostei deste "Alexandrino" é uma leitura mais solta mais alegre, mas para mim é um mistério que eu por enquanto não quero desvendar para não sobrecarregar mais a minha cabeça.
Um grande abraço até amanhã
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2009 às 15:36
Minha amiga, o Alexandrino tem onze sílabas métricas, em vez das dez do soneto italiano, em decassílabo. Quando se sentir preparada para conhecer melhor esta coisa da métrica, é só avisar que eu tentarei explicar, o melhor possível, o pouco que sei.
Estou atrasadíssima por causa do... soneto de hoje... :)) Os habitantes lá de casa voltaram a crescer...
Um grande abraço!
De M.Luísa Adães a 4 de Agosto de 2009 às 14:26
Lindo poema "alexandrino"

Vê meu blogs, se possivel e encontra aquela
que pretende aprender a voar.

Bºs, Mª. Luísa
De poetaporkedeusker a 4 de Agosto de 2009 às 15:39
Vou já, minha querida amiga. Se não tivesses escrito estas palavras muito antes, poderia pensar que estavas a imaginar, ou a prever, quem eu iria encontrar hoje. Se puderes, vai ver o meu soneto de hoje para coneceres "Pepe", a cria de Lugre.
Um enorme abraço!
De poetaporkedeusker a 15 de Junho de 2010 às 17:42
Caramba! Ainda vou ter de "pescar" estes falsos alexandrinos um por um e não sei quando terei tempo para isso... depois terei de explicar o meu erro muito bem explicadinho. Quando tiver tempo e SE tiver tempo para isso, claro... se não tiver, prefiro apagá-los todos! Todos os de onze sílabas.

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